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Ruud Gullit

Futebolista neerlandês

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Rudi Dil, nome de batismo de Ruud Gullit (Amsterdã, 1 de setembro de 1962), é um ex-futebolista neerlandês que atuava como meia-atacante. É considerado um dos maiores futebolistas dos país e do mundo nos anos 80.

Era dotado de extrema velocidade e estupenda força; em seu rico repertório, sempre executava velozes dribles e belos arremates potentes de fora da área. Com toda sua técnica, inteligência, força e impulsão, Gullit é considerado até hoje como um dos poucos jogadores completos na história do futebol. Atuava tanto como líbero, meia ou atacante.

Em 1987, foi eleito o melhor jogador do mundo (prêmio chamado de Ballon d'Or na época). Na cerimônia de entrega deste prêmio, dedicou sua vitória, ao então preso político, Nelson Mandela.

Está incluído na lista da FIFA dos maiores jogadores do século XX, e ocupa a 18ª posição.

De acordo com uma pesquisa online feita pela UEFA, chamada Jubileu de Ouro, ficou na 13ª posição no ranking dos melhores jogadores europeus dos últimos 50 anos.

Começou no pequeno Haarlem, após ser descoberto quando jogava em um time de jovens do bairro de Yordam, em Amsterdã, o Meerboys. Foi nessa época que ele deixou de usar o sobrenome Dil, herdado de sua mãe. Pediu autorização ao seu pai para usar o sobrenome deste, Gullit, considerado por ele mais imponente.

Havia jogado apenas cinco partidas e o clube foi rebaixado. Na segunda divisão, conseguiu o título e foi eleito o melhor do campeonato. Na temporada que se seguiu, o Haarlem conseguiu, pela primeira e única vez, um lugar entre os classificados para uma copa europeia, ao alcançar vaga para a Copa da UEFA.

Gullit fez 91 jogos no campeonato pelo Haarlem, marcando 32 gols. Estreou-se pelo clube com apenas 16 anos, tornando-se na altura o jogador mais jovem da história da Eredivisie.

Despertou a cobiça de um dos grandes clubes do país, o Feyenoord, após chegar em 1981 à Seleção Neerlandesa, em virtude do título do Haarlem na segunda divisão do país. Já exibia a personalidade forte e os dreadlocks nos cabelos que o caracterizariam. No clube de Roterdã, do qual é torcedor declarado, teve a companhia de ninguém menos que seu grande ídolo, Johan Cruijff, que veio jogar na equipe a sua temporada de despedida, a de 1983/84. Foram juntos campeões neerlandeses e da Copa dos Países Baixos.

Em 1985, Gullit mudou-se para o PSV por 1,2 milhão de florins holandeses e acabou marcando 46 gols em 68 jogos do campeonato pela equipe. Gullit foi novamente nomeado Futebolista do Ano em 1986, ao ajudar o PSV a conquistar a coroa da Eredivisie , um feito que repetiu no ano seguinte . Foi no PSV que Gullit realmente começou a se estabelecer como um jogador de futebol de classe mundial.

Ele, que jogou em dois dos três grandes times de seu país, jamais voltaria a atuar em clubes neerlandeses. Declararia que poderia ter jogado no que faltou - o Ajax -, mas os dirigentes teriam arrogantemente manifestado o desejo de que Gullit fosse até o clube, e não o contrário. "Todavia, quando me cruzo com dirigentes do Ajax daqueles anos me pedem perdão por como me trataram", disse.

Embora o PSV quisesse o negócio, Gullit não gostava da difícil missão de ser um substituto de Michel Platini e preferiu acertar com outra tradicional equipe italiana, o Milan, que na mesma época acertou a contratação de seu compatriota Marco van Basten.

Chegou à Milão por nove milhões de dólares, e não precisou de muito tempo para se consagrar também no clube, participando da campanha que deu ao Milan seu 11º título na Serie A, encerrando onze anos de jejum. Durante a sua primeira temporada, receberia a Bola de Ouro da France Football, à qual dedicou ao líder negro sul-africano Nelson Mandela, que ainda estava preso.

Na temporada seguinte, a dupla com Van Basten virou um trio com a chegada de outro compatriota, Frank Rijkaard, todos recém-campeões da Eurocopa 1988. E o sucesso só aumentou: credenciada a disputar a Copa dos Campeões da UEFA, o Milan reconquistou seu terceiro troféu no torneio, vinte anos após seu último, firmando-se como o clube italiano que mais venceu a mais importante competição de clubes europeus, de quebra deixando para trás aí a rival Internazionale (que, como o Milan, possuía dois).

Na final, contra os romenos do Steaua Bucareste, base futura dos bons elencos que a Seleção Romena teria nos anos 90, Gullit marcou dois gols na goleada de 4 x 0 - os outros dois foram de Van Basten. Por sorte não morre duas semanas depois da final, disputada em 24 de maio; estava para ocorrer um torneio amistoso no Suriname que envolveria jogadores da Seleção Neerlandesa com origens na antiga colônia, e Gullit, assim como seu colega Rijkaard, fora convidado, mas acabou não liberado pelo Milan. Em 7 de junho, o avião que levava os jogadores acabaria acidentando-se, provocando a morte de quase todos os passageiros.

Na temporada que se seguiu, a de 1989/90, o Milan foi bicampeão do torneio, batendo desta vez o Benfica na final. Entretanto, embora ganhasse ainda o scudetto de 1992, conquistado de forma invicta, algo inédito no futebol italiano, Gullit foi perdendo espaço na equipe - o que incluiu a sua não-escalação na final da Copa dos Campeões de 1993, onde os rossoneri foram derrotados pelo Olympique Marselha.

Na temporada seguinte, a de 1993/94, resolveu mudar-se para a Sampdoria, sendo logo campeão da Copa da Itália, o que lhe ocasionou um breve retorno ao Milan, voltando à Samp ainda em 1994. Deixou o clube de Gênova em 1995.

Apegado aos holofotes, resolveu transferir-se para o futebol inglês, acertando com o Chelsea a fim de mudar de vida. "Eu tinha um estilo de vida como o de David Beckham e só queria voltar a ser o bom e velho Ruud. Queria poder andar na calçada e não ser perserguido toda hora. Eu queria aquela vida de volta e não havia lugar melhor do que Londres", declarou.

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