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Spiro Agnew

Político norte-americano, 39° Vice-presidente dos Estados Unidos (1969-1973)

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Spiro Theodore Agnew (Baltimore, 9 de novembro de 1918 – Berlin, 17 de setembro de 1996) foi um advogado e político estadunidense que atuou como o 39º Vice-Presidente dos Estados Unidos de 1969 até sua renúncia em 1973, durante a presidência de Richard Nixon, tendo antes disso também servido como 55º Governador de Maryland de 1967 a 1969. Agnew nasceu e cresceu na cidade de Baltimore, sendo filho de um pai grego imigrante e de uma mãe estadunidense. Estudou química na Universidade Johns Hopkins, porém abandonou o curso e se formou em direito pela Universidade de Baltimore. Ele trabalhou como auxiliar do deputado federal James Devereux e foi nomeado em 1957 para o Conselho de Apelos de Zoneamento do Condado de Baltimore. Foi eleito Executivo do Condado em 1962 e quatro anos depois se elegeu governador.

Nixon pediu para que Agnew se tornasse seu companheiro de chapa durante a Convenção Nacional Republicana de 1968. Sua reputação como centrista interessava Nixon, enquanto a posição de lei e ordem que tinha assumido no início do ano diante de agitações civis chamou a atenção de vários auxiliares. Agnew cometeu diversas gafes no decorrer da campanha, porém sua retórica agradava muitos do Partido Republicano e ele pode ter feito a diferença em muitos estados importantes. Nixon e Agnew derrotaram Hubert Humphrey e Edmund Muskie do Partido Democrata na eleição presidencial de 1968. Como vice-presidente, ele frequentemente era convocado para atacar os inimigos do governo. Nesse período, Agnew foi ainda mais para a direita, apelando para os conservadores que suspeitavam das posturas moderadas de Nixon. Os dois foram reeleitos em 1972.

Agnew passou a ser investigado em 1973 pelo Procurador dos Estados Unidos para o Distrito de Maryland por suspeitas de conspiração criminosa, suborno, extorsão e fraude. Ele aceitou propinas de contratantes durante sua época como executivo do condado e governador. Esses pagamentos continuaram até seu período como vice-presidente. Agnew defendeu sua inocência por meses até declarar nolo contendere para uma única acusação de evasão fiscal, renunciando da vice-presidência logo em seguida. Nixon o substituiu pelo deputado federal Gerald Ford. Agnew voltou para Maryland e depois se mudou para a Califórnia, levando o restante de sua vida de forma calma e realizando poucas aparições públicas. Ele escreveu um romance e um livro de memórias que defendiam suas ações. Agnew morreu de uma leucemia não-diagnosticada em setembro de 1996 aos 77 anos.

Theophrastos Anagnostopoulos, o pai de Spiro Agnew, nasceu por volta de 1877 em Gargalianoi, na Messênia, Grécia. A família talvez estava envolvida no plantio de olivas e se empobreceu por causa de uma crise na indústria na década de 1890. Anagnostopoulos imigrou para os Estados Unidos em 1897 (alguns relatos dizem que foi em 1902) e foi morar em Schenectady, em Nova Iorque, mudando seu nome para Theodore Agnew e abrindo um restaurante. Agnew era um autoeducador apaixonado que manteve um interesse duradouro em filosofia, com um familiar comentando que "se ele não estivesse lendo alguma coisa para melhorar sua mente, ele não leria". Se mudou para Baltimore, em Maryland, por volta de 1908 e comprou um restaurante. Foi onde conheceu William Pollard, que era o inspetor federal de carnes da cidade. Os dois se tornaram amigos, com Pollard e sua esposa Margaret sendo clientes regulares de seu restaurante. Pollard morreu em abril de 1917 e Agnew e Margaret começaram um relacionamento, casando-se em 12 de dezembro de 1917. Spiro Theodore Agnew nasceu onze meses depois em 9 de novembro de 1918.

Margaret Pollard, cujo nome de solteira era Margaret Marian Akers, nasceu em 1883 em Bristol, na Virgínia, e era a mais nova em uma família de dez filhos. Mudou-se para Washington, D.C. quando adulta e conseguiu encontrar emprego em vários escritórios governamentais até conhecer e se casar com Pollard, indo então morar em Baltimore. Os Pollard tiveram um filho, chamado Roy, que tinha dez anos quando seu pai morreu. A nova família Agnew se mudou para um pequeno apartamento localizado no número 226 da Rua Madison Oeste, perto do centro de Baltimore, após o casamento em 1917 e o nascimento de Spiro.

