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Sérgio Mikhailovich da Rússia

Sérgio Mikhailovich da Rússia (em russo: Сергей Миха́йлович), (7 de outubro de 1869 - 18 de julho de 1918) foi o quinto

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Sérgio Mikhailovich da Rússia (em russo: Сергей Миха́йлович), (7 de outubro de 1869 - 18 de julho de 1918) foi o quinto filho do grão-duque Miguel Nikolaevich da Rússia e um primo directo do czar Alexandre III da Rússia. Seguiu uma carreira militar e serviu como Inspector-geral da Artilharia com a posição de General-adjunto durante a Primeira Guerra Mundial.

Foi assassinado por bolcheviques em Alapayevsk, no dia 18 de julho de 1918, juntamente com outros parentes Romanov, apenas um dia depois do assassinato do czar Nicolau II e da sua família em Ekaterinburgo.

O grão-duque Sérgio nasceu no dia 7 de outubro de 1869 em Borjomi, na propriedade de 80 hectares que o seu pai possuía a 140 quilómetros de Tiflis. Foi o quinto rapaz e sexta criança a nascer do grão-duque Miguel Nikolaevich da Rússia e da sua esposa, a grã-duquesa Olga Feodorovna, nascida princesa Cecília de Baden. Recebeu o seu nome em honra de São Sérgio de Radonege.

O grão-duque passou os seus primeiros anos de vida no Cáucaso, até 1881, quando a sua família regressou a São Petersburgo. Criado num ambiente conservador e militarista, Sérgio recebeu pouco afecto dos seus pais. O seu pai, ocupado com deveres militares e governamentais, sempre foi uma figura distante. A sua mãe era exigente e uma disciplinadora fria para com os seus filhos.

Tal como os seus irmãos, Sérgio estava destinado desde o seu nascimento a seguir uma carreira militar. Tinha duas semanas de idade quando recebeu o seu primeiro regimento militar: a 153.ª Infantaria Vakusnkii do regimento grão-duque Sérgio Mikhailovich.

Sérgio adorava a vida militar e servia em vários regimentos. Tal como o seu pai, preferia as munições e artilharia. Depois de se formar da Escola de Artilharia de Mikhailovsky, iniciou o seu serviço militar na Brigada de Cavalaria Artilhada da Guarda. Em 1891 tornou-se ajudante-de-campo do Czar e, em 1899, foi promovido a coronel. Em 1904 tornou-se Major-general dos Guardas Domésticos da Brigada de Artilharia para protecção pessoal do Czar. Em 1905 substituiu o seu pai como Inspector-geral de Artilharia, um posto que ocupou até 1915 quando foi afastado devido a controvérsias durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1908 tornou-se general-adjunto. Em 1914 foi promovido a General de Cavalaria. Desde janeiro de 1916 serviu como inspector de campo de artilharia até que se demitiu do seu posto militar após a queda da monarquia.

Sérgio era alto, com 1,92 centímetros de altura, e foi o único filho do grão-duque Miguel Nikolaevich a herdar os olhos azuis e cabelo loiro do pai. Contudo começou a ficar careca muito cedo e era considerado o menos bonito de uma família muito atraente. Tinha uma noção bem presente do ridículo, mas era pessimista devido à influência que teve do seu tutor, o coronel Helmerson. Tinha o hábito de dizer "tant pis!" ("tanto pior") sempre que recebia más notícias. Embora fosse considerado, no geral, indelicado e mal-humorado, conseguia ser, ao mesmo tempo, sincero e afectuoso. Adorava as coisas simples e dava-se facilmente com pessoas de todas as classes.

Ao contrário dos seus irmãos, Sérgio interessava-se por matemática e física devido à sua paixão pela artilharia. A sua única inclinação artística prendia-se com o canto gregoriano, o que o levou a criar um coro com mais de sessenta vozes, entre elas cantores profissionais. Este coro era conduzido por Kasatchenko, o mestre do Teatro Imperial. Durante uma década, o coro encontrava-se no palácio de Sérgio todas as segundas-feiras à noite e ensaiavam das oito às dez e meia da noite até que a Guerra Russo-Japonesa interrompeu estas actividades. Tal como os seus irmãos Jorge e Alexandre, Sérgio também gostava de numismática e tinha uma grande colecção de moedas. Como todos os grão-duques, Sérgio era extremamente rico. Além da mesada de 200,000 rublos anuais que recebia por ser um grão-duque, tinha ainda vastas propriedades privadas que incluíam um chalé de caça a 60 quilómetros de São Petersburgo. Após a morte do seu pai em 1909, a sua fortuna ainda aumentou mais.

Sérgio permaneceu solteiro toda a sua vida, vivendo na casa do seu pai e, mais tarde, com os seus irmãos mais velhos no novo Palácio Michaelovsky nas margens do Neva. As alas e corredores eram tão grandes que Sérgio tinha de os percorrer de bicicleta para poder visitar os seus irmãos Jorge e Nicolau que moravam noutras partes do palácio.

