Ricardo Vieira Coutinho (João Pessoa, 18 de novembro de 1960) é um político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Foi vereador de João Pessoa (1993-1999), deputado estadual (1999-2004) e prefeito da capital paraibana por duas vezes, sendo eleito pela 1ª vez em 2004 e reeleito em 2008. Renunciou à prefeitura de João Pessoa em 31 de março de 2010, durante o período de seu segundo mandato, para disputar o governo do Estado da Paraíba, sendo eleito em segundo turno para o cargo de Governador com 1.079.164 votos (53,70% dos votos válidos). Em 2014, é reeleito Governador da Paraíba com a votação de 1.125.956 votos (52,61% dos votos válidos).
Seu último cargo público foi o de Governador do Estado da Paraíba entre os anos de 2011 e 2018.
Foi presidente da Fundação João Mangabeira, órgão pertencente ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).
É filho de Coriolano Coutinho e Natércia Vieira, pai agricultor e mãe costureira, e tem dois filhos: Ricardo e Henri Coutinho.
Fez o “primário”, como se chamava naquela época, no Instituto La Salle e o “ginásio” foi cursado no Colégio 7 de Setembro, ambos no bairro de Jaguaribe. Parte de seu Segundo Grau foi feito na Escola Estadual Bairro dos Estados e o “3º ano científico” no Colégio Águia. Em 1977, passou no vestibular da UFPB, para o curso de Farmácia. Em 1978, ingressa no curso de Farmácia, período final da ditadura militar em que reaparecem os movimentos estudantis e que ocasiona o seu interesse por política.
Ajudou na reabertura Centro Acadêmico de Farmácia da UFPB em 1980, tornando-se, posteriormente, presidente do mesmo. Quando já formado em Farmácia, conquistou, via concurso público, uma vaga de farmacêutico no Hospital Universitário da capital paraibana. Neste período passou a ter contato com a Associação dos Funcionários da Universidade Federal da Paraíba, que foi o embrião do Sintes-PB.
Em 1984, aos 24 anos, o Ministério da Educação estava oferecendo um curso de especialização para farmacêuticos de Hospitais Universitários de todo país, existindo apenas 25 vagas, a UFPB o escolheu. No mesmo ano começa a especialização no Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, aproveitou o fato de Leonel Brizola ter mandado liberar as catracas dos ônibus para que todos pudessem participar de um comício das Diretas Já, na Candelária, e foi junto. Naquele Estado começou a militar nos movimentos sindicais, participou intensamente dos movimentos em torno da criação da Central Única dos Trabalhadores.
Volta à Paraíba em 1985, implanta a modernização da farmácia hospitalar na UFPB. No movimento sindical, assume a presidência do Sindicato dos Farmacêuticos. Planejando juntar todas as categorias de saúde, funda o SindSaúde em 1990. Naquele ano, foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores (na área de comunicação do movimento) e foi candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores, não houve chance de vitória, apesar disso sua votação surpreendeu.
Entre 2011 e 2015 foi casado com a jornalista Pâmela Bório, com quem tem um filho.
Foi preso pela Polícia Federal no dia 19 de dezembro de 2019 as 22h40, quando desembarcava no Aeroporto de Natal. Teve a sua prisão preventiva decretada no âmbito da sétima fase da Operação Calvário, que investigava um grupo que desviou R$134,2 milhões dos cofres públicos do estado. Após a prisão, Ricardo Coutinho foi levado a sede da Policia Federal em João Pessoa. Outros 16 mandados de prisão foram expedidos pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, entre eles, contra a deputada estadual Estelizabel Bezerra e a prefeita do município do Conde Márcia de Figueiredo Lucena de Lima, ambas do PSB, além de ex-secretários do governo do estado da Paraíba no período em que Ricardo Coutinho foi governador.
Desdobramentos da Operação Calvário
Em 9 de janeiro de 2026, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o trancamento da principal ação penal contra Ricardo Coutinho no âmbito da Operação Calvário. A decisão fundamentou-se no entendimento de que a denúncia apresentada pelo Ministério Público baseava-se exclusivamente em declarações de colaboradores premiados e em elementos de prova deles derivados, sem a existência de provas autônomas e independentes que as corroborassem.
Ao julgar procedente a Reclamação (Rcl) 88.345/PB, o ministro reiterou a jurisprudência da Corte de que a colaboração premiada é um meio de obtenção de prova, e não uma prova em si, sendo vedado o recebimento de denúncia ou a prolação de condenação fundadas apenas no relato de delatores. Segundo a decisão, embora a acusação citasse documentos e gravações, tais elementos eram dependentes da narrativa dos colaboradores, carecendo de densidade probatória própria.
Em 13 de janeiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão, sustentando que o trancamento foi prematuro e que haveria indícios suficientes para a continuidade da instrução processual.
1990: Filiado ao PT, é candidato a deputado estadual. Obtem 1.934 votos, e alcança a oitava suplência da coligação.
1992: Elege-se vereador de João Pessoa pela primeira vez com 1.381 votos.