Robert Gesink (nascido a 31 de maio de 1986 em Varsseveld) é um ciclista profissional neerlandês membro da equipa Jumbo-Visma. Com umas grandes condições para a montanha, Gesink estava considerado como um dos ciclistas com maior futuro do pelotão internacional, ainda que as lesões não lhe deixaram render ao máximo nível.
Com sozinho 21 anos em 2007 Gesink demonstrou suas qualidades adjudicando-se a classificação dos jovens no Volta a Califórnia e conseguindo um meritório quinto posto na Volta à Alemanha e um segundo no Volta à Polónia.
Em 2008 foi quando Gesink terminou de explodir: ganhou uma etapa no Volta à Califórnia, bem como a etapa rainha da Paris-Nice, na que finalizaria em quarta posição na geral e líder da classificação dos jovens. Finalizou quarto na Flecha Valona e mais tarde finalizaria quarto também no prestigioso Dauphiné Libéré. Apesar de não ser selecionado pela sua equipa para o Tour de France, Gesink sim o foi para os Jogos Olímpicos, e conseguiria uma meritória décima posição na prova em estrada.
Em 2004 conseguiu vencer nos campeonatos nacionais de Países Baixos sub-19 na disciplina de contrarrelógio. Ademais nesse mesmo ano nos campeonatos mundiais juvenis em Verona finalizou oitavo na contrarrelógio individual e sexto na prova em estrada.
Em 2005 estreia com a modesta equipa neerlandêsa Team Löwik Meubelen-Van Losser Installatiegroep onde não conseguiu nenhum resultado destacável.
Em 2006 uniu-se à disciplina da equipa Rabobank Continental, finalizando esse mesmo ano terceiro na Volta ao Algarve; e ganhando a classificação geral, bem como a terceira etapa, da Settimana Ciclistica Lombarda. Sendo uma semana depois quarto na Rund um Köln. Também ganhou a geral e uma etapa do Circuito Montanhês e ficou segundo no Tour de l'Avenir.
Ainda que num princípio tinha assinado por dois anos com Rabobank Continental Theo de Rooij, diretor da equipa, decidiu unir à disciplina da primeira equipa face ao ano 2007.
Em seu terceiro ano como profissional surpreendeu se levando o camisola dos jovens no Volta a Califórnia. Acabou nono na Flecha Valona, sua primeira corrida do UCI ProTour, e calcula-se que fez a ascensão mais rápida ao Muro de Huy. Após conseguir bons resultados no Volta à Romandia no que venceu seu colega Thomas Dekker, conseguiu ao fim sua primeira vitória como profissional na etapa rainha da Volta à Bélgica. Na Clássica de San Sebastián ficou cerca dos dez primeiros e conseguiu ser quinto na Volta à Alemanha e segundo no Volta à Polónia. Esse ano foi seleccionado para o mundial de ciclismo em estrada, entrando numa escapada e abandonando finalmente na última volta.
Em seu quarto ano profissional mostrou uma clara progressão, vencendo na etapa rainha do Volta a Califórnia, na que só Levi Leipheimer conseguiu aguentar seu ritmo até linha de meta. Nesta prova acabou nono, levando-se o camisola dos jovens. Depois desta prova participou na Paris-Nice onde conseguiu uma segunda posição na etapa com final em Mont Ventoux, finalizou a prova na quarta posição geral a 51 segundos de Davide Rebellin, sendo primeiro dos jovens e inclusive iendo de líder ainda que na penúltima etapa perdeu o camisola de líder em favor do italiano dado já que não pôde seguir seu ritmo no Col de Tanneron e baixou este porto com excessiva prudência. Finalmente completou o tríptico das Ardenas terminando quarto na Flecha Valona. Apesar de não participar no Tour de France terminou quarto na Dauphiné Libéré. Nos Jogos Olímpicos terminou décimo tanto na prova no rota como na de contrarrelógio (precisamente o mesmo já que também obteve no Mundial de Ciclismo em Estrada ao finalizar a temporada).
Em seu primeiro aparecimento numa das Grandes Voltas, na Volta a Espanha, demonstrou suas aptidões acabando sexto no Angliru e quarto na etapa com final na estação de esqui de Fontes de Inverno. Finalizou a prova em sétima posição.
Em seu início de temporada conseguiu vencer na classificação dos jovens do Volta à Califórnia. Ademais nos primeiros meses da temporada foi sétimo na Volta ao País Basco e terceiro na Amstel Gold Race. Em seu grande objetivo da temporada, o Tour de France, teve que retirar por causa de uma queda na quinta etapa. Depois desta queda, o neerlandês preparou-se a consciência a Volta a Espanha, na qual esteve sempre entre os 4 primeiros junto a Alejandro Valverde, Ivan Basso, Cadel Evans e Samuel Sánchez. Teve uma forte queda a duas etapas do final, ainda assim conseguiu terminar a Volta em sexta posição e culminou a temporada ganhando o Giro d'Emilia.
Com o Tour de France novamente como objetivo, ganhou uma etapa da Volta à Suíça e no a Grand Boucle teve uma destacada actuação. Conseguiu localizar-se nas primeiras posições nas etapas com final em Morzine-Avoriaz (3.º), Ax-3 Domaines (6.º) e o Col du Tourmalet (7.º) localizando-se finalmente 6.º na classificação geral e 2.º na dos jovens. No final da temporada ganhou o primeiro Grande Prêmio de Montreal e repetiu no Giro d'Emilia.
No início da temporada de 2011 obteve bons resultados com a vitória no Tour de Omã, além de ser 2.º no Tirreno-Adriático e 3.º na Volta ao País Basco, mas não teve uma boa actuação no Tour de France, perdendo em todas as etapas de montanha vários minutos, culminando na posição 33.ª a mais de uma hora de Cadel Evans. Em setembro recuperou o nível e foi 2.º no Grande Prêmio de Quebec sendo superado por escassa margem por Philippe Gilbert e poucos dias depois, num treinamento que realizava como preparação para o Campeonato Mundial de Ciclismo, sofreu uma queda se fraturando o fémur, com o qual não pôde participar e se perdeu o resto da temporada.
Cinco meses após a fratura, em fevereiro retornou à atividade na Volta à Andaluzia, corrida na que culminou em 11.º posição. Posteriormente, em março atingiu o 8.º lugar na classificação da Volta a Múrcia.
Em maio, chegou a Volta à Califórnia como chefe de fileiras e depois de ganhar a etapa rainha, ficou com a classificação geral.
Abandonou no Tour de France, mas na Volta a Espanha conseguiu um meritório 6.º posto na geral, por trás de enormes nomes como Froome, Contador ou Valverde.
Chega o 2013 , e com o um Gesink decidido a explodir por fim e passar de ser uma promessa a uma realidade, algo que nunca tem podido fazer. Neste ano tinha como objetivo o Giro d'Italia, mas ao chegar ao giro dececiona rapidamente na etapa 10 com final no Altopiano do Montasio e mais tarde desfalece de novo mas na etapa 14 com final em Bardonecchia perdendo minutos e suas opções de pódio, finalmente abandona o giro na etapa 20.ª.
No Tour de France já não chega como líder da equipa sinão como gregário para Bauke Mollema.