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Silvestre Pinheiro Ferreira

Escritor português

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Silvestre Pinheiro Ferreira (Lisboa, 31 de dezembro de 1769 — Lisboa, 1 de julho de 1846) foi um filósofo e político português que ocupou diversos postos governamentais nos primeiros anos da década de 1820, entre os quais os de ministro do Reino, ministro da Guerra e ministro dos Negócios Estrangeiros.

Silvestre Pinheiro Ferreira nasceu em Lisboa a 31 de Dezembro de 1769, filho de Jacob Pinheiro ( 1730- 1805), natural de Espanha e fabricante de seda da Real Fábrica das Sedas do Rato, e de Joana Felícia (1729-1800), natural de Odivelas, Lisboa. Foi baptizado a 22 de Janeiro do ano seguinte na Igreja Paroquial de Santa Isabel, pelo Padre Rodrigo Botelho Campelli de Sacadura de Pina, tendo sido padrinho o Frei António do Espírito Santo, religioso do Convento de São Domingos. Estudou junto da Congregação do Oratório, na Casa de Nossa Senhora das Necessidades, tendo em vista, inicialmente, uma carreira eclesiástica, que decidiu abandonar em 1791. A partir de 1794, dá aulas de Filosofia Racional e Moral no Real Colégio das Artes e Humanidades da Universidade de Coimbra. Em 1802 parte para a Alemanha, como Encarregado de Negócios na Corte de Berlim. Numa permanência de vários anos, desempenha um papel diplomático de grande importância. Casou entretanto, com uma senhora alemã, Dorotheia Von Leitholdt, natural de Potsdam, Brandenburg.

De regresso a Portugal, acompanhou a família real para o Brasil, em consequência das invasões napoleónicas, e viveu no Brasil de 1810 a 1821, onde desenvolveu grande parte da sua obra. Estudou com os oratorianos, formando-se em filosofia. Neste país nascem as suas suas filhas, Joana Carlota e Maria.

As suas Prelecções Filosóficas, publicadas em 1813, resultado das lições de filosofia que ministrou no Real Colégio de São Joaquim, no Brasil, é talvez a mais importante das suas obras. Insere-se nesta obra uma tradução e comentário das Categorias de Aristóteles, filósofo em que este autor frequentemente se apoia.

São conhecidas algumas colaborações da sua autoria em diversas publicações periódicas, nomeadamente nas revistas O Panorama (1837-1868) e Revista universal lisbonense (1841-1859).

Faleceu, de "ataque repentino", no dia 1 de Julho de 1846, na rua direita do Lumiar, e foi levado a sepultar no Cemitério dos Prazeres.

Notas ao Ensaio sobre os princípios de mecânica. Obra póstuma de José Anastácio da Cunha, dado à luz por Domingos António de Sousa Coutinho possuidor do manuscrito autógrafo, Amesterdão, 1808 (reeditada em O Instituto, Coimbra, Vol. V, e na Revista da Universidade de Coimbra, n.º 19, 1960, pp. 1-16)

Princípios de Mecânica, Amesterdão, 1808 (reeditada em O Instituto, Vol. V, e na Revista da Universidade de Coimbra, n.º 19, 1960, pp. 17 e seguintes)

Prelecções Filosóficas sobre a teórica do discurso e da linguagem, a estética, a diceósina e a cosmologia, Rio de Janeiro, 1813

Categorias de Aristóteles, traduzidas do grego e ordenadas conforme um novo plano, Rio de Janeiro 1814

Discurso mandado ler por Sua Majestade na sessão de 4 de Julho de 1821 (in Clemente José dos Santos, Documentos para as Cortes Gerais da Nação Portuguesa, Lisboa, 1883)

Observations sur quelques passages du «Manuel Diplomatique» de Mr. le Baron Charles de Martens, Paris, 1825

Essai sur la Psychologie comprenant la théorie du raisonnement et du language, l'ontologie, l'esthétique et la dicéosyne, Paris, 1826

Projectos de Ordenações para o Reino de Portugal, t. I (Carta Constitucional e Projecto de Leis Orgânicas), t. II (Exposição da Carta Constitucional e do Projecto de Leis Orgânicas), t. III (Projecto de Reforma das Leis Fundamentais e Constitutivas da Monarquia), Paris, 1831

Observações sobre a Carta Constitucional do Reino de Portugal e Constituição do Império do Brasil, Paris, 1831

Parecer sobre os Meios de se Restaurar o Governo Representativo em Portugal por Dois Conselheiros da Coroa Constitucional, Paris, 1831

Parecer sobre os Meios de se Restaurar o Governo Representativo em Portugal, seguido de Novas Observações que se Publicaram em Londres sem Aquele Parecer, Paris, 1832

Projecto de um Sistema de Providências para Convocação das Cortes Gerais e Restabelecimento da Carta Constitucional sobre os Meios de se Restaurar o Governo Representativo em Portugal: Apêndice ao Parecer de dois Conselheiros da Coroa Constitucional, Paris, 1832

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