Neste Dia

Roger Waters

Cantor, compositor e baixista inglês, ex-membro da banda Pink Floyd

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George Roger Waters (Guildford, 6 de setembro de 1943) é um cantor, compositor e músico inglês. É um dos fundadores da banda de rock progressivo e psicodélico Pink Floyd, na qual atuou como baixista e vocalista. Após a saída de Syd Barrett do grupo, em 1968, Waters se tornou o letrista da banda, o principal compositor e o líder do grupo. Subsequentemente, a banda conquistou sucesso internacional nos anos 70 com os álbuns conceituais The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall. Ainda que seu instrumento primário no Pink Floyd tenha sido o baixo, ele também já experimentou sintetizadores e tape loops, além de tocar guitarra rítmica e violão em gravações e apresentações. Alegando diferenças criativas com o grupo, Waters deixou o Pink Floyd em 1985, iniciando uma batalha legal com os membros restantes, pelo direito futuro de usar o nome e o material do grupo. A disputa encerrou-se em 1987 e levou quase dezoito anos para ele tocar novamente com o Pink Floyd em 2005, no evento Live 8. Estima-se que, até o ano de 2010, o grupo tenha vendido mais de 200 milhões de álbuns ao redor do mundo, incluindo 75 milhões de vendas apenas nos Estados Unidos.

A carreira solo de Waters apresenta, até o momento, cinco álbuns de estúdio: 'Music from the Body' (com Ron Geesin, 1970), The Pros and Cons of Hitch Hiking (1984), 'Radio K.A.O.S.' (1987), Amused to Death (1992) e Is This the Life We Really Want? (2017). Em 1990, Waters produziu um dos maiores concertos de rock da história, The Wall — Live in Berlin, com um público estimado em duzentas mil pessoas. Em 1996, ele foi introduzido ao Hall da Fama do Rock and Roll, como membro do Pink Floyd. Waters tem estado em turnê extensivamente desde 1999, tocando The Dark Side of the Moon integralmente em suas turnês mundiais de 2006 a 2008.

Em 2 de julho de 2005, ele reuniu os seus ex-parceiros de Pink Floyd: Nick Mason, Richard Wright e David Gilmour para o Live 8, um concerto de caridade. Foi a primeira aparição do grupo com Waters desde a última performance, 24 anos antes. Em 2010, ele iniciou a turnê The Wall Live, que inclui uma apresentação completa do álbum The Wall. Durante essa turnê, Gilmour e Mason (os únicos remanescentes do Pink Floyd, desde a morte de Richard Wright), mais uma vez, se uniram a Waters, em 12 de maio de 2011, na O2 Arena, em Londres. Tocou, com Gilmour, "Comfortably Numb"; Mason se juntou em "Outside the Wall".

Em 6 de setembro de 1943, Roger Waters, filho de Mary e Eric Fletcher Waters, nasceu em Surrey, na Inglaterra. Seu pai, como oficial do 8º Batalhão dos Fuzileiros Reais, prestou vários serviços ao país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tendo falecido em serviço nos campos de Anzio, Italia (onde atualmente é a cidade de Aprilia), em 18 de fevereiro de 1944, quando Roger tinha cinco meses. Posteriormente se mudou com sua mãe e seu irmão para Cambridge. Waters se casou quatro vezes, tendo três filhos: Harry (1976), India (1978) e Jack Fletcher (1997).

Mesmo desconhecendo por 70 anos detalhes da morte de seu pai na guerra, o fato foi alvo de vários trabalhos futuros na carreira de Roger, principalmente em The Final Cut e The Wall.

Enquanto ingressava na escola em Cambridge, conheceu Syd Barrett, e depois Nick Mason e Richard Wright, e fundaram o Sigma 6, que viria a ser a banda de rock psicadélico Pink Floyd. Após adulto, ergueu grandes críticas negativas ao sistema educacional inglês, principalmente internatos onde, segundo ele, os professores oprimiam os alunos e destacavam suas fraquezas, algo bem detalhado na ópera rock The Wall.

Tocando na maioria das vezes o contrabaixo, lançaram, como Pink Floyd, o seu primeiro álbum: The Piper at the Gates of Dawn. Com temas sugestivos, ficções sobre gnomos, e outros assuntos peculiares, alcançaram um sucesso inicial.

