Sérgio Graciano (Lisboa, 4 de setembro de 1975) é um realizador e cineasta português.
A sua primeira longa-metragem, Assim Assim de 2010, contou com nomes como Rita Blanco, Miguel Guilherme, Margarida Carpinteiro, Albano Jerónimo e Nuno Lopes no elenco.
Esteve dois anos em Angola, onde foi o responsável pela ficção da Semba Comunicação e onde realizou Njinga, Rainha de Angola (2013), o filme angolano mais visto de sempre e que arrecadou dois prémios na Academia de Cinema Africana.
Seguiu-se Uma Vida à Espera em 2016, filme com o qual venceu o Prémio do Público na 8ª Edição do FESTin – Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa. Realizou Perdidos, um remake de 2017 de Armadilha em Alto Mar, tornando-se o terceiro filme português mais visto do ano. Realizou, com Manuel Pureza, o filme Linhas de Sangue em 2018, reunindo 54 caras conhecidas da televisão e cinema português.
Entre 2020 e 2022, realizou A Impossibilidade de Estar Só (2020), O Som que Desce na Terra (2021) e Salgueiro Maia - O Implicado (2022). Estes dois últimos foram candidatos para representante português nas respetivas edições dos Oscars, perdendo a candidatura para, respetivamente, A Metamorfose dos Pássaros de Catarina Vasconcelos e Alma Viva de Cristèle Alves Meira.
Realizou a série Filha da Lei (2017), produzida para a RTP e disponível na Amazon Prime. Realizou também as séries Auga Seca para a RTP e a TVG e também A Generala (ambas em 2020) para a OPTO, Chegar a Casa (2021), A Rainha e a Bastarda e Da Mood (ambas em 2022). Em 2023, filmou a primeira coprodução a GloboPlay e a RTP, intitulada Codex 632.
Em 2024, adaptou a trilogia de livros conhecida por Os Filhos de Próspero, de Ruy Duarte de Carvalho, com o filme Os Papéis do Inglês. Nesse mesmo ano, estreou Soares é Fixe!, uma biografia sobre Mário Soares, e, no ano seguinte, Camarada Cunhal, uma biografia sobre Álvaro Cunhal.
Em 2026, estreia a biografia Playback, sobre o cantor e compositor português Carlos Paião.
Integrou o júri na edição de 2015, 2020 e 2021 da Emmy Internacional.
Na realização para televisão, destacam-se a conquista do Emmy Internacional na categoria de Melhor Telenovela com Laços de Sangue em 2011, e dois Prémios Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), na categoria de Melhor Programa de Ficção em Televisão com conta-me como foi em 2011 e com O Último a Sair em 2012. Também Maternidade, no ano seguinte, e País Irmão, em 2018, foram distinguidos pela SPA com a nomeação para este prémio.