Santo Antônio do Monte é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2022 era de 27 295 habitantes.
É conhecida como a "capital brasileira dos fogos de artíficio", devido a este ser sua principal atividade econômica.
Santo Antônio do Monte é um município de origem portuguesa, em particular de açorianos, que chegaram a estas terras através de Pitangui.
O primeiro colonizador a chegar no território de Samonte foi o bandeirante Antônio Rodrigues Velho, conhecido como Velho da Taipa, que descobriu ouro em Pitangui e passou pela região por volta de 1730. Conforme relatou seu neto Inácio de Oliveira Campos em um processo de sesmaria.
De um acampamento bandeirante à cidade dos fogos de artifício
Nos primeiros dias de setembro de 1731 a primeira estrada real com seus pontos de acampamento foram abertos pelo bandeirante paulista João Batista Maciel, pois não havia qualquer estrada na região e precisou abrir uma quando encontrou ouro próximo ao rio Piumhi e foi à cidade de Pitangui em uma rota mais direta possível entre as duas cidades, voltando em seguida com uma grande comitiva, conforme está escrito na história da cidade de Piumhi. A existência da estrada desde 1731 é confirmada por um requerimento dos moradores montenses ao prefeito em 1933, dizendo que a estrada tinha mais de 200 anos. Este requerimento é citado por Dilma Moraes no livro "Santo Antônio do Monte - Doces namoradas políticos famosos", 1983, pg 86.
O local onde hoje é a cidade de Santo Antônio do Monte foi escolhido como ponto de parada, conforme uma escritura de sesmaria de 1769, citando a "paragem denominada Santo Antônio do Monte". O nome da paragem, e consequentemente da cidade, pode ter sido escolhido pelo Sargento-mor Gabriel da Silva Pereira, durante uma bandeira em 1758 este esteve na região e era devoto do Santo, além já haver erguido uma capela com este nome em outra localidade.
A primeira capela já aparece em um mapa da década de 1770 e foi construída pelo Guarda-Mor Francisco Pereira Tavares, confirmada em 08 de junho de 1782, pelos herdeiros do Guarda-Mor, dono da Sesmaria “Alta Serra”, foi lavrada uma escritura onde se legalizava a doação de terras do patrimônio do local, feita, tempos atrás, pelo antigo proprietário. As terras passaram a pertencer à Sesmaria da Capela do Alto Santo Antônio do Monte. Estes são os mais antigos registros sobre o local. A capela teve concessão de pia batismal em 16 de maio de 1802.
Em 1847, o povoado se tornou distrito e em 24 de maio de 1854, pela lei nº. 693, o Curato foi elevado a Paróquia e recebeu seu primeiro vigário, o Padre Francisco Alexandrino dos Santos. Em 3 de junho de 1859, o Distrito foi elevado à categoria de Vila, pela lei nº.981, mas só foi instalada em 29 de julho de 1862, após cumprir as determinações legais, quando alcançou sua emancipação político-administrativa. Em 1865, devido a disputas provinciais entre liberais, no poder e, conservadores, na oposição, a Assembléia Geral aprovou a supressão da Vila de Santo Antônio do Monte, que foi posteriormente restaurada em 1871, graças aos esforços dos deputados provincianos Revmo. Vigário Francisco Alexandrino da Silva e Dr. Antônio da Silva Canedo. Em 16 de novembro de 1875, após intensos esforços de toda a comunidade, a Vila de Santo Antônio do Monte foi elevada à categoria de cidade, por meio da lei 2.158. O início da fabricação de fogos na cidade foi em 1859.
Estradas que eram abertas e mantidas pelo governo na época da coroa portuguesa são consideradas estradas reais.
Conforme mapas antigos, a primeira aberta no território de Santo Antônio do Monte foi em setembro de 1731 e que fazia a rota de Pitangui a Piumhi, chegando pela estrada de terra de Araújos e passando pelo povoado de Francisco Brás, centro da cidade, povoado Ponte Pedra, povoado Espraiado Veloso, e saindo em direção à cidade de Arcos. Esta estrada passa pelas cidades de Pitangui, Conceição do Pará, Nova Serrana, Perdigão, Araújos, Santo Antônio do Monte, Arcos, Pains, Pimenta e Piumhi.
A segunda estrada foi feita em 1739 e era um desvio no povoado de Francisco Brás com destino a Itapecerica, passando pelo distrito de São José dos Rosas, povoado de Raposo e pela cidade de Pedra do Indaiá.
Santo Antônio do Monte está inserida na região centro-oeste do estado de Minas Gerais e possui aproximadamente 40 mil habitantes.
Seus principais acessos se dão por uma importante ferrovia, a Linha Garças a Belo Horizonte da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (atualmente concedida ao transporte de cargas) e pelas rodovias estaduais MG-164 e MG-429.
Tem como principal atividade econômica à produção de fogos de artifício e pólvora que garante emprego e renda a um expressivo contingente de trabalhadores, além de outros ramos dinâmicos nos setores da indústria e de serviços. Paralelo a essa produção industrial, há um importante setor agropecuário que contribui de forma eficaz para o desenvolvimento municipal. A fabricação começou na cidade em 1859.
Na atividade pirotécnica, diversas indústrias de fogos de artifício, o sindicato de classe e um centro de pesquisa tecnológico em pirotecnia estão localizados na cidade. Existem cerca de 76 empresas deste ramo na cidade.
Capital nacional dos fogos de artifício
Com início da fabricação em 1859 pelas mãos de Luiz Mezêncio da Silva, o macota, os fogos de artifício hoje são tão importante para a cidade que em seu brasão, estão representados em forma de foguetes entre as engrenagens. A cidade possui cerca de 60 indústrias de fogos de artifício.