O jovem Agnew, de acordo com os desejos de sua mãe, foi batizado na Igreja Episcopal em vez da Igreja Ortodoxa Grega. Mesmo assim, Theodore era a figura dominante dentro da família e foi uma grande influência para seu filho. A comunidade grega de Baltimore criou em 1969 uma bolsa de estudos em nome de Theodore Agnew e Spiro Agnew discursou dizendo: "Tenho orgulho de dizer que cresci sob a influência do meu pai. Minhas crenças são as dele". Em 1973 continuou a se identificar como "um Episcopaliano".

A família Agnew prosperou na década de 1920. Theodore comprou um restaurante maior, chamado de Piccadilly, e a família se mudou para uma casa no bairro de Forest Park, na região noroeste de Baltimore, onde Agnew estudou na Escola Secundária Garrison e depois na Escola de Forest Park. Esse período de afluência terminou com a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929, com o Piccadilly sendo fechado. As economias da família desapareceram em 1931 quando um banco local faliu, forçando-os a vender a casa e se mudarem para um pequeno apartamento. Agnew anos depois lembrou de como seu pai reagiu a esses infortúnios: "Ele simplesmente deu de ombros e continuou trabalhando com as mãos, sem reclamar". Theodore vendeu frutas e vegetais de uma barraca de beira de estrada enquanto o jovem Agnew ajudava a família com empregos de meio período entregando compras e distribuindo panfletos. Agnew foi cada vez mais influenciado por seus pares enquanto crescia e começou a se distanciar de sua ascendência grega. Ele recusou a oferta de seu pai para ter aulas de grego e preferia ser chamado pelo apelido de "Ted".

Se formou na escola em 1937 e foi aceito na Universidade Johns Hopkins em um bacharelato em química. Agnew, apenas alguns meses depois, achou a pressão do trabalho acadêmico cada vez mais estressante e se distraia pelos contínuos problemas financeiros de sua família. Além disso, ele também estava preocupado com a situação internacional, em que uma guerra era cada vez mais provável. Ele decidiu em 1939 que seu futuro estava no direito em vez da química, deixando a Johns Hopkins e começando aulas noturnas na Escola de Direito da Universidade de Baltimore. Agnew aceitou um emprego diurno como assistente de seguros na Maryland Casualty Company no bairro de Roland Park para se sustentar.

Agnew passou três anos trabalhando na empresa e subiu até a posição de subscritor assistente. Ele conheceu no escritório a jovem escriturária Elinor Judefind, mais conhecida pelo apelido de "Judy". Ela tinha crescido na mesma parte da cidade que Agnew, mas os dois não tinha se conhecido até então. Eles começaram a namorar e logo ficaram noivos, casando-se em Baltimore em 27 de maio de 1942. Tiveram quatro filhos: Pamela Lee, James Rand, Susan Scott e Elinor Kimberly.

Agnew foi convocado para o Exército dos Estados Unidos e começou seu treinamento básico em Camp Croft, na Carolina do Sul, pouco depois do Ataque a Pearl Harbor em dezembro de 1941. Ele conheceu no local pessoas de diferentes origens: "Eu tinha tido uma vida muito protegida – Fiquei desprotegido muito rapidamente". Foi enviado para a Escola de Candidatos a Oficiais em Forte Knox, no Kentucky, e comissionado como segundo-tenente em 24 de maio de 1942, três dias antes de seu casamento.

Agnew teve uma lua de mel de dois dias e então voltou para Forte Knox. Serviu no local, ou no próximo Forte Campbell, por quase dois anos em uma variedade de funções administrativas, sendo então enviado para o Reino Unido em março de 1944 como parte do acumulo de forças pré-Desembarques da Normandia. Permaneceu de prontidão em Birmingham até o final do ano, quando foi designado para o 54º Batalhão de Infantaria Blindada na França como oficial substituto. Serviu brevemente como líder de um pelotão de rifles e então assumiu o comando da companhia de serviço do batalhão. O batalhão tornou-se parte do Comando de Combate "B" da 10ª Divisão Blindada, que combateu na Batalha das Ardenas, incluindo no Cerco de Bastogne, ao todo por "trinta e nove dias no buraco da rosquinha", como um dos homens de Agnew definiu. O 54º Batalhão em seguida forçou seu caminho para dentro da Alemanha, combatendo em Mannheim, Heidelberg e Crailsheim, estando em Garmisch-Partenkirchen na Baviera quando a guerra terminou. Agnew voltou para casa e foi dispensado em novembro de 1945, tendo sido condecorado com o Distintivo de Infantaria de Combate e a Estrela de Bronze.

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