Susan Abigail Tomalin Embaixador(a) da boa vontade da FAO (Nova Iorque, 4 de outubro de 1946), mais conhecida como Susan Sarandon, é uma atriz e ativista americana. Conhecida por sua versatilidade, recebeu inúmeros prêmios, tais como o Oscar, BAFTA e Screen Actors Guild, além de indicações a sete prêmios Emmys, e nove Globos de Ouro. Em 2002, ela foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Sarandon começou sua carreira no cinema na década de 1970, no filme Joe. Em 1975, estrelou o clássico cult The Rocky Horror Picture Show. Foi nomeada para o Oscar de melhor atriz por Atlantic City (1980), Thelma & Louise (1991), Lorenzo's Oil (1992) e The Client (1994), antes de vencer por Dead Man Walking (1995). Ela também ganhou o Prêmio BAFTA de melhor atriz pelo seu papel em The Client e o Screen Actors Guild de melhor atriz por Dead Man Walking. Suas performances no cinema também incluem: Little Women (1994), Lado a Lado (1998), Anywhere But Here (1999), Cradle Will Rock (1999), The Banger Sisters (2002), Shall We Dance?, Alfie e Noel (2004), Romance & Cigarettes (2005), Elizabethtown (2005), Enchanted (2007), The Lovely Bones (2009), Cloud Atlas (2012), Tammy (2014), The Meddler (2015) e Blue Beetle (2023).
Por seu trabalho na televisão, Sarandon recebeu 5 indicações ao Prêmio Emmy, indicações essas que incluem seus papéis como convidada nas séries, Friends (2001) e Malcolm in the Middle (2002), e pelos telefilmes Bernard e Doris (2007) e You Don't Know Jack (2010). Em 2017, Sarandon interpretou Bette Davis na minissérie Feud: Bette and Joan.
Susan nasceu em Jackson Heights, Queens, na cidade de Nova York. Ela é a mais velha de nove filhos de Lenora Marie (nascida Criscione; 1923–2020) e Phillip Leslie Tomalin, um executivo de publicidade e produtor de televisão. Ela tem quatro irmãos: Phillip Leslie Jr., Terry, Timothy e O'Brian; e quatro irmãs: Meredith, Bonnie Priscilla, Amanda e Melissa.
Quando ela tinha quatro anos de idade, sua família mudou-se da cidade de Nova York para a recém-desenvolvida comunidade de Stephenville. Sua mãe era membro e diretora do conselho do Stephenville. Ela cresceu numa família católica. Em 1962, ainda no ensino médio, ela se juntou a uma banda e um grupo de dança para entreter crianças doentes em um hospital de reabilitação próximo. De 1964 á 1968, estudou na Universidade Católica da América, onde bacharelou-se em Artes. Logo após a faculdade, ela se sustentou esvaziando comadres em um hospital, cortando cabelo, limpando casas e trabalhando como telefonista.
Em 1969, Sarandon foi a um teste para o filme Joe, com seu então marido, Chris Sarandon. Embora ele não tenha conseguindo um papel, ela co-estrelou o filme, que foi lançado em 1970. Entre 1970 e 1972, ela apareceu nas telenovelas A World Apart e Search for Tomorrow , interpretando Patrice Kahlman e Sarah Fairbanks, respectivamente. Ela estreou na Broadway em 1972, com a peça An Evening with Richard Nixon. Sua carreira ganhou impulso em 1975, quando ela estrelou como Janet no clássico cult, The Rocky Horror Picture Show; Nesse mesmo ano, ela estrelou ao lado de Robert Redford em The Great Waldo Pepper. Ela foi dirigida duas vezes por Louis Malle, em Pretty Baby (1978) e Atlantic City (1980); Este último rendeu a Sarandon sua primeira indicação ao Oscar.
Em 1983, ela atuou no filme, The Hunger, de Tony Scott, e gerou polêmica devido à sua cena de sexo com Catherine Deneuve, pois foi o primeiro filme norte-americano de grande sucesso a apresentar tal cena entre duas atrizes. Em 1987, ela interpretou Jane em As Bruxas de Eastwick, ao lado de Cher e Jack Nicholson. Em 1988, ela estrelou ao lado de Kevin Costner, Bull Durham, filme que foi um sucesso comercial e de crítica. Em 1989, ela estrelou com Marlon Brando em A Dry White Season, seguido por White Palace (1990), com James Spader. No início de 1990, Sarandon recebeu mais três indicações ao Oscar de Melhor Atriz por seus papéis em: Thelma & Louise (1991), O Óleo de Lorenzo (1992) e O Cliente (1994). Em 1995, ela finalmente ganhou a estatueta por Dead Man Walking. No restante da década, ela teve papéis de destaque nos dramas: Little Women (1994), Lado a Lado (1998) e Anywhere But Here (1999).
