Romeu Zema Neto (Araxá, 28 de outubro de 1964) é um administrador, empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Novo (NOVO). Foi governador do estado de Minas Gerais de 2019 a 2026.
Formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, exerceu a função de presidente do Conselho de Administração do Grupo Zema de 1990 a 2016.
Nas eleições de 2018, candidatou-se ao cargo de governador do estado de Minas Gerais e foi eleito no segundo turno, que disputou contra o ex-governador Antonio Anastasia. Nas eleições de 2022, foi reeleito com 56,18% dos votos válidos no primeiro turno, disputado contra Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte. Em 2023, aumentou seu próprio salário em 300%.
Atualmente é pré-candidato na eleição presidencial de 2026.
Nascido no município brasileiro de Araxá, Minas Gerais, em 28 de outubro de 1964, Romeu Zema Neto é filho de Ricardo Zema e Maria Lúcia Zema.
Seu bisavô por lado paterno, Domenico "Domingos" Zema, era originário de Gallina, localidade hoje pertencente ao município de Reggio Calabria na região meridional da Calábria.
Domingos Zema foi fundador do Grupo Zema, composto por empresas que operam em cinco ramos: varejo de eletrodomésticos e móveis, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Após 26 anos como presidente do Grupo Zema, pertencente à sua família, Romeu Zema afastou-se da presidência do conselho de administração da empresa no final de 2016.
Divorciado de Ivana Scarpellini e pai de dois filhos, Catharina e Domenico, Romeu Zema é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP).
Embora tenha sido filiado ao Partido Liberal (PL) e seu sucessor, Partido da República (PR) por mais de 18 anos, concorreu pelo NOVO em 2018 como candidato ao governo de Minas Gerais, tendo como vice o também empresário Paulo Brant.
Eleição de 2018 e primeiro mandato como governador
Na primeira pesquisa IBOPE, Romeu Zema obteve apenas 3 por cento das intenções de votos, empatando com João Batista dos Mares Guia, da Rede Sustentabilidade (REDE), enquanto os principais adversários — Antonio Anastasia e Fernando Pimentel — tinham, respectivamente, 24% e 14% dos votos válidos. Cresceu para 18% na última pesquisa antes do primeiro turno, ainda atrás de Anastasia e Pimentel, que tinham 32% e 20%, respectivamente.
Nas considerações finais do debate da Globo, Romeu Zema afirmou que "aqueles que querem mudança, com certeza, podem votar nos candidatos diferentes, que são Amoêdo e Bolsonaro." O diretório nacional do Partido Novo viu essa declaração como uma infidelidade partidária por parte de Zema, por causa de sua defesa ao Governo Bolsonaro. Porém, o diretório estadual compreendeu que se tratava de um mal entendido, ressaltando a inexperiência do partido em questões de relevância política, como debates de grande porte. Alguns analistas atribuem o sucesso inesperado de Romeu Zema no primeiro turno a essa declaração. Romeu Zema declarou apoio a Jair Bolsonaro oficialmente durante a campanha no segundo turno.
No dia 7 de outubro de 2018, foi realizado o primeiro turno das eleições gerais no Brasil, e Romeu Zema alcançou a marca de 42,73% dos votos válidos contra 29,06% de Antonio Anastasia e 23,12% de Fernando Pimentel.
No segundo turno das eleições, recebeu o apoio de João Batista dos Mares Guia (REDE). O PSL, partido do candidato presidenciável Jair Bolsonaro, decidiu não apoiar a candidatura de Romeu Zema em Minas. Fernando Pimentel não declarou apoio a nenhum dos candidatos, apesar de Zema declarar que admitiria contar com o apoio do petista, desde que não tivesse que oferecer nada em troca. Nas redes sociais, Antônio Anastasia criticou a posição de Zema afirmando que ele "queria o PT do lado dele", mesmo o candidato do Partido dos Trabalhadores. Nas redes sociais, Romeu Zema acusou Anatasia de fake news e afirmou que não faria um acordo com o PT.
Zema foi eleito no segundo turno das eleições de 2018 como 39° governador do Estado de Minas Gerais, sendo impulsionado pela busca da renovação na política e pelo movimento anti-petista, junto ao crescimento de Bolsonaro nas eleições de 2018. Alguns analistas destacam que a eleição de Zema é fruto de um desgaste político polarizado entre PT e PSDB, responsáveis pelo estado nos últimos 16 anos. Nesse sentido, Romeu teria aproveitado a onda de renovação e a vontade de mudança da população perante as crises econômicas do período.
Romeu Zema e Paulo Brant foram diplomados, juntamente com os 77 deputados estaduais, 53 deputados federais e 2 senadores eleitos nas eleições gerais no Brasil em 2018, em cerimônia promovida pelo TRE-MG no Palácio das Artes em Belo Horizonte no dia 19 de dezembro de 2018. Diferente das nomeações anteriores, ocorridas sempre no Palácio da Liberdade, Zema e Brant foram promovidos no Palácio da Inconfidência, sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais no dia 1º de janeiro de 2019. A cerimônia foi conduzida pelo Presidente da ALMG, Adalclever Lopes (MDB) e contou com a presença dos Dragões da Inconfidência e do Grupamento de Honra da Polícia Militar de Minas Gerais. Após jurar lealdade e cumprimento a Constituição da República e a Constituição do Estado, Romeu Zema recebeu o Grande Colar da Inconfidência, símbolo do cargo de Governador do Estado de Minas Gerais, e foi empossado. Logo após assumir a posse, participou de uma cerimônia na Cidade Administrativa, nomeando os membros de seu secretariado. O cronograma foi definido para que o governador Romeu Zema pudesse participar da posse do Presidente Jair Bolsonaro em Brasília, às 15:00.
No dia 30 de dezembro de 2018, o governador eleito Romeu Zema cancelou a sua presença na posse de Jair Bolsonaro em Brasília. A justificativa foi a falta de voos comerciais entre Belo Horizonte e Brasília. O governador poderia ter usado um dos aviões executivos do estado, mas decidiu evitar gastos extras, tendo em vista seu discurso de austeridade e a situação financeira do Estado de Minas Gerais. O Governo de Minas Gerais possui uma frota de aeronaves executivas, um King Air 200, um King Air 300, um Learjet 35, um Cessna Citation VII e dois helicópteros Eurocopter Dauphin n3, além destes, a Cemig possui mais um King Air 200 e outro King Air c90 GTI.
Após a posse, Zema buscou aprovar a nova organização do secretariado mineiro que reduziria o número de secretarias de 21 para 12 e extinguiria 3,6 mil de cargos comissionados, afirmando que economizaria 1 bilhão de reais durante seus 4 anos de governo. Após 4 meses de tramitação, em maio, a reforma foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, porém o Zema vetou a proibição de "jetons", algo que aumentava o salário dos secretários de estado e ele havia criticado na campanha eleitoral, defendendo sua mudança de opinião o governante afirmou que "após constatar a realidade efetiva do Estado, atestou sua utilidade".