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Robin Williams

Ator e comediante norte-americano (1951–2014)

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Robin McLaurin Williams (Chicago, 21 de julho de 1951 – Paradise Cay, 11 de agosto de 2014) foi um ator, comediante, filantropo e dublador americano. Conhecido como um dos maiores talentos da comédia e uma das figuras mais versáteis da indústria do entretenimento. Notabilizou-se por seu estilo improvisacional rápido e energético, aliado a uma notável capacidade de transitar entre papéis cômicos e dramáticos, consolidando-se como um dos intérpretes mais aclamados de sua geração. Williams recebeu inúmeros prêmios, incluindo um Oscar, dois Primetime Emmy Awards e seis Globos de Ouro, além de dois Screen Actors Guild Awards e cinco Grammy Awards. Ele recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille em 2005.

Williams iniciou uma bem sucedida carreira na comédia stand-up em São Francisco e Los Angeles a partir de 1976, lançando vários álbuns de comédia, incluindo Reality ... What a Concept (1980). Ele alcançou a fama interpretando o alienígena Mork na sitcom Mork e Mindy (1978–1982), exibido pela ABC. Seu primeiro papel principal no cinema foi em Popeye (1980). Williams ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel como o psicólogo Sean Maguire no drama juvenil Good Will Hunting (1997). Seus outros papéis indicados ao Oscar foram para Good Morning, Vietnam (1987), Dead Poets Society (1989) e The Fisher King (1991).

Williams estrelou dramas aclamados pela crítica, como The World According to Garp (1982), Moscow on the Hudson

(1984), Awakenings (1990), Patch Adams (1998), Insomnia (2002), One Hour Photo (2002) e House of D (2004). Ele também estrelou diversos filmes family-friendly como Hook (1991), Mrs. Doubtfire (1993), Jumanji (1995), Jack (1996), Flubber (1997), RV (2006) e a trilogia Night at the Museum (2006–2014). Ele emprestou sua voz a animações como Aladdin (1992), Robots (2005) e Happy Feet (2006).

Em seus últimos anos de vida, Williams lutou contra uma forte depressão, tendo sido encontrado morto em sua casa em Paradise Cay (Califórnia), no dia 11 de agosto de 2014, aos 63 anos. Na época de seu suicídio, ele havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson. De acordo com sua viúva, Williams passou a sofrer de apatia, tremores, ansiedade e paranoia crescente. Sua autópsia revelou "demência com corpos de Lewy" e profissionais da saúde afirmaram que os sintomas de Williams eram de fato a doença de Lewy.

Williams nasceu em Chicago, Illinois. Sua mãe Laura Smith (1922-2001) era uma ex-modelo de Nova Orleães, Luisiana. Seu pai, Robert Fitzgerald Williams (1906-1987), era um executivo-sênior da empresa automotora Ford, em cargo da região do Meio-Oeste. Williams é descendente de ingleses, galeses, e irlandeses pelo lado de seu pai, e de franceses pelo lado materno. Cresceu frequentando a Igreja Episcopal, embora sua mãe praticasse a Ciência Cristã. Cresceu em Bloomfield Hills, Michigan, onde estudou na Detroit Country Day School, e em Woodacre, condado de Marin, Califórnia, onde frequentou uma escola pública, a Redwood High School. Também frequentou o Claremont McKenna College (então chamado de Claremont Men's College) por quatro anos. Tem dois meios-irmãos: Todd (morto em 14 de agosto de 2007) e McLaurin.

Williams se descreveu como uma criança quieta, cuja primeira imitação foi a de sua avó, feita para sua mãe. Não foi capaz de superar sua timidez até se envolver com o departamento de dramaturgia, durante o ensino médio.

Em 1973, Williams foi um de vinte estudantes a serem aceitos como calouros na renomada Juilliard School, e um de apenas dois a serem aceitos por John Houseman no programa avançado daquela escola, naquele ano (o outro foi Christopher Reeve). Em suas aulas de dialeto, Williams não teve qualquer problema em dominar rapidamente todos os dialetos lecionados. Deixou a Juilliard em 1976.

Williams faleceu em 11 de agosto de 2014, aos 63 anos, por suicídio. Seu corpo foi cremado e suas cinzas foram jogadas na baía de San Francisco, segundo o certificado de óbito.

