Neste Dia

Stan Lee

Escritor, editor, publicitário, produtor, diretor e empresário norte-americano

Anúncio

Stanley Martin Lieber, mais conhecido como Stan Lee (Nova Iorque, 28 de dezembro de 1922 — Los Angeles, 12 de novembro de 2018), foi um escritor, editor, publicitário, produtor, diretor, empresário e ator norte-americano. Foi editor-chefe e presidente da Marvel Comics antes de deixar a empresa para se tornar presidente emérito da editora, bem como um membro do conselho editorial. Lee também era conhecido por fazer várias aparições em filmes do Universo Cinematográfico Marvel, sendo sua última aparição no filme Vingadores: Ultimato, de 2019.

Em colaboração com vários artistas, incluindo Jack Kirby e Steve Ditko, Stan Lee cocriou diversos super-heróis, como: Homem-Aranha, Homem de Ferro, Hulk, Doutor Estranho, Quarteto Fantástico, Demolidor, Pantera Negra, X-Men e os Vingadores. Além disso, desafiou a organização de censura da indústria de quadrinhos americana, o Comics Code Authority, indiretamente levando-a a atualizar suas políticas. Lee liderou a expansão da Marvel Comics de uma pequena divisão editorial para uma gigantesca corporação de multimídia.

Stan Lee foi introduzido no Will Eisner Award Hall of Fame em 1994, no Jack Kirby Hall of Fame em 1995 e recebeu uma National Medal of Arts em 2008.

Stanley Martin Lieber nasceu em Manhattan, Nova Iorque, em 28 de dezembro de 1922, filho do casal Jack e Celia Lieber, ambos judeus imigrantes da Romênia. Seu pai, um alfaiate, e sua mãe, uma dona de casa, tiveram mais um filho, Larry, em 1931. Assim como Stanley, Larry Lieber fez carreira no mundo dos quadrinhos. A família de Stan Lee era relativamente pobre. Ele morou boa parte da infância e da adolescência em um quarto e sala no Bronx, na periferia de Nova Iorque. Ele e o irmão dividiam o diminuto e único quarto do apartamento, e os pais dormiam em um sofá-cama na sala. Durante a adolescência, Stan Lee estudou na DeWitt Clinton High School, também localizada no Bronx.

Desde pequeno, Lee gostava de escrever. Durante a adolescência, seu sonho era escrever um grande romance. Formou-se aos dezesseis anos e trabalhou escrevendo obituários em jornais e entregando sanduíches para escritórios no Rockefeller Center, além de servir como office boy em uma fábrica manufatureira e lanterninha do Teatro Rivoli, na Broadway.

Com a ajuda de seu tio Robbie Solomon, Lee tornou-se assistente em 1939 na editora Timely Comics, uma divisão de revistas pulps e histórias em quadrinhos que, na década de 1960, evoluiria para a Marvel Comics. Stan Lee, cuja prima Jean era a esposa de Martin Goodman, o chefe da Timely Comics, foi formalmente contratado pelo editor Joe Simon.

Seu primeiro trabalho publicado foi um conto ilustrado por Jack Kirby intitulado Captain America Foils the Traitor's Revenge, publicado em Captain America Comics #3 em maio de 1941, usando o pseudônimo "Stan Lee". Lee explicou em sua autobiografia e várias outras fontes que pretendia salvar o nome "Stanley Lieber" para trabalhos literários. Sua primeira história para a Timely Comics introduziu o uso do escudo do Capitão América como uma arma de arremesso. Criou histórias em quadrinhos para as revistas Headline Hunter e Foreign Correspondent, publicada dois números depois. A primeira cocriação de Stan Lee foi o Destroyer, em Mystic Comics #6 em agosto de 1941. Outros personagens que cocriou durante a Era de ouro dos Quadrinhos incluem Jack Frost, estreando em USA Comics #1 em agosto de 1941, e Father Time, estreando em Captain America Comics #6 em agosto de 1941.

Quando Joe Simon e Jack Kirby saíram da Timely Comics no final de 1941, após uma discussão com Martin Goodman, o editor nomeou Lee, que tinha 18 anos, como editor interino. Seu talento para o negócio o levou a permanecer como editor-chefe da divisão de histórias em quadrinhos, bem como diretor de arte durante boa parte desse tempo — até 1972, quando sucederia Goodman como publisher.

Stan Lee ingressou no Exército no início de 1942 e serviu como membro do Signal Corps, fazendo manutenção em postes telegráficos e outros equipamentos de comunicação. Mais tarde, foi transferido para a Divisão de Filmes de Treinamento, onde trabalhou escrevendo manuais, filmes de treinamento, slogans e, ocasionalmente, fazendo cartoons. Ele afirmou que sua classificação militar era dramaturgo e que apenas nove homens no exército estadunidense receberam esse título. Vincent Fago, editor da seção "animation comics" da Timely, que publicava quadrinhos de animais engraçados, o substituiu até que Lee retornou de seu serviço militar em 1945.

