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Roger Federer

Tenista suíço

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Roger Federer (Basileia, 8 de agosto de 1981) é um ex-tenista suíço que já foi recordista de títulos de Grand Slam com vinte conquistas. Dentre seus 103 torneios ATP possui: 6 ATP Finals, 28 ATP Masters 1000, 24 ATP 500 e 25 ATP 250. É o segundo jogador que também já ficou por mais tempo como número um mundial, tendo um total de 310 semanas compreendidas entre 2004 e 2018. Entre 2004 e 2008, passou 237 semanas consecutivas como número um mundial. Venceu seu primeiro ATP oficial em 2001. O último foi em 2019, o que lhe dá o recorde de maior distância entre esses dois títulos (dezoito anos). Tal longevidade o permitiu ultrapassar, assim como Jimmy Connors, os números de cem títulos e 1 200 vitórias na carreira.

É o atleta mais vezes premiado na história do Prêmio Laureus do Esporte Mundial. Fala fluentemente suíço-alemão, alemão, inglês e francês, realizando conferências de imprensa nas quatro línguas. É reconhecido por suas iniciativas filantrópicas, sendo a principal delas a criação de uma fundação desse tipo batizada com seu nome. Em setembro de 2011, em uma pesquisa realizada na África do Sul, Roger Federer foi eleito uma das pessoas mais confiáveis e respeitadas do mundo, ao lado de Nelson Mandela. É marido de Miroslava Vavrinec, com quem teve quatro filhos: Charlene, Myla, Lenny e Leo. Iniciou sua carreira profissional em 1998 e ganhou seu primeiro Major em Wimbledon 2003, após vencer Mark Philippoussis na final. Tornou-se número um mundial pela primeira vez após vencer Juan Carlos Ferrero na semifinal do Australian Open em 2004.

Como Rod Laver, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Andre Agassi e Carlos Alcaraz, adquiriu todos os Grand Slams após vencer Roland Garros em 2009, venceu três vezes (2004, 2006 e 2007) três dos quatro torneios do Grand Slam na mesma temporada. É o único tenista na história a ter vencido pelo menos dois Grand Slams por quatro temporadas consecutivas entre 2004 e 2007. Durante esse mesmo período, conquistou onze Grand Slams de dezesseis disputados.

É considerado por diversos tenistas, analistas esportivos e críticos do tênis como um dos melhores tenistas de todos os tempos. Sua popularidade no mundo do esporte é tão grande, que ele é julgado por alguns como uma lenda viva no seu próprio tempo.

Começou a jogar tênis aos oito anos. Seu pai, Robert, é suíço, e sua mãe, Lynette, é sul-africana. Conheceram-se em uma viagem de negócios, já que ambos trabalhavam em uma companhia farmacêutica. Tem uma irmã mais velha chamada Diana, que é mãe de um casal de gêmeos.

Como todos os cidadãos suíços do sexo masculino, entrou no serviço militar obrigatório das Forças Armadas. No entanto, em 2003, foi apontado como inadequado e, posteriormente, não foi obrigado a cumprir conscrição. Em vez disso, serviu na força de proteção civil onde teve de pagar 3% do seu rendimento tributável como alternativa.

Afirma-se que ele possui uma facilidade de coordenação "olho mão", atribuída pelo mesmo à ampla gama de esportes que jogou quando criança, nos quais se incluem badminton e basquete. Cresceu torcendo pelo FC Basel e pela seleção suíça de futebol.

É casado com a ex-tenista profissional Miroslava Vavrinec, mais conhecida como Mirka, que chegou a ser a nº 76 do ranking da WTA. Conheceram-se durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2000. A suíça encerrou sua carreira devido a uma contusão no tendão de Aquiles, levando-a a ser acompanhada do marido, responsabilizando-se pelo seu contato com a imprensa. É vista frequentemente nos jogos dele. Nasceu na Eslováquia, mas migrou para a Suíça aos dois anos. Mirka e Roger casaram-se em Basel no dia 11 de abril de 2009, depois de cerca de oito anos de noivado e um mês após anunciarem que ela estava grávida. Em 24 de julho, Mirka deu à luz as gêmeas Charlene Riva e Myla Rose. Tiveram mais dois filhos gêmeos, Lenny e Leo, nascidos no dia 6 de maio de 2014.

Reconhecido fora das quadras como uma "excelente pessoa" e extremamente respeitado pelos adversários, possui uma organização, a Fundação Roger Federer, onde realiza suas atividades em seis países africanos, sendo um deles a África do Sul, terra natal de sua mãe.

