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Raul Solnado

Ator português (1929-2009)

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Raul Augusto de Almeida Solnado OIH • GCIH (Lisboa, Santa Isabel, 19 de outubro de 1929 – Lisboa, 8 de agosto de 2009) foi um humorista, apresentador de televisão e ator português.

Filho de Bernardino da Silva Solnado (Vila de Rei, Fundada, 1902–1964) e de sua mulher Virgínia Augusta de Almeida (Fornos de Algodres, Maceira, c. 1905 – Lisboa, Santa Isabel, 19 de outubro de 1929), neto paterno de Joaquim da Silva Solnado e de sua mulher Maria Nunes Cardiga, e neto materno de José Augusto de Almeida e de sua mulher Silvina da Conceição.

Unanimemente reconhecido como um dos maiores nomes do humor português, começou a fazer teatro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (1947), profissionalizando-se em 1952.

Na RCP apresenta 'Arco-Íris', de Francisco Mata e Jorge Alves, programa que ganhou vários prémios de Melhor Programa de Entretenimento. Arco-Íris era apresentado conjuntamente com nomes como Maria Leonor, Isabel Wolmar e Fernando Pessa.

Em 1953 estreia-se no teatro de revista com "Viva O Luxo", apresentado no Teatro Monumental. Entra também em "Ela não Gostava do Patrão".

1956 é o ano de "Três Rapazes e Uma Rapariga" no Teatro Avenida. Participa ainda nos filmes "O Noivo das Caldas" e "Perdeu-se um Marido".

No ano de 1958 participou nos filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo". Desloca-se pela primeira vez ao Brasil em 1958.

Em 1960 torna-se primeiro ator na peça "A Tia de Charley" apresentada no Teatro Monumental. Participa no filme "As Pupilas do Senhor Reitor" (Prémio S.N.I.). Na temporada de 1960/61, tornou-se empresário, tendo explorado o cine-teatro Capitólio. Foi nessa época que surgiu a primeira revista do Capitólio, intitulada 'A Vida é Bela', na qual, além de Solnado, entravam Humberto Madeira, Carlos Coelho e Milu.

"A Guerra de 1908", um sketch do espanhol Miguel Gila, adaptado para português por Solnado, é interpretado na revista "Bate o Pé", estreada no Teatro Maria Vitória em outubro de 1961. Entra também no filme "Sexta-feira, 13".

O disco que reunia "A Guerra de 1908" e "A História da Minha Vida", editado em abril de 1962, bateu todos os recordes de vendas de discos.

Em 1962 entra em "Lisboa à Noite", em cena no Teatro Variedades, onde interpreta os sketcks "É do Inimigo" e "Concerto do Inimigo". É protagonista do filme neo-realista "Dom Roberto", de José Ernesto de Sousa. Vence o Prémio de Imprensa para melhor ator de cinema.

Após 1963, faz teleteatro no Brasil, onde apresentou-se em programas das TVs Record e Excelsior, e na RTP. "Vamos Contar Mentiras" é o grande espetáculo do ano de 1963. Torna-se em 1964 fundador e empresário do Teatro Villaret. A estreia foi em 1965 com "O Impostor-Geral" onde foi o protagonista.

Mariema e Raul Solnado recebem os Prémios de Imprensa para melhores atores de teatro de revista.

Em maio de 1966 foi lançado o EP "Chamada Para Washington".

O EP "Cabeleireiro de Senhoras" foi lançado em Dezembro de 1968. Em janeiro de 1969 foi editada a compilação "O Irresistível Raul Solnado" que incluía alguns dos principais êxitos editados anteriormente em EP (História do Meu Suicídio, Chamada para Washington, O Bombeiro Voluntário, A Guerra de 1908, O Cabeleireiro de Senhoras, História da Minha Vida).

No dia 24 de maio de 1969 foi gravado o primeiro programa do "Zip-Zip", no Teatro Villaret. A última emissão foi no dia 29 de dezembro do mesmo ano. O programa da autoria de Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz foi um dos marcos desse ano.

Em dezembro de 1969 é o protagonista de "O Vison Voador".

A peça "O Tartufo de Moliére" é estreada em janeiro de 1972. Ainda em 1972 participa na revista "Prá Frente Lisboa". A canção "Malmequer" tornou-se um grande êxito popular.

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