Em meados da década de 1950, quando a Timely Comics passou a ser conhecida como Atlas Comics, Stan Lee escreveu histórias de romance, faroeste, humor, ficção científica, aventura medieval, horror e suspense. Na década de 1950, uniu-se ao seu colega de quadrinhos Dan DeCarlo para produzir a tira de jornal My Friend Irma, baseada na comédia de rádio estrelada por Marie Wilson. No final da década, Lee ficou insatisfeito com sua carreira e pensou em abandonar o ramo.

Naquela época, em uma campanha moralizadora realizada pelo psiquiatra Fredric Wertham e pelo senador Estes Kefauver, estes acusaram as revistas em quadrinhos de corromper as mentes dos jovens leitores com imagens ambíguas de violência e sexualidade. Em 1954, Wertham publicou Sedução do Inocente, um livro sobre suas teorias. Isso fez com que o Subcomitê sobre Delinquência Juvenil do Senado dos EUA começasse a investigar os efeitos da mídia de massa publicada pela indústria dos quadrinhos. Em abril e junho daquele ano, os senadores organizaram audiências públicas em Nova York. Entre os participantes, estava William Gaines, editor da EC Comics. O senador Kefauver mostrou a ele uma capa do ilustrador Johnny Craig, da EC Comics, com uma cabeça decepada e um machado ensanguentado, da revista Crime SuspenStories, dizendo que aquilo era de "bom gosto" para uma revista de terror e não para leitura infanto-juvenil. O assunto levou a uma reportagem de primeira página no The New York Times com o título No Harm in Horror.

Aquelas audiências marcaram o fim da EC Comics. Gaines tentou se associar a outros editores para se defender, mas os outros estavam procurando uma solução rápida para o problema, que já ameaçava seus negócios. Em outubro de 1954, os editores formaram a Association of Comics Magazine Publishers (Associação dos Editores de Revistas em Quadrinhos da América), adotando um código regulador, o Comics Code Authority. Gaines, inicialmente, se recusou a adotar o CCA e submeter seus quadrinhos para revisão. A maioria dos distribuidores, no entanto, apenas adquiriam quadrinhos aprovados com o código, e Gaines se viu obrigado a adotar o controle. Ele deixou a associação em outubro de 1955 por discordar do rigor da censura imposta para obter o CCA nas suas publicações. Depois, com a publicação da revista Mad, seu faturamento dobrou.

No final dos anos 50, o editor da DC Comics, Julius Schwartz, reviveu o arquétipo do super-herói e experimentou um sucesso significativo com sua versão atualizada do Flash e com a Liga da Justiça da América. Em resposta, o editor Martin Goodman designou Stanley Lieber para criar uma nova equipe de super-heróis. Joan, sua esposa, sugeriu que Stan Lee criasse histórias que — sobretudo — o agradassem, uma vez que ele planejava mudar de carreira e não tinha nada a perder.

Lee aceitou o conselho de Joan, dando aos seus super-heróis uma humanidade defeituosa, uma mudança dos arquétipos ideais que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Antes disso, os super-heróis eram representados como perfeitos ou sem problemas sérios. Entretanto, Stan Lee introduziu personagens complexos e naturalistas que poderiam ter maus ânimos e ataques de melancolia e vaidade. Seus personagens discutiam, se preocupavam em pagar suas contas e em impressionar garotas e ficavam doentes e entediados. Seus super-heróis capturaram a imaginação dos jovens e dos adultos, aumentando drasticamente a venda de quadrinhos da Marvel.

Os primeiros super-heróis criados pela união de Stan Lee e Jack Kirby foi o Quarteto Fantástico — baseado nos Desafiadores do Desconhecido, uma equipe de super-heróis de Kirby publicada pela DC Comics. A popularidade imediata da equipe levou Lee e os ilustradores da Marvel a produzirem uma série de novos títulos. Com Jack Kirby, Stan Lee cocriou Hulk, Thor, Homem de Ferro e X-Men. Com Bill Everett, cocriou o Demolidor. Com Steve Ditko, cocriou o Doutor Estranho e o personagem mais bem-sucedido da história da Marvel, o Homem-Aranha. Todos eles viviam em um universo compartilhado. Lee e Kirby reuniram vários de seus personagens recém-criados no título Vingadores e reviveram personagens dos anos 40, como Namor e Capitão América.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Stan Lee | World in Stories