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Ramez Tebet

Político brasileiro

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Ramez Tebet GOMM (Três Lagoas, 7 de novembro de 1936 — Campo Grande, 17 de novembro de 2006) foi um professor, advogado, promotor de justiça, sociólogo e político brasileiro de ascendência libanesa filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi presidente do Senado Federal, ministro da Integração Nacional durante o governo Fernando Henrique Cardoso, governador e deputado estadual do Mato Grosso do Sul e prefeito de Três Lagoas.

Filho de Taufic Tebet e Angelina Jaime Tebet, vindo de uma tradicional família árabe-brasileira de Três Lagoas, próxima a outras famílias como a de Martins Rocha. Ramez Tebet formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1959.

Casado com Fairte Nassar Tebet, teve os seguintes filhos: Simone, Senadora da República por Mato Grosso do Sul e presidenciável nas eleições de 2022; Eduarda, médica; e os gêmeos Rodrigo, professor, e Ramez, também advogado.

Entre 1961 e 1964 Ramez exerceu o cargo de promotor público em sua cidade natal, Três Lagoas. Nos anos seguintes, dividiu-se entre a advocacia e o magistério.

Em 1975 foi nomeado prefeito de sua cidade natal. Como prefeito, suas maiores obras em Três Lagoas foram: a rodoviária municipal e o Ginásio de Esportes Cacilