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Silvina Ocampo

Escritora argentina

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Silvina Inocência Ocampo (Buenos Aires, 28 de julho de 1903 – Buenos Aires, 14 de dezembro de 1993) foi uma escritora, contista e poeta argentina.

Silvina Ocampo nasceu no dia 28 de julho de 1903 em Buenos Aires, em uma casa na rua Viamonte 550. Foi a menor das seis filhas de Manuel Silvio Cecilio Ocampo e Ramona Aguirre Herrera (Victoria, Angélica, Francisca, Rosa, Clara María e Silvina). Sua família pertencia à alta burguesia, o que a possibilitou uma formação completa. As seis irmãs aprenderam a ler em inglês e francês antes de castelhano. Essa formação trilingue influenciaria posteriormente em sua escrita, conforme declarou a própria escritora.

Seu bisavô Manuel José de Ocampo y González foi político, candidato a presidente e amigo de Domingo Faustino Sarmiento. Além disso, a família Ocampo também possui uma relação de parentesco com José Hernandez, autor da obra Martín Fierro, Prilidiano Pueyrredón, pintor e escultor argentino e Juan Manuel de Rosas, político e oficial militar argentino.

Em 1908 viajou pela primeira vez à Europa com sua família. Logo estudou desenho em Paris com Giorgio de Chirico e Fernand Léger. Entre seus amigos também se encontrava o escritor italiano Ítalo Calvino, quem produziu o prólogo de seus contos. Após seu retorno a Buenos Aires, se dedicou à pintura junto a Norah Borges e María Rosa Oliver, e realizou várias exposições, tanto individuais como coletivas. Em 1931, sua irmã Victoria fundou a revista Sur, na qual foram publicados artículos e textos de muitos dos escritores, filósofos e intelectuais do século XX mais importantes. Silvina formou parte do grupo fundador, embora, bem como Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, não ocupou lugar preponderante nas decisões sobre os conteúdos a publicar, tarefa desempenhada por Victoria e José Bianco.

Seu primeiro livro foi Viaje olvidado (1937) e o último Las repeticiones, publicado postumamente em 2006. Durante grande parte de sua vida, sua figura foi ofuscada pelas de sua irmã Victoria, seu esposo, Adolfo Bioy Casares, e seu amigo Jorge Luis Borges, mas com o tempo sua obra tem sido reconhecida e passou a ser considerada uma autora fundamental da literatura argentina do século XX.

Antes de consolidar-se como escritora, Ocampo foi artista plástica. Estudou pintura e desenho em Paris onde conheceu, em 1920, a Fernand Léger e Giorgio de Chirico, precursores do surrealismo.

Recebeu, entre outros, o o Prêmio Municipal de Literatura da Cidade de Buenos Aires em 1954, o Prêmio Nacional de Poesia da Argentina em 1962, o Gran Premio de Honor de la SADE em 1992 e o Premio Konex em 1984.

Premio Municipal de Poesía 1945 por Espacios métricos

Premio Municipal de Poesía 1953 por Los nombres

Premio Municipal de Literatura 1954

Premio Nacional de Poesía 1962 por Lo amargo por dulce

Premio Konex - Diploma al Mérito 1984

Gran Premio de Honor de la SADE 1992

Ocampo sugeriu que algumas de suas obras teriam ganhado outros prêmios se não tivessem sido tão cruéis. "Ter-lhes-á parecido imoral", afirmou e, em referência a contos como "La boda" ou "La casa de los relojes", disse: "Os atos mais cruéis que há em meus contos foram tirados da realidade".

Ocampo, Silvina (1937). Viaje olvidado. Buenos Aires: Sur. OCLC 1881226.

Ocampo, Silvina (1948). Autobiografía de Irene. Buenos Aires: Sur. OCLC 772107.

Ocampo, Silvina (1959). La furia. Buenos Aires: Sur. OCLC 318439359.

Ocampo, Silvina (1961). Las invitadas. Buenos Aires: Losada. OCLC 482316595.

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