Criou a instituição, em 2003, com o objetivo declarado de ajudar crianças carentes e promover o seu acesso à educação e ao esporte. Desde então, de acordo com o seu site e a imprensa, mais de um milhão delas já foram ajudadas. Em 24 de novembro de 2017, recebeu um doutorado honorário que lhe foi concedido por sua alma mater, a Universidade de Basileia. Recebeu tal reconhecimento devido ao seu papel no aumento da reputação internacional da Basileia e da Suíça, e também em seu envolvimento com crianças na África através de sua fundação de caridade.

Diferentemente de outros tenistas, o suíço foi objeto de poucas manchetes em seus primeiros anos. De acordo com o livro Das Tennis-Genie: die Roger-Federer-Story, seu maior destaque foi uma contínua evolução. Teve um grande sucesso quando adolescente e depois numa fase mais tardia. Ao contrário de Andre Agassi, Martina Hingis e Steffi Graf; não possuiu uma fase juvenil muito documentada. Foi número um juvenil e conquistou o torneio de Wimbledon em 1998 tanto em singulares como em pares. Porém, jogadores como: Andy Roddick, que venceu como juvenil os Opens (Abertos) da Austrália e dos EUA em 2000, convertendo-se em número um mundial com 21 anos de idade, David Nalbandian que havia vencido Federer na final do US Open juvenil em 1998, Lleyton Hewitt e Marat Safin que conseguiram se tornar número um do mundo no circuito profissional aos vinte anos eram todos mais cotados como o futuro do tênis quando comparados ao suíço.

Entrada no circuito profissional

Iniciou sua carreira no circuito profissional em 1998 e chegou a sua primeira final ATP em 2000 na França, perdendo para seu compatriota Marc Rosset, campeão olímpico de 1992, em três sets. Obteve algumas vitórias no decorrer do tempo: venceu Pete Sampras na grama em Wimbledon 2001 e Gustavo Kuerten no saibro em Hamburgo 2002. Após vitória sobre Guga, chegou à final e venceu seu primeiro ATP 1000, ao derrotar Marat Safin em Hamburgo. Considera tal vitória como uma das mais especiais na sua carreira, pois foi seu primeiro campeonato profissional vencido e foi quando entrou no top dez mundial pela primeira vez. Seu primeiro título aconteceu quando tinha dezenove anos, em 2001, na Itália. Em 2002, venceria o seu segundo em Sydney. Conseguiu participar da final da competição de Miami contra Agassi, onde perdeu pelo placar de 3-6, 3-6, 6-3 e 4-6. Com essa combinação de resultados, conseguiu se classificar pela primeira vez para jogar o Masters Cup, que reúne os oito melhores jogadores da temporada no fim do ano. Conseguiu fechar 2002 na sexta posição do ranking mundial.

Sua carreira ganhou mais atenção quando conquistou o seu primeiro Grand Slam em Wimbledon. Após uma série de três derrotas: final do ATP de Roma, para Mark Philippoussis em Hamburgo e na primeira rodada de Roland Garros; venceu, pela primeira vez, um torneio de grama em Halle contra Nicolas Kiefer por 6-1 e 6-3 em pouco mais de uma hora de jogo. Na final, encontraria Mark Philippoussis, que o havia derrotado poucos meses antes. Apesar disso, conseguiu chegar ao match point e, ao vencer a partida, ajoelhou-se no gramado e comemorou, no que o mesmo descreveu como um momento de puro alívio e alegria. No mesmo ano venceria Andre Agassi por 6-3, 6-0 e 6-4, tornando-se o campeão da Masters Cup, em Houston, pela primeira vez. O título contribuiria para que terminasse a temporada como número dois do ranking mundial ultrapassando Juan Carlos Ferrero. Jogou um total de nove finais, saindo vitorioso em sete, sendo o primeiro ano em que jogou e venceu mais de cinco finais.

2004: Alcança a liderança do ranking ATP

Em 2 de fevereiro de 2004, alcançou o topo do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais pela primeira vez, colocação que conservou por 237 semanas consecutivamente, um novo recorde mundial. Depois de perder a posição para Rafael Nadal, conseguiu recuperá-la em 6 de julho de 2009, após vencer Wimbledon e virar o maior campeão de Grand Slams. Ao todo, até perder sua posição de número um mundial, o suíço havia completado 285 semanas nela, a uma semana do recorde de Pete Sampras.

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