No inicio da década de 1890, o grão-duque Sérgio Mikhailovich era particularmente chegado ao seu irmão Alexandre. Os dois estavam a fazer uma viagem pela Índia quando souberam da morte súbita da sua mãe em 1891. Ambos os irmãos se apaixonaram pela grã-duquesa Xenia Alexandrovna, a sua prima em segundo-grau. Ela escolheu Alexandre e os dois casaram-se em 1894. Durante o último ano de reinado do czar Alexandre III, Sérgio e os seus irmãos Alexandre e Jorge tornaram-se companheiros constantes do futuro czar Nicolau II. Esta proximidade terminou com a ascensão de Nicolau ao trono e o seu casamento com a princesa Alice de Hesse-Darmstadt.

Quando Nicolau II, na altura ainda czarevich, terminou a sua relação com a famosa bailarina Matilde Kschessinskaya, pediu a Sérgio para tomar conta dela. A partir de 1894 o grão-duque, na altura com 25 anos, tornou-se no protector da bailarina e deixou-a em muito boas condições. Em 1895 comprou-lhe uma dacha (uma espécie de chalé russo), em Strelna. Kschessinskaya, que era muito ambiciosa, aproveitou-se das suas ligações aos Romanov para promover a carreira. Sérgio, sendo o Presidente da Sociedade de Teatros Imperiais, envolveu-se activamente no mundo do ballet para assegurar um lugar de destaque à sua protegida no Ballet Imperial. Apesar de Sérgio ser devoto a Matilde, ela nunca o amou e apenas o usava como ferramenta para atingir os seus objectivos. Ele sempre permaneceu um grande amigo dela até ao fim da sua vida. Nunca se casou e via em Matilde uma substituta para uma vida familiar.

Em fevereiro de 1900 Matilde conheceu o grão-duque André Vladimirovich, um filho do grão-duque Vladimir Alexandrovich e primo directo de Sérgio. A bailarina apaixonou-se por ele e os dois não demoraram a começar uma relação amorosa. O grão-duque Sérgio tolerou este romance e decidiu permanecer um amigo próximo de Kschessinskaya, embora a sua relação com o primo tivesse azedado. Os dois evitavam-se em encontros sociais enquanto partilharam a mesma mulher por quase vinte anos.

O ménage à trois tornou-se mais complicado quando, no dia 18 de junho de 1902, Matilde deu à luz um filho. Ambos os grão-duques ficaram, a princípio, convencidos de que cada um era o pai da criança.

Depois da revolução, tanto Kschessinskaya como o grão-duque André defenderam a versão de que o pai seria André, mas foi Sérgio que cuidou de Matilde e da criança enquanto estava vivo. A criança, que ficou conhecida na família pela alcunha de Vova, recebeu o nome de Vladimir Sergeivich, indicando que o seu pai oficial era Sérgio, mas o seu nome completo só foi conhecido pelo público em 1911. O certificado de nascimento mostrava Sérgio como o pai e ele adorava a criança. A questão da paternidade de Vladimir continua por resolver, mas a maior parte das fontes afirma que o verdadeiro pai seria André, uma vez que Vladimir se parecia mais com ele.

O grão-duque Sérgio também teve uma relação com a Condessa Barbara Vorontzova-Daskova, nascida Orlova (1870-1915), a viúva do Conde Ivan Illarionovitch Vorontzov-Daskov. Em 1908 ela teve um filho a quem chamou Alexandre na Suíça. O pai desta criança parece ter sido Sérgio. Alexandre foi adoptado por uma amiga da sua mãe, Sofia Vladimirovna Dehn, cuja avó era uma filha do czar Nicolau I. Passou a sua infância na Itália onde o seu pai adoptivo era um oficial da marinha. Alexandre era um artista bastante conhecido e exibia frequentemente as suas aguarelas em galerias de arte americanas. Foi casado duas vezes e morreu em Nova Iorque em 1979.

Depois de visitar a Áustria e a Alemanha em 1913, Sérgio informou o governo do trabalho imparável que as fábricas dos poderes centrais europeus estavam a realizar, mas os seus avisos sobre uma guerra iminente não foram ouvidos pelos ministros russos. No Verão de 1914, pouco antes do rebentar da Primeira Guerra Mundial, o grão-duque Sérgio estava a viajar perto do lago Baikal quando adoeceu gravemente de febre reumática. Quando regressou a Mikhailovskoe, nos primeiros dias de Outono, a sua doença, associada à pleurisia que tinha contraído na viagem, deixaram-no num estado muito grave. Passou cinco meses preso à cama antes de os médicos considerarem que ele estava apto para assumir os seus deveres. Foi nomeado inspector geral da artilharia e ficou alojado no quartel-general.

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