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Tônia Carrero

Atriz brasileira de teatro, novelas, televisão e cinema

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Tônia Carrero, nome artístico de Maria Antonieta Portocarrero Thedim (Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1922 – Rio de Janeiro, 3 de março de 2018), foi uma atriz brasileira, de cinema, teatro e televisão.

Com mais de sessenta anos de carreira e conhecida por sua beleza, começou na vida artística nos primeiros anos da indústria cinematográfica e televisiva do Brasil.

Nascida e criada na zona sul carioca, Maria Antonieta de Farias Portocarrero, seu nome de solteira, era filha do general Hermenegildo Portocarrero, e de Zilda de Farias Portocarrero. Era descendente do marechal Hermenegildo de Albuquerque Porto Carrero, barão de Forte de Coimbra.

Apesar de graduada em Educação Física, a formação de Tônia como atriz foi obtida em cursos de teatro em Paris. Antes de partir para a França, fez um pequeno papel no filme Querida Susana. Foi a estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, tendo atuado em diversos filmes.

A estreia em teatro foi no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, com a peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, onde teve como parceiro o ator Paulo Autran. Após a passagem pelo TBC, formou com seu marido à época, o italiano Adolfo Celi, e com o amigo Paulo Autran, a Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), que nos anos 1950 e 1960 revolucionou a cena do teatro brasileiro ao constituir um repertório com peças de autores clássicos, como Shakespeare e Carlo Goldoni, e de vanguarda, como Sartre. Ainda na década de 1960, na TV Rio, apresentou o programa No mundo de Tônia, com músicas, danças e poesias.

Na TV, um dos seus personagens mais marcantes foi a sofisticada e encantadora Stella Fraga Simpson em Água Viva (1980), de Gilberto Braga. Tônia viria a trabalhar novamente com o autor, em 1983, na novela Louco Amor, dessa vez interpretando a não menos charmosa e chique Mouriel. Tanto em Água Viva como em Louco Amor, Tônia perdeu o papel de vilã para Beatriz Segall e Tereza Rachel, respectivamente. Mesmo assim, os dois personagens que interpretou foram um sucesso. Em 1981, chegou a ir a Portugal, para atuar no especial de Ano Novo do programa Sabadabadu (1981/1982), que tinha Camilo de Oliveira e Ivone Silva como atores principais do show. Anos depois, voltou ao país para atuar no programa Cupido Electrónico (1992), que misturou atores brasileiros com portugueses.

Era mãe do ator Cecil Thiré, e avó dos atores Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré.

Maria Antonieta era chamada carinhosamente de "Mariínha" por seu pai, que era oficial do Exército Brasileiro. Também seus irmãos seguiram carreira militar. Só a menina, contrariando a vontade materna, se interessou por artes, balé, teatro e cinema. Tônia Carrero formou-se em Educação Física na então denominada Universidade do Brasil (hoje UFRJ) - Escola de Educação Física e Desporto (EEFD) na década de 1940.

Em 1947, a convite de um amigo de seu pai, chamado Saraiva, atuou como figurante no filme Querida Susana, ao lado da também estreante Nicette Bruno. Logo apareceu na imprensa uma crônica sobre ela, com o título: “Nasce uma estrela”. Após a estreia do filme, Tônia decidida a estudar teatro, esteve na França pós-guerra onde fez um curso de atuação, acompanhada do primeiro marido, com quem se casou aos dezessete anos, o requintado artista plástico e das artes cênicas Carlos Arthur Thiré, pai de seu filho Cecil Thire. [carece de fontes?]

Voltando ao Brasil, fez testes para várias companhias de teatro, mas não foi aceita em nenhuma. Não quis fazer parte da companhia cinematográfica Atlântica, pois Tônia não se identificou com as propostas artísticas da companhia. Foi quando Fernando de Barros a ajudou, colocando-a na companhia de Maria Della Costa. Em 1948 foi para o Rio Grande do Sul e participou de filmes como Caminhos do Sul e Perdida pela Paixão, onde foi protagonista.

Em 1949 após ser recusada por várias companhias de teatro, decidiu iniciar o próprio grupo teatral junto com o empresário Fernando de Barros. Com a importância de quarenta mil cruzeiros fundaram a pequena "Companhia de Teatro Fernando de Barros", onde buscando por um elenco de amadores, conheceu o então advogado, ator e amigo de uma vida inteira, Paulo Autran. Estrearam em 13 de dezembro de 1949 no teatro Copacabana Palace, a peça Um Deus Dormiu Lá em Casa . A peça recebeu prêmios e com ela Tônia e Paulo foram premiados como atores revelação. Em 1951 Tônia já era estrela nacional e estampava as desejadas capas da Cinelândia. Foi então contratada pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde fez Tico-tico no Fubá, É Proibido Beijar e Appassionata . Em 1953, a convite do produtor teatral Franco Zampari, ingressou no Teatro Brasileiro de Comédia, onde atuou em Leito Nupcial, Uma Certa Cabana e outras peças. Mais tarde com o sucesso do TBC, Tônia Paulo e Celi (diretor de teatro e cinema, tal como segundo marido) formaram juntos sua própria companhia de teatro, o CTCA.

Começou a fazer televisão na década de 1960. O autor de telenovelas Vicente Sesso a chamou para fazer Sangue do Meu Sangue e Pigmalião 70 , já na TV Globo. Fez ainda: O Cafona, Primeiro Amor e Louco Amor, Água Viva e Senhora do Destino.

Tônia Carrero conquistou prêmios importantes, nacionais e internacionais, como “Velho Guerreiro”, “Moliere”, “APCA”, “APTESP”, “Prêmio do Mérito Militar”, “Legion des Arts et des Lettres” da França e comendas.

Quando lhe perguntaram se era vaidosa, respondeu: “Minha vaidade é melhorar cada vez mais como ser humano, capaz de olhar para os outros, e não apenas para o próprio umbigo. Disso eu sou vaidosa. Sempre procurei e procuro ainda crescer”.

Em relação aos matrimônios de Tônia Carrero, seu primeiro casamento durou de 1940 a 1950 com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, com quem teve um único filho, o ator Cecil Thiré. De 1957 a 1962, foi casada com o ator e diretor italiano Adolfo Celi. Seu terceiro e último casamento foi de 1964 a 1977, com o engenheiro César Thedim, de quem assinava o sobrenome. Após o último matrimônio, manteve outros relacionamentos, mas não quis mais casar-se.[carece de fontes?]

Batizada católica-romana quando criança, Tônia se considerava espiritualista.

Contemporâneas de Tônia, as atrizes Ava Gardner, Rita Hayworth, Marilyn Monroe e Grace Kelly foram algumas das responsáveis por levar milhões de espectadores às salas de cinema em todo o mundo. Tônia Carrero foi capaz de fazer o mesmo, como deu provas em “Tico-tico no fubá”, filme de 1952 que competiu no Festival de Cannes, na França.

Em 1965 o gravador Benedicto Ribeiro, responsável por desenhar a nova efígie da República nas moedas nacionais, se inspirou no rosto de Tônia. Tal efígie viria a ser utilizada nas moedas de 50 cruzeiros emitidas em 1965, nas moedas centesimais da primeira família do segundo cruzeiro (inicialmente denominado cruzeiro novo), nas moedas e cédulas com valor de 1 cruzeiro, que viriam a ser emitidas até 1978 e 1980 respectivamente, na efígie das cédulas provisórias de 5000 cruzeiros lançadas em 1990, bem como na marca d'água das cédulas dos padrões cruzado novo e cruzeiro que foram lançadas em circulação entre 1989 e 1990.

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