No inicio da década de 2000, Sarandon participou das séries de comédia, Friends e Malcolm in the Middle, pelo qual recebeu duas indicações ao Emmy de Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia, respectivamente. No cinema, ela teve papéis em: Igby Goes Down (2002), The Banger Sisters (2002), Shall We Dance (2004), Alfie (2004), Romance & Cigarettes e Elizabethtown (ambos de 2005). Em 2006, Sarandon e dez parentes, incluindo seu marido e seu filho Miles, viajaram para o País de Gales para traçar a genealogia de sua família; A jornada foi documentada pela BBC e exibida no documentário, Coming Home: Susan Sarandon. Em 2007, ela atuou ao lado de sua filha, Eva Amurri, no filme Middle of Nowhere, e também interpretou a rainha má no filme da Disney, Enchanted. Em 2009, Sarandon atuou no filme The Lovely Bones. Ela voltou à Broadway em 2009, na peça Exit the King.
Em 2014, Sarandon atuou como a avó alcoólatra da personagem de Melissa McCarthy na comédia, Tammy. Em 2017, Sarandon produziu e interpretou Bette Davis, na série antológica, Feud: Bette and Joan, onde recebeu mais duas indicação ao Globo de Ouro, dessa vez como atriz e produtora. Ela também atuou na comédia A Bad Moms Christmas. Em 2018, ela se juntou ao "Conselho Consultivo de Impacto Social" do Festival Internacional de Cinema de San Diego. Em 2022, Sarandon estrelou a série da FOX, Monarch, que foi cancelada após uma temporada. Em 2023, ela estrelou o filme de super-heróis do Universo Estendido da DC, Besouro Azul. Em 2025, ela estrelou ao lado de Vince Vaughn, o filme da Netflix, Nonnas.
Enquanto estava na faculdade, Susan conheceu Chris Sarandon, com quem se casou em setembro de 1967. Eles se divorciaram em 1979, mas ela manteve o sobrenome Sarandon como seu nome artístico. Depois, ela teve um relacionamento com o cineasta Louis Malle. Em 1983, ela teve um relacionamento com David Bowie quando eles trabalharam juntos no filme The Hunger. Em meados dos anos 80, ela namorou o cineasta italiano Franco Amurri, e deu à luz sua a filha, a atriz Eva Amurri, em 15 de março de 1985.
Entre 1988 e 2009, Sarandon foi casada com o ator, e também ativista, Tim Robbins, a quem conheceu durante as filmagens de Bull Durham. O casal tem dois filhos: Jack Henry e Miles Guthrie. Em dezembro de 2009, o casal anunciou sua separação, que foi finalizada em 2010. Após o divórcio, Sarandon começou um relacionamento com o herdeiro Jonathan Bricklin (30 anos mais novo que ela); Sarandon e Bricklin terminaram em 2015.
Susan é sócia de um clube de tênis de mesa em Nova Iorque, chamada SPiN. Sarandon atribui seu amor pelo tênis de mesa à sua natureza igualitária, afirmando: "Eu amo que ele transcenda gênero, tipo físico e idade."
Durante uma entrevista ao site Pride Source, em 2017, ela disse que, embora tenha se casado com homens, também teve relacionamentos amorosos com mulheres. Em setembro de 2022, ela afirmou ser bissexual, durante entrevista ao The Tonight Show Starring Jimmy Fallon.
Sarandon é conhecida por seu apoio ativo a causas políticas, sociais e ambientais, tendo um viés de esquerda e progressista. Durante o Oscar de 1993, ela e seu então marido, Tim Robbins, subiram ao palco para apresentar uma categoria e aproveitaram o momento para fazer um protesto político sobre a proibição da entrada de haitianos com HIV nos Estados Unidos. A manifestação foi considerada inadequada pela Academia, que decidiu banir o casal nas cerimônias seguintes. Porém, a decisão mudou pouco tempo depois. Em 1999, ela foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF e, em 2006, recebeu o Prêmio Humanitário Ação Contra a Fome.
Em 2003, Susan apareceu no comercial "Love is Love is Love", promovendo a aceitação da comunidade LGBT. No mesmo ano, Sarandon e Robbins, tornaram pública sua posição contra a invasão dos EUA ao Iraque, com duras criticas ao presidente George W. Bush. Em 2006, juntamente com a ativista anti-guerra Cindy Sheehan, ela comandou um protesto no Dia das Mães, pedindo o fim da guerra com o Iraque. Em janeiro de 2007, ela discursou em uma manifestação anti-guerra em Washington, DC, em apoio a uma medida do Congresso para retirar as forças armadas dos EUA do Iraque. Nas eleições presidenciais americanas de 2012, Sarandon, juntamente com o cineasta Michael Moore, disseram que não estavam entusiasmados com o desempenho de Barack Obama, mas esperavam que ele fosse reeleito.