Rodrigo Otávio Soares Pacheco GCMI • GCRB (Porto Velho, 3 de novembro de 1976) é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). É senador por Minas Gerais desde 2019 e foi presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional de 2021 a 2025. Também foi deputado federal por Minas Gerais de 2015 a 2019.
Anteriormente, exerceu a advocacia privada entre 2002 e 2016, tendo sido conselheiro seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Minas Gerais, de 2007 a 2012, e conselheiro federal da OAB, de 2013 a 2015.
Rodrigo Pacheco nasceu na capital de Rondônia, Porto Velho, em 1976, mas foi criado na cidade de Passos, Minas Gerais, para onde seus pais, Helio Cota Pacheco e Marta Maria Soares Pacheco, retornaram depois de seu nascimento. Posteriormente, mudou-se para Belo Horizonte, onde continuou seus estudos e iniciou sua carreira jurídica.
Formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 2000 e concluiu especialização em direito penal econômico internacional pelo Instituto Brasileiro de Ciências Econômicas Criminais (IBCCRIM), em São Paulo, no ano de 2004.
Atuou como advogado criminalista, tendo sido, a partir de 2002, sócio do escritório Mauricio Campos e Pacheco Sociedade de Advogados, em Nova Lima, Minas Gerais, permanecendo no escritório até 2016.
Foi conselheiro seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Minas Gerais (2007 a 2012), onde também foi presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados. Em seguida, foi conselheiro federal da OAB (2013 a 2015), sendo o mais jovem advogado a integrar o Conselho Federal, defendendo a atuação da Ordem para inibir a corrupção na política e promover eleições limpas. No Conselho Federal, presidiu a Comissão Nacional de Apoio aos Advogados em Início de Carreira.
Foi, também, membro do Conselho de Criminologia do Instituto de Criminologia e Politica Criminal do Estado de Minas Gerais (2007 a 2010) e auditor do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de Minas Gerais (2011 a 2014).
Em 2025, foi um dos cotados para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Pacheco iniciou sua carreira política nas eleições de 2014, sendo eleito deputado federal para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo PMDB, com 92 743 votos. Em seu primeiro mandato, passou a coordenar a bancada do PMDB na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde se tornou primeiro vice-presidente e depois presidente.
Como deputado participou de importantes discussões na Câmara, votando favoravelmente aos processo de impeachment de Dilma Rousseff, à PEC do Teto dos Gastos Públicos e à Reforma Trabalhista. Em 2016, disputou a prefeitura de Belo Horizonte, ficando em terceiro lugar com 10% dos votos, dando apoio à candidatura de João Leite (PSDB) no segundo turno.
Em 23 de março de 2017, foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados do Brasil, onde validou as assinaturas das "Dez Medidas Contra a Corrupção", reconhecendo que a proposta atendia os requisitos necessários para um projeto de iniciativa popular, o que permitiu com que tramitasse na Câmara. Em abril de 2017, votou na Reforma Trabalhista.
Presidiu as sessões na CCJ onde foram votadas as denúncias contra Michel Temer. Apesar da pressão de seu partido, o MDB, foi elogiado por opositores pela imparcialidade na condução do processo, e de traição, pela escolha do relator que deu parecer favorável as investigações contra Michel Temer. Pacheco ainda criticou duramente a decisão do MDB de fechar questão à favor de Temer, quando o então presidente do partido, o senador Romero Jucá, ameaçou punir parlamentares que não votassem com o partido. Para a segunda denuncia, escolheu como relator Bonifácio Andrada, que deu parecer favorável a Temer, gerando uma crise no PSDB. Nas votações no Plenário da Câmara, se absteve, baseando-se no fato de manter a imparcialidade como Presidente da CCJ. Ambas denúncias foram arquivadas.
Nas eleições de 2018, tentou se lançar como pré-candidato à governador de Minas Gerais, mas enfrentando resistência de alas do MDB que preferiam outro nome ou o apoio na reeleição de Fernando Pimentel, deixou o partido rumo ao Democratas. Já no novo partido, abriu mão da disputa pelo governo para apoiar a candidatura de Antonio Anastasia do PSDB. Assim, Pacheco se candidatou ao cargo de senador da República por Minas Gerais, sendo eleito na primeira colocação, com 3 616 864 votos, que corresponderam a 20,49% dos votos válidos.
Em junho de 2019, votou contra o Decreto das Armas do governo, que flexibilizava porte e posse para o cidadão.
Presidente do Senado Federal (2021–2025)
Em janeiro de 2021, foi indicado pelo seu partido para disputar a Presidência do Senado. Foi eleito com 57 votos, derrotando Simone Tebet (MDB-MS), com apoio tanto do governo quanto da oposição.
Em 13 de abril de 2021, Pacheco oficializou a criação da CPI da COVID-19 após a ordem dada pelo ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal no dia 8 de abril.
Em outubro de 2021, Pacheco deixou o DEM para se filiar ao Partido Social Democrático. Em 27 de outubro, foi oficialmente filiado e anunciado como pré-candidato à presidência da República, como um nome para compor a 'terceira via'. Todavia, desistiu da candidatura em março do ano seguinte.