Silvio Piola (Robbio, 29 de setembro de 1913 — Gattinara, 4 de outubro de 1996) foi um futebolista italiano, considerado um dos mais prolíficos centroavantes de todo o futebol daquele país. Principal destaque do título da Itália na Copa do Mundo FIFA de 1938, ele ainda detém o recorde de maior artilheiro do Campeonato Italiano de Futebol, com 274 gols em 537 jogos. Também tem a maior média de gols da selecção italiana: 0,88 gols por partida, tendo somado trinta gols em 34 jogos pela Azzurra.
Notabilizado por sua longeva carreira cheia de gols em um total de 405 em 642 partidas disputadas, Piola era um atacante astuto e altamente eficiente, raramente desperdiçando chances. Sua única mágoa com o futebol foi o fato de nunca ter conquistado a primeira divisão do campeonato italiano, apesar de seus gols e de ter atuado em dois dos maiores vencedores da competição, os rivais Torino e Juventus. Seu único outro título além da Copa foi uma Serie B, quando estava no Novara. Piola foi o único jogador desse time a representa-lo posteriormente à década de 1920 na seleção italiana.
Embora tenha jogado por diversos clubes, Piola associou-se em especial à Lazio. É considerado o segundo maior jogador da história da equipe, abaixo apenas de Giorgio Chinaglia, e segue como maior artilheiro do clube no campeonato italiano (143 gols) e no total (149 gols). Curiosamente, quando enfrentou o time também marcou gols com frequência, onze vezes, sendo um dos maiores carrascos da equipe onde mais foi ídolo. Curiosamente, Piola defendeu duas duplas rivais: além de jogador de Torino e Juventus, começou a carreira na Pro Vercelli e encerrou-a no Novara, exatamente o maior rival de seu primeiro clube. Piola destacou-se em ambos a ponto de seu nome batizar os estádios dos dois, havendo um Stadio Silvio Piola em Vercelli e um Stadio Silvio Piola em Novara. Já no clássico entre Juve e Toro, Piola é um dos três jogadores a marcar gols por ambos os clubes, embora ambos tenham trocado 98 futebolistas até 2018. No Derby della Capitale, entre Lazio e Roma, segue como maior artilheiro laziale, com sete gols em 17 clássicos.
Desde 2002, Piola também nomeia o prêmio oferecido ao melhor atacante de menos de 21 anos das duas primeiras divisões do campeonato italiano. Em eleições realizadas no fim do século XX, Piola esteve entre os cem melhores jogadores do século em listas da revista britânica World Soccer e da brasileira Placar, que o colocou acima do contemporâneo Giuseppe Meazza e também de Gabriel Batistuta, Paul Gascoigne, Roberto Baggio, Zinédine Zidane, Davor Šuker, Mario Kempes e Zbigniew Boniek, dentre outros jogadores de ataque. A revista italiana Guerin Sportivo, em lista dos cinquenta maiores, o colocou em 29º lugar, à frente de Ronaldo, Bobby Charlton, Luigi Riva, Paolo Rossi, Baggio, Gerd Müller, Paulo Roberto Falcão, Karl-Heinz Rummenigge, Batistuta e Rivellino, dentre outros meias/atacantes.[carece de fontes?]
Começou a carreira na tradicional Pro Vercelli, clube situado próximo à cidade em que Piola nasceu e que ainda jogava na primeira divisão na época. Piola estreou ainda na temporada 1929–30, na qual atuou só três vezes, sem marcar gols.[carece de fontes?] Uma temporada depois, já se destacava como artilheiro dos leoni no campeonato; mesmo tendo ainda dezessete anos, marcou treze gols. Três desses gols ocorreram em um só jogo, em tripletta na vitória de 6–3 sobre o Napoli. Piola também vazou Lazio em vitória de 3–0, a campeã Ambrosiana (nome à época da Internazionale), abrindo o placar em Milão em derrota de 6–1, e duas vezes o terceiro colocado Bologna, os dois de vitória de 2–0. A Pro Vercelli terminou em 10º lugar, à frente do Milan.[carece de fontes?]
Na temporada seguinte, a de 1931–32, Piola teve desempenho similar, com doze gols.[carece de fontes?] Quatro deles, incluindo o da virada parcial para 2–1 e o da vitória, ocorreram em triunfo de 5–4 fora de casa sobre o Alessandria,[carece de fontes?] jogo considerado um clássico regional no Piemonte. Piola voltou a ser o artilheiro de seu time no campeonato, além de ter marcado novamente sobre a Ambrosiana-Inter (2–0), Lazio (2–2) e no time campeão, dessa vez a Juventus (derrota de 2–1). Os números foram fundamentais, pois o clube ficou apenas uma posição acima dos times que precisaram travar jogo-extra contra o rebaixamento.[carece de fontes?]