Após integrar o elenco do Richard Pryor Show, na NBC, programa de televisão de curta duração do comediante Richard Pryor, Williams foi escalado por Garry Marshall no papel de Mork, na série de sucesso Happy Days. Como Mork, Williams improvisava boa parte de seus diálogos, e criava ágeis cenas de comédia verbal e física, falando com uma voz aguda e anasalada. Sua aparência se tornou tão popular com os espectadores que foi criado um spinoff da série, a sitcom Mork and Mindy, que durou de 1978 a 1982. Embora interpretasse o mesmo personagem que fazia em Happy Days, o programa se passava na atualidade da época, na cidade de Boulder, no Colorado, em vez da Milwaukee do final da década de 1950 onde se passava o seriado anterior. Mork foi um personagem extremamente popular, que aparecia em pôsteres, livros para colorir, lancheiras e outras mercadorias.

A partir do fim da década de 1970 e início da década de 1980, Williams passou a atingir um público mais variado com seus espetáculos de comédia stand-up, incluindo três especiais para a HBO, Off The Wall (1978), An Evening with Robin Williams (1982) e Robin Williams: Live at the Met (1986). Ainda em 1986, Williams conquistou mais fama ao se apresentar na 58ª edição do Oscar.

Seu trabalho de stand-up tem sido um fio condutor de sua carreira, como pode se ver pelo sucesso de seu show (e o DVD subsequente) Robin Williams: Live on Broadway (2002). Obteve em 2004 o 13º lugar na lista de "100 maiores [comediantes] stand-up de todos os tempos" do canal Comedy Central.

Após ser encorajado por sua amiga, a também comediante Whoopi Goldberg, decidiu aceitar uma participação especial na série Star Trek: The Next Generation, em 1991, no episódio "A Matter of Time", porém teve que cancelar sua aparição devido a um conflito de calendário; Matt Frewer assumiu seu lugar no papel do professor Berlingoff Rasmussen, um viajante do tempo trapaceiro.

Williams também apareceu, em 2000, num episódio da versão americana de Whose Line Is It Anyway?. Durante um jogo chamado "Scenes from a Hat" ("cenas de um chapéu"), a cena "What Robin Williams is thinking right now" ("O que Robin Williams está pensando agora") foi criada, e Williams declarou: "I have a career. What the hell am I doing here?" ("Eu tenho uma carreira. Que diabos estou fazendo aqui agora?").

Em 4 de dezembro de 2010 apareceu, juntamente com Robert De Niro, no programa Saturday Night Live, no esquete "What Up with That".

A maior parte da carreira de Williams, no entanto, se deu no cinema - embora também tenha tido performances de destaque no teatro (entre as quais o papel mais célebre foi o de Estragon numa produção de Esperando Godot, com Steve Martin). Sua performance em Good Morning, Vietnam (br: Bom Dia, Vietnã), de 1987, lhe rendeu uma indicação para o Oscar de melhor ator. Diversos de seus papéis foram comédias com um toque de pathos.

Seu papel como o Gênio no filme de animação Aladdin, de 1992, foi crucial para estabelecer a importância da presença de atores famosos nas dublagens de desenhos animados. Williams também utilizou seus talentos vocais em Fern Gully, como o holográfico Dr. Know no filme A.I. Artificial Intelligence, de 2001, na animação Robots, de 2005, no vencedor do Oscar em 2006, Happy Feet, e numa performance não-creditada em Everyone's Hero, de 2006. Também foi responsável por dublar a voz de Timekeeper, uma antiga atração do parque de diversões Walt Disney World sobre um robô que viaja no tempo, encontra Júlio Verne e o leva para o futuro.

Em 1998 recebeu o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel como um psicólogo em Good Will Hunting (br: Gênio Indomável; pt: O Bom Rebelde). No início da década seguinte, no entanto, alguns críticos afirmaram que estaria sendo escalado sempre para o mesmo tipo de papel, excessivamente sentimental, em filmes como Patch Adams (br: Patch Adams - O Amor é Contagioso), de 1998, de Bicentennial Man (br/pt: O Homem Bicentenário), de 1999.

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