Red Skelton (Vincennes, 18 de julho de 1913 — Rancho Mirage, 17 de setembro de 1997) foi um comediante estadunidense de rádio, cinema e tv. Começou sua carreira na adolescência como palhaço de circo e depois atuando em vaudeville, na Broadway, em filmes, rádio, TV, night clubs e cassinos, ao mesmo tempo em que desenvolvia outra carreira como pintor.
Nascido em Vincennes, Indiana, Skelton era filho de Joseph E. Skelton (1878–1913), falecido pouco depois do aniversário do filho, e Ida (apelidada Fields) Skelton (1884–1967). Durante a vida de Skelton houve certa disputa sobre sua data de nascimento. O biógrafo Arthur Marx noticiou (com informações de segunda mão) que ele poderia ter nascido por volta de 1906, embora 1910 fosse às vezes citado como a data de seu nascimento. Para a revista People Magazine, em artigo publicado em 1979, o ator admitiu que havia mentido sobre sua idade, e foi citado como dizendo ter chegado "aos seus setenta".
Aos 15 anos, Skelton já se dedicava em tempo integral ao entretenimento, viajando com "shows médicos", vaudevilles, espetáculos burlescos, shows aquáticos, shows de menestréis e espetáculos circenses. Enquanto atuava em Kansas City, em 1930, Skelton conheceu e se casou com sua primeira esposa, Edna Stillwell. O casal se divorciou 13 anos depois, mas Stillwell continuou como uma de suas redatoras principais.
Em 1938 fez sua estréia no cinema pela RKO em Having Wonderful Time (br: O Mundo se diverte), com Ginger Rogers. Em 1939 mais duas aparições pela Vitaphone em curtas-metragens: Seeing Red e The Bashful Buckaroo.
Skelton foi contratado pela Metro-Goldwyn-Mayer para dar um alívio cômico no drama médico Dr. Kildare, mas em pouco tempo ele estava estrelando comédias de costumes e musicais em Technicolor. Quando Skelton assinou seu contrato de longo prazo com a MGM em 1940, ele insistiu em uma cláusula que o permitisse trabalhar em rádio e televisão. O chefão do estúdio, Louis B. Mayer, concordou com os termos, arrependendo-se depois, quando a televisão tornou-se uma ameaça aos filmes.
Após aparições no The Rudy Vallee Show em 1937, Skelton tornou-se atração regular de Avalon Time, na NBC, em 1939, patrocinado pelos Cigarros Avalon. Em 7 de outubro de 1941 Skelton foi premiado com seu próprio show de rádio, The Raleigh Cigarette Program, desenvolvendo uma série de personagens que incluiam o boxeador bebado Cauliflower McPugg, o inebriado Willy Lump-Lump e Mean Widdle Kid Junior, cuja frase favorita ("I dood it!") tornou-se parte do vocabulário americano.
O próprio Skelton foi referência no desenho do personagem Popeye em que o marinheiro entra em uma casa mal-assombrada e encontra um esqueleto vermelho (red skeleton, em inglês). Popeye pergunta how are you?, e o esqueleto responde I'm Red. E novamente Popeye: Oh, Red Skeleton.
O comediante ajudou na venda de bônus de guerra da Segunda Guerra Mundial em seu show, com apresentações de Ozzie Nelson e Harriet Nelson no elenco de apoio, e ainda a Ozzie Nelson Orchestra e o locutor Truman Bradley. Harriet Nelson era a vocalista do show.
Foi neste período que Red se divorciou de sua primeira esposa, Edna, e se casou com sua segunda mulher, a atriz Georgia Davis. De acordo com o diretor George Sydney, Skelton conheceu Georgia quando visitava o set de The Harvey Girls (br: As Garçonetes de Harvey) (1945) onde Georgia, também apelidada de Red, interpretava uma das garotas más do Alhambra Bar. O único filho do casal, Richard, nasceu em 1945. Georgia trabalhou como empresária de Red até 1960.
Skelton foi convocado em março de 1944, e sua popular série foi interrompida em 6 de junho. Enviado para um navio em alto-mar onde promovia o entretenimento das unidades do exército. Skelton levava uma agitada vida militar. Além de suas obrigações e responsabilidades, ele frequentemente era chamado para entreter oficiais a altas horas da noite. O resultado disso tudo foi uma crise nervosa na Itália. Passou três meses em um hospital, até ser mandado de volta em setembro de 1945.
Em 4 de dezembro de 1945 The Raleigh Cigarette Program retornou, com Skelton apresentando alguns novos personagens. David Forrester and David Rose conduziam a orquestra, apresentando como vocalista Anita Ellis. Os locutores eram Pat McGeehan e Rod O'Connor. A série chegou ao fim em 20 de maio de 1949. Depois disso Skelton mudou-se para CBS, onde o show durou até maio de 1953.
Em 1951, a NBC convidou Skelton para levar seu show de rádio para a televisão. Seus personagens eram ainda melhores na tv do que no rádio. A tv também trouxe um de seus personagens mais lembrados, Freddie the Freeloader, um tradicional vagabundo.
O locutor e ator Art Gilmore, cuja voz pode ser ouvida em diversos trailers de filmes de Hollywood nos anos 40 e 50, tornou-se o locutor do show, com David Rose e sua orquestra encarregados da música. Um hit instrumental de Rose, chamado Holiday for Strings, era usado como música tema.
Durante as temporadas de 1951-52, Skelton transmitia ao vivo do estúdio transformado da rádio NBC. Quando ele queixou-se da pressão de fazer um show ao vivo, a NBC concordou em filmar seus shows nas temporadas de 1952-53 nos estúdios da Eagle-Lion Films, na Santa Monica Boulevard, em Hollywood. Depois o show mudou-se para os estúdios de tv da NBC em Burbank.
A queda da audiência obrigou a NBC (e o patrocinador Procter & Gamble) a cancelar o show na primavera de 1953. Iniciando-se a temporada de 1953-54, Skelton trocou-a pela CBS, onde permaneceu até 1970.
O biógrafo Arthur Marx documentou problemas pessoais de Skelton, incluindo alcoolismo. Uma aparição no Ed Sullivan Show representou uma mudança de direção em sua carreira televisiva. Ele cortou a bebida e seus índices de audiência na CBS começaram a melhorar, especialmente depois de começar a aparecer nas noites de terça com seus co-patrocinadores Johnson's Wax e Pet Milk Company.
Muitos dos shows televisivos de Skelton sobreviveram graças a cinescópios, filmes e videotapes, e foram apresentados em anos recentes em estações de tv da PBS. Além disso, vários shows foram lançados nos formatos VHS e DVD.
No começo dos anos 60, Skelton tornou-se o primeiro da CBS a ter seus programas semanais transmitidos em cores. Ele comprou um velho estúdio em La Brea Avenue (que uma vez foi propriedade de Charlie Chaplin) e o transformou para produção de tv, formando sua própria companhia, a Van Bernard Productions, do qual também era sócio Irwin Allen.