Na temporada 1932–33, Piola marcou onze gols na Serie A,[carece de fontes?] incluindo em cada jogo contra o Milan (os dois da vitória por 2–1 no primeiro turno e na derrota pelo mesmo placar no returno) outro sobre a Ambrosiana-Inter (derrota de 4–2) e mais em novo triunfo no clássico com o Alessandria (3–2). Outra vez, foi o artilheiro do clube, que terminou em 12º.[carece de fontes?]
Na temporada seguinte, elevou os números para quinze gols, sua cifra mais alta enquanto jogador da Pro Vercelli, que subiu à 7ª colocação.[carece de fontes?] Chegou a marcar seis vezes em uma só partida, marca então inédita e só igualada uma vez, por Omar Sívori, da Juventus. Foi em vitória de 7–2 sobre a Fiorentina, marca que além do único em clássico fora de casa com o Alessandria; nos dois jogos contra o Casale,[carece de fontes?] duelo que também envolve rivalidade local, abrindo o placar em vitória de 4–1 e marcando o gol do empate em 1–1 fora de casa; além de marcar novamente sobre o Milan, em vitória de 2–1. Piola conseguiu pela primeira vez média superior a meio gol por jogo, pois os quinze gols vieram em 28 aparições.[carece de fontes?]
O desempenho valeu uma transferência à Lazio, em negociação polêmica, sob suspeitas de pressão do Partido Nacional Fascista, que tinha ligações com o clube romano.
Nos aquilotti, Piola não tardou a exibir suas credenciais, marcando 21 gols em 29 jogos.[carece de fontes?] Terminou o torneio na vice-artilharia geral, e o time, no 5º lugar. Dentre os gols, dois vieram em vitória de 5–3 sobre a Juventus, que terminaria o torneio como pentacampeã seguida (algo inédito e só superado na década de 2010, pelo mesmo clube); os que empataram em 1–1 o Derby della Capitale com a Roma e o encontro fora de casa com o Milan, além de três na rodada final contra a Ambrosiana-Inter. Dois dos gols de Piola nesse jogo vieram nos dez minutos finais e foram decisivos para os rumos do campeonato: a Ambrosiana, que começara a rodada empatada com a Juventus, com a derrota terminou no vice-campeonato para o time de Turim, que em paralelo vencera seu jogo na rodada. Foi em meio à temporada 1934–35 que Piola, em 24 de março de 1935, estreou pela seleção italiana.[carece de fontes?]
Na temporada 1935–36, o atacante marcou 19 gols em 27 jogos,[carece de fontes?] ficando novamente na vice-artilharia geral, embora a Lazio tenha terminado somente em 7º. Dentre eles, os dois de empate em 2–2 com o Milan, um em vitória de 3–0 sobre a Juventus, além de diversas triplette: fez os três gols laziali no triunfo de 3–2 sobre a Triestina, três nos 5–0 sobre a Sampierdarenese e todos do 3–0 sobre o Palermo.[carece de fontes?]
Na temporada seguinte, Piola marcou 21 gols em 28 jogos,[carece de fontes?] dessa vez obtendo a artilharia do campeonato, pela primeira vez na carreira, e o vice-campeonato para a Lazio. Dentre os gols, vazou duas vezes o Milan em cada partida (vitória por 3–0 e derrota de 5–3) dois em vitória de 3–0 sobre o Milan, o único de 1–0 na Juventus, o do empate em 2–2 fora de casa com a Ambrosiana-Inter, além de duas triplette: no 5–1 fora de casa no Alessandria e no 4–0 sobre o Napoli.[carece de fontes?]
O vice-campeonato não deixou de classificar a Lazio à Copa Mitropa, torneio que reunia clubes do países da Europa Central e considerado precursor da atual Liga dos Campeões da UEFA. Nele, o time também foi vice-campeão. Em paralelo, na temporada 1937–38 a Lazio não foi tão bem na Serie A, mas Piola novamente demonstrou força, garantindo-se na Copa do Mundo FIFA de 1938. Marcou quinze vezes em 28 jogos,[carece de fontes?] com seu clube terminando em 6º. Dentre os gols, um foi marcado em 1–1 no clássico com a Roma, tendo Piola vazado ainda a Juventus (1–1) e obtido uma tripletta contra a Fiorentina (5–0).[carece de fontes?]