Após Syd Barrett ter abandonado o grupo devido a distúrbios psicológicos e psiquiátricos, causados, possivelmente, pelo uso de drogas, no fim dos anos 60, Waters definiu a direção artística da banda, levando os Pink Floyd para o centro das atenções, produzindo uma série de álbuns que continuam entre os mais aclamados pela crítica e dos mais vendidos de todos os tempos. Exerceu certa liderança sobre o quarteto, sempre de uma forma democrática, pelo menos até o The Wall. Essa foi uma fase de transição de características, e o grupo foi alcançar o seu auge com The Dark Side of the Moon, em 1973. Considerado por muitos um dos maiores álbuns da história, e um dos melhores do Pink Floyd, esse trabalho iniciou uma sequência de quatro álbuns de grande sucesso. Depois dele vieram Wish You Were Here, Animals e a ópera rock The Wall. Suas obras se destacam principalmente por abordagens filosóficas, questionantes, metafísicas, existencialistas e críticas, principalmente sobre os modos de vida da humanidade e suas políticas sociais, e quase sempre de forma pessimista. Esses temas levaram alguns críticos de décadas passadas a usar sr. Sombrio, "o homem mais triste do rock" e outros apelidos para descrever Waters, mas dentro do grupo consta que era carismático e sorridente. Havia dias em que, ao terminar gravações, Waters saia do estúdio e ia assistir os jogos do time de futebol para qual torcia, o Arsenal.[carece de fontes?]

A relação de Waters com David Gilmour foi-se tornando tensa nos finais dos anos 70, à medida que Waters ia exercendo cada vez mais o controle criativo sobre o grupo, evoluindo para um rompimento. A última colaboração Waters/Gilmour, The Final Cut de 1983, foi creditada como sendo um trabalho de Waters, com música tocada pelos Pink Floyd, conforme consta do verso da capa do vinil. Nesse ponto, a relação deles estava bastante deteriorada e os três gravavam separadamente em estúdios e horários separados.[carece de fontes?] Finalmente, Waters deixou a banda, mas o desacordo sobre a intenção de Gilmour em continuar a usar o nome Pink Floyd levou-os aos tribunais. Waters argumentava que tendo a banda sido criada por ele, Syd Barrett, Nick Mason, e Richard Wright, não havia razão para o grupo continuar a se chamar Pink Floyd, já que contava apenas com um dos componentes originais, (Richard Wright havia sido "demitido" da banda por Waters por conta de desentendimentos, antes da gravação de The Final Cut, retornando mais tarde quando a banda já estava sob o controle de Gilmour). Outro dos argumentos de Waters era o fato de ser o autor da maior parte das letras das músicas do Pink Floyd desde a saída de Syd Barrett, o que tornou a disputa mais acirrada, principalmente por David Gilmour. Mesmo assim, Gilmour ganhou o direito de usar o nome Pink Floyd e a maioria das suas músicas, ficando Waters apenas com os direitos do álbum The Wall e de todas as suas músicas.[carece de fontes?]

Roger Waters foi considerado o 22.º melhor baixista do milênio, numa lista divulgada pela revista Guitar, em 2001.

Após sair dos Pink Floyd, Waters embarcou numa carreira solo, editando três álbuns e a trilha sonora de um filme. Em 1984 lançou The Pros and Cons of Hitch Hiking, que já estava sendo preparado desde 1978, em 1987 lançou Radio K.A.O.S e, por último, lançou o álbum Amused to Death, em 1992. Esses três, porém, não chegaram a se destacar como os álbuns da era Pink Floyd. Waters passou a maioria dos anos 1990 (16 anos de trabalho) a compor uma ópera de três atos chamada Ça Ira, cujo lançamento ocorreu em setembro de 2005. A obra buscava representar os momentos iniciais da Revolução Francesa e foi apresentada, em maio de 2013, no teatro municipal de São Paulo.

Após a queda do Muro de Berlim em 1989, Waters produziu, em 21 de julho de 1990 em Berlim, o concerto de The Wall live in Berlin para comemorar o fim da divisão entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. O concerto teve lugar na Potsdamer Platz, um local que fazia parte da terra de ninguém (zona neutra) e teve vários artistas convidados, como Bryan Adams, The Scorpions e Van Morrison, Cyndi Lauper, Ute Lemper,Joni Mitchell entre outros.

Depois de um longo hiato, Waters voltou à estrada em 1999, tocando suas músicas mais conhecidas do período que estava no Pink Floyd com material da sua carreira a solo e uma música nova chamada "Each Small Candle", tendo conseguido grande audiência. Um dos shows da tour de 2000 foi gravado no DVD In The Flesh, filmado em Portland, Oregon. Em 2002 a tour continuou e em março passou pelo Brasil, tocando nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Neste ano Roger apresentou mais uma nova composição chamada "Flickering Flame".

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