Neste Dia

Stefan Johansson

Stefan Nils Edwin Johansson (Växjö, 8 de setembro de 1956), conhecido apenas por Stefan Johansson, é um automobilista su

Anúncio

Stefan Nils Edwin Johansson (Växjö, 8 de setembro de 1956), conhecido apenas por Stefan Johansson, é um automobilista sueco.

Desde que saiu da Fórmula 1 em 1991, já correu em várias outras categorias, incluindo a extinta CART, vários tipos de corridas com carros esportivos e o Grand Prix Masters, última competição de monopostos que disputou. É também empresário dos pilotos Scott Dixon, Zachary Claman DeMelo, Ed Jones e Felix Rosenqvist.

A entrada de Johansson na Fórmula 1 foi via Campeonato Britânico de Fórmula 3, vencido por ele em 1980, pilotando pela equipe Project Four, de Ron Dennis (futuro chefe de equipe da McLaren).

Pela F-1, participou de 103 corridas (largou em 79), estreando em 13 de janeiro de 1980 pela equipe Shadow, quando ele ainda estava na Fórmula 3. Teve duas chances na temporada (Argentina e Brasil), mas não se classificou para o grid em ambas; e poderia se dizer que a sua real estreia na categoria aconteceu em 1983, após um curta passagem pela Fórmula 2. A reestreia ocorreu pela equipe Spirit, equipada com motores Honda, que voltava à categoria após 15 anos de ausência. Juntou-se à equipe Tyrrell em 1984, em substituição ao piloto inglês Martin Brundle, que se recuperava de um acidente, mas o time seria desclassificado da temporada por conta de irregularidades, e isso fez Johansson disputar três provas pela Toleman, chegando a pontuar pela primeira vez na carreira com os 3 pontos do 4º lugar no GP da Itália, em Monza. Seu desempenho chamou a atenção da Ferrari, que, em 1985, o contratou para ocupar o lugar do francês René Arnoux, que saiu misteriosamente da Scuderia a partir da segunda etapa, o GP de Portugal. Ele, porém, já tinha assinado com a Toleman para disputar a temporada, entretanto a falta de pneus obrigou o time a pular as 3 primeiras corridas.

Esteve prestes a vencer o GP de San Marino, mas faltando três voltas, abandonou com falta de combustível. Ainda assim, terminou em 6º lugar, por ter completado mais de 90% da corrida. Seu papel naquele campeonato foi o de auxiliar seu companheiro de equipe, o italiano Michele Alboreto, a conquistar o vice-campeonato da competição, mas foi em 1986 que ele obteve a sua melhor classificação na F-1, ao terminar o campeonato em 5º lugar, em sua primeira temporada completa.

Em 1987, assumiu o cockpit da McLaren, substituindo o veterano finlandês Keke Rosberg como segundo piloto da equipe que tinha Alain Prost como astro principal. O francês batia Johansson constantemente nas classificações, e apesar dos pódios conseguidos na temporada, a equipe decidiu trocá-lo por Ayrton Senna, vindo da Lotus, em 1988.

Incidente com o cervo em Österreichring

Durante o treino de sexta-feira no circuito de Österreichring, palco do GP da Áustria, Johansson atropelou um cervo que cruzava a pista. O animal morreu decapitado, e o sueco, apesar de ter quebrado uma costela logo após o McLaren MP4/3 bater forte na proteção de pneus, participou da prova, cruzando a linha de chegada em 7º lugar. Em 2015, relembrou o acidente e afirmou que "teve sorte" em sair vivo

Declínio com a Ligier e pódio com a Onyx

Demitido da McLaren, Johansson assinou com a Ligier para a temporada de 1988, sendo companheiro de equipe de Arnoux, ironicamente seu antecessor na Ferrari. O Ligier JS31, equipado com motores Judd, não era competitivo, não pontuou em nenhuma etapa e quase sempre não conseguia se qualificar para as corridas (foram 8 não-classificações no total, seis delas com Johansson), tanto que o melhor resultado foi um 9º lugar, conquistado duas vezes (Brasil e Austrália).

A situação melhorou para ele quando, em 1989, assinou contrato para liderar a estreante equipe Onyx. O carro (Onyx ORE-1) era muito instável e quase não conseguia a qualificação, mas Stefan conseguiu uma façanha ao chegar em 3º lugar em Portugal, sendo este o último pódio dele na F-1 (e único da equipe).

Após não se classificar para os GP's dos Estados Unidos e do Brasil em 1990, Johansson se desentendeu com o novo proprietário da Onyx, Peter Monteverdi, e foi dispensado, não sendo lembrado por nenhuma outra equipe para seguir correndo naquele ano.

No ano seguinte, aos 34 anos, Stefan faria ainda seis corridas - duas pela AGS (não obtendo vaga novamente nas duas primeiras provas) e outras quatro pela Footwork, na qual conseguiu apenas uma vez das quatro tentativas em 1991.

Seu nome chegou a ser cogitado pela equipe Jordan para ocupar a vaga do belga Bertrand Gachot, preso após envolvimento em briga na Inglaterra, mas as negociações não surtiram efeito e após ser preterido em favor do alemão Michael Schumacher, sua carreira na F-1 estava oficialmente encerrada. Em dez temporadas, conquistou 12 pódios, mas nunca chegou a subir ao alto do pódio; tal recorde viria a ser superado pelo alemão Nick Heidfeld no GP da Malásia de 2011.

Em 1992, Johansson seria contratado pela equipe Bettenhausen, onde conquistou o título de Rookie of the Year (estreante do ano), obtendo dois terceiros lugares, ficando à frente de Éric Bachelart (14º lugar no campeonato, contra o 18º conquistado pelo belga). Apesar de conquistar alguns bons resultados, jamais venceu uma prova da CART. Seu melhor desempenho na categoria veio na temporada de 1994, terminando em 11º lugar. Durante esse tempo, largaria três vezes nas 500 Milhas de Indianápolis (1993 a 1995, esta última aos 38 anos, tendo sido o responsável por tirar Emerson Fittipaldi do grid).

Envolvimento no acidente fatal de Krosnoff

Na corrida de Toronto (décima-primeira da temporada de 1996), Stefan tentava se defender dos ataques do norte-americano Jeff Krosnoff, estreante na CART. Faltando três voltas para o final da corrida um contato de roda com roda faz com que o carro de Jeff choque-se contra as barreiras, acertando uma árvore e um poste de iluminação que estavam muito próximos da pista de corrida. Krosnoff morreu instantaneamente devido aos ferimentos sofridos contra o poste. Outro envolvido na batida, o fiscal de pista Gary Avrin, faleceria logo depois. Johansson deixou a CART ao final da temporada, depois de bater e abandonar o GP de Laguna Seca, exatamente no dia em que completava 40 anos.

Outras presenças no automobilismo

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Stefan Johansson | World in Stories