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Sismo de Puebla de 2017

O sismo de Puebla de 2017 foi um sismo de magnitude 7,1, que ocorreu no estado de Puebla às 14h15 EAT (13h14 CDT; 18h14

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O sismo de Puebla de 2017 foi um sismo de magnitude 7,1, que ocorreu no estado de Puebla às 14h15 EAT (13h14 CDT; 18h14 UTC) de 19 de Setembro de 2017, causando vítimas e estragos nos estados de Puebla, Morelos, México e Guerrero, e em particular na Região Metropolitana da Cidade do México. Foram reportados 370 mortos.

Ao longo do século XX, a região localizada num raio de 250 quilómetros a partir do hipocentro do sismo do dia 19 de Setembro sofreu dezanove outros sismos de magnitude superior a 6,5, a maioria dos quais ocorridos perto do interface da zona de subducção, na costa do Pacífico, a sul do hipocentro deste sismo. O maior destes sismos ocorreu em Julho de 1957, com uma magnitude de 7,6, na região de Guerrero, causando entre 50 a 160 mortes, e muitos mais feridos. Em Junho de 1999, um sismo de magnitude 7,0 a 70 km de profundidade, mesmo a sudeste do sismo de dia 19, causou 14 mortos e cerca de 200 feridos, e danos consideráveis na cidade de Puebla.

O sismo ocorreu a 19 de Setembro, 32º aniversário do devastador sismo da Cidade do México de 1985, de magnitude 8,0, que causou grande destruição na Cidade do México e nas regiões em redor. Este sismo foi resultado de uma evento de falha no interface entre a placa de Cocos e a placa da América do Norte, cerca de 450 quilómetros a oeste do hipocentro do sismo de dia 19 de Setembro. Cerca de duas horas antes do sismo, as sirenes de aviso de terramoto haviam soado, e dezenas de edifícios haviam sido evacuados durante uma simulação de terramoto de rotina, na qual participaram cerca de 4 milhões de pessoas. Entretanto, o sistema de alerta sísmico não funcionou adequadamente quando a terra tremeu de fato. Isso porque a maioria dos sensores de monitoramento estão posicionados nas áreas costeiras, onde geralmente ocorrem os abalos que afetam o país.

O sismo de Puebla ocorreu também doze dias após o sismo de Chiapas, de magnitude 8,1, localizado no sul do México. O epicentro do sismo de Chiapas localizou-se a cerca de 650 quilómetros a sudeste do sismo de Puebla. Este sismo ocorreu igualmente como resultado de um evento normal de falha na placa de Cocos em processo de subducção, a uma profundidade de 50 a 70 quilómetros. Contudo, aparentemente não há uma ligação entre os dois eventos.

O sismo, de magnitude 7,1, e localizado cinco quilómetros a lés-nordeste de Raboso, no estado de Puebla, 123 quilómetros a sudeste da capital, Cidade do México, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. A agência sismológica estatal mexicana estimou inicialmente a magnitude do sismo em 6,8, localizando o epicentro e este da cidade, no estado de Puebla, cerca de oitenta quilómetros a sudeste da capital, com hipocentro a 51 quilómetros de profundidade. Tremores que ocorrem até 70 quilômetros de profundidade são considerados rasos, e geralmente são os mais destrutivos.

O sismo ocorreu em consequência de um evento normal de falha, a 50 quilómetros de profundidade, tendo ocorrido perto da fronteira entre a placa de Cocos e a placa da América do Norte, embora não exactamente sobre ela. Na região onde o sismo ocorreu, a placa de Cocos converge com a placa da América do Norte a uma velocidade de aproximadamente 76 mm por ano, em direcção a nordeste. A placa de Cocos começa o seu movimento de subducção sob a América Central na Fossa Mesoamericana, cerca de 300 quilómetros a sudoeste do epicentro do sismo. O hipocentro, profundo e o mecanismo de falha normal do sismo sugerem que seja um evento intraplaca, no interior da placa de Cocos em subducção, mais do que algo associado às grandes forças de pressão mais superficiais da fronteira entre placas.

A maioria da Cidade do México foi construída numa antiga bacia lacustre, cujo solo pode amplificar os efeitos de sismos com epicentros localizados a centenas de quilómetros de distância num factor de 100 ou mais. Do mesmo modo, o terramoto de 1985, embora tenha tido o seu epicentro em Michoacan, a 450 quilómetros de distância, ao longo da costa do Pacífico, teve efeitos devastadores na Cidade do México.

Após o sismo inicial, foram registadas onze réplicas de magnitude entre 3,9 a 4,9 O sismo causou igualmente uma pequena erupção do vulcão Popocatépetl.

De acordo com o Serviço Sismológico Nacional do México, o epicentro do abalo inicial, que foi também o mais forte, localizou-se a doze quilómetros do povoado de Axochiapan, em Morelos, perto da fronteira com o estado de Puebla, a 120 quilómetros da capital mexicana. O sismo terá sido sentido por 12 milhões de pessoas.

Foram confirmadas 369 mortes, das quais 228 ocorreram na Cidade do México, 15 no estado do México, que rodeia a capital, 74 no estado de Morelos, 45 no estado de Puebla, onde se localizou o epicentro, 6 em Guerrero e uma em Oaxaca. Pelo menos 3 estrangeiros morreram. Cerca de 2 mil pessoas ficaram feridas, sendo 800 só na capital mexicana. Onze mil casas ficaram danificadas. Este foi o terremoto mais mortífero ocorrido no país desde o sismo de 1985.

Segundo a CFC, a companhia estatal de electricidade mexicana, cerca de 3,8 milhões de clientes estão sem electricidade. Todos os hospitais danificados pelo sismo estão a ser evacuados.

A bolsa de valores mexicana Mexico IPC entrou em queda imediatamente após o tremor de terra, conseguindo recuperar antes das transacções terem sido suspensas.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, decretou o estado de emergência no país, activando o Plan MX, que incorpora as Forças Armadas Mexicanas no auxílio à calamidade. No dia seguinte, Peña Nieto decretou três dias de luto nacional.

A 21 de Setembro, as actividades da Assembleia Legislativa encontravam-se ainda suspensas.

A devastação só não foi maior pois após o terremoto de 1985 o México estabeleceu regras mais rígidas para a construção civil. A maior parte das estruturas que colapsaram eram mais antigas, não obstante 10% dos edifícios danificados foram construídos após 1985. O presidente Peña Nieto declarou que o custo da recuperação das áreas afetadas pelos tremores será superior ao equivalente a US$ 2,1 bilhões. O PIB mexicano poderá ter uma queda de 0,1% em decorrência do sismo, embora a previsão de crescimento de 2% se mantenha para 2017.

Cerca de 5100 escolas foram destruídas ou danificadas pelos sismos de Puebla e Chiapas, segundo dados do UNICEF. Será preciso mais de 760 milhões de dólares para reconstruí-las, segundo o governo mexicano.

Em 23 de setembro, um novo terremoto de magnitude 6,1 atingiu a região sul do México. Duas mulheres morreram vítimas de infarto.

A 28 de setembro, as buscas por eventuais sobreviventes foram oficialmente encerradas. O último corpo foi resgatado a 4 de outubro.

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