Roman Arkadyevich Abramovich (em russo: Рома́н Арка́дьевич Абрамо́вич,pronunciado [rɐˈman ɐrˈkadʲjɪvʲɪtɕ ɐbrɐˈmovʲɪtɕ]; em hebraico: : רומן אברמוביץ'; Saratov, 24 de outubro de 1966) é um bilionário russo luso-israelita.
Abramovich ocupa em 2022, a 142.ª posição no ranking das pessoas mais ricas do planeta, segundo a lista de bilionários da Forbes com 12,3 bilhões de dólares.
O Jerusalem Post descreveu Abramovich de "megafilantropo" e "um defensor ardente e de longa data da cultura judaica em todo o mundo". Ele foi reconhecido pelo Fórum para a Cultura e Religião Judaicas por sua contribuição de mais de 500 milhões de dólares para causas judaicas na Rússia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Portugal, Lituânia, Israel e outros lugares nos últimos 20 anos.
A família de Abramovich é judia. A sua mãe — Irina Vasilievna Abramovich (nome de solteira — Mikhailenko) — era professora de música. Morreu quando Roman tinha 1 ano de idade. O seu pai — Aron (Arkady) Abramovich Leibovich (1937 a 1969) — trabalhou no conselho econômico da República Autônoma de Komi.
Os avós maternos de Abramovich foram Vasily Mikhailenko e Faina Borisovna Grutman, ambos nascidos na Ucrânia. Foi em Saratov, nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial, que a avó materna, Faina Borisovna Grutman, fugiu da Ucrânia. Irina tinha então três anos.
Os avós paternos de Abramovich — Nachman Leibovich e Toybe (Tatyana) Stepanovna Abramovich — eram judeus que viveram na Bielorrússia e após a revolução mudaram-se para Tauragė, na vizinha Lituânia, com a grafia lituana do nome de família sendo Abramavičius.
Em 1940, o poder soviético chegou à Lituânia. Pouco antes do início da guerra nos territórios fronteiriços ocidentais da URSS, os soviéticos “eliminaram o elemento antissoviético, criminoso e socialmente perigoso”. Famílias foram enviadas para a Sibéria. Os avós de Abramovich foram separados quando deportados. O pai, a mãe e os filhos — Leib, Abram e Aron (Arkady) — foram em carros diferentes. Muitos dos deportados morreram nos campos. Entre eles estava o avô de Abramovich. Nachman Leibovich morreu em 1942 no campo do NKVD no assentamento de Resheti, Território de Krasnoyarsk.
Tendo perdido ambos os pais antes dos quatro anos de idade, Abramovich foi criado por parentes e passou grande parte de sua juventude na República de Komi, no norte da Rússia.
Abramovich foi casado e divorciado três vezes. Em dezembro de 1987, após uma breve passagem pelo exército soviético, casou-se com Olga Yurevna Lysova; de quem se divorciou em 1990. Em outubro de 1991, casou-se com uma hospedeira de bordo da Aeroflot, Irina Malandina. Tiveram cinco filhos; Ilya, Arina, Sofia, Arkadiy e Anna. O casal divorciou-se em 2007. Em 15 de outubro de 2006, o News of the World noticiou que Irina havia contratado dois importantes advogados de divórcio no Reino Unido, após relatos sobre o relacionamento próximo de Abramovich com Dasha Zhukova, então com 25 anos, filha de um proeminente oligarca russo, Alexander Zhukov. Especulou-se que um futuro acordo de divórcio (totalizando uma estimativa de 5,5 mil milhões de libras (6,5 mil milhões de euros)) poderia ser o maior já registrado. Os Abramovich responderam que nenhum dos dois havia consultado advogados até aquele momento. No entanto, acabaram por se divorciar na Rússia em março de 2007, com um acordo de 300 milhões de dólares (213 milhões de euros). Abramovich casou-se com Zhukova em 2008, com quem teve dois filhos, Aaron Alexander e Leah Lou. Em agosto de 2017, o casal anunciou que se separaria; e o seu divórcio foi finalizado em 2018.
Abramovich nasceu com nacionalidade soviética, convertida em nacionalidade russa após a dissolução da União Soviética.
Em maio de 2018, obteve nacionalidade israelense pela lei do retorno, por ser judeu.
Por ser descendente de judeus lituanos, ele e os seus filhos têm o direito à nacionalidade daquele país.
Embora seja majoritariamente de origem asquenaze, Abramovich afirma ter descoberto alguns ancestrais sefarditas da comunidade judaica portuguesa de Hamburgo. Em abril de 2021 naturalizou-se como cidadão português, ao abrigo da lei da nacionalidade portuguesa como descendente de judeus sefarditas.
De acordo com a Forbes, em março de 2011, ele tinha um patrimônio líquido de US $ 13,4 bilhões acima dos US $ 11,2 bilhões no ano anterior, classificando-o como a pessoa mais rica 53 no mundo. Antes da crise financeira, ele foi considerado para ser a segunda pessoa mais rica que vive no Reino Unido. No início de 2009, The Times estimou que, devido à crise econômica global que perdeu 3 000 milhões de libras, dos 11700 milhões de libras do seu património. Em novembro de 2021, a Forbes estimava a sua fortuna em 14300 milhões de dólares. Tal torna-o o segundo mais rico cidadão de Israel, o 11.º da Rússia e o mais rico de Lituânia e Portugal. É o maior doador vivo russo, com doações entre 1999 e 2013 a superar 2500 milhões de dólares para construção de escolas, hospitais e infraestruturas em Chukotka.
Em junho de 2003, Abramovich tornou-se o proprietário das empresas que controlam o Chelsea Football Club no oeste de Londres. O antigo dono do clube era Ken Bates, que passou a comprar o Leeds United. O Chelsea embarcou imediatamente num ambicioso programa de desenvolvimento comercial, com o objetivo de torná-lo uma marca mundial a par de dinastias do futebol como Manchester United e Real Madrid, e também anunciou planos para construir um novo complexo de treino de última geração em Cobham, Surrey.
Na sua gestão, o Chelsea foi o único clube europeu que conquistou todos os títulos possíveis à sua disposição até então, sendo também a equipe inglesa mais bem-sucedida nesse período. A sua administração também foi marcada por rápidas rotatividades de treinadores, que poderiam ser demitidos a qualquer momento se não trouxessem sucesso imediato e o mantivessem.
O primeiro treinador do Chelsea na era Roman Abramovich foi o português José Mourinho, em 2004. O técnico tinha acabado de ganhar a Champions League ao serviço do Futebol Clube do Porto, de Portugal.
Altos foram também os gastos de Abramovich com compras de jogadores de futebol portugueses. Segundo contas do jornal Record, ele gastou 165,1 milhões de euros em Portugal: 90,9 com jogadores do Benfica, e 74,2 com jogadores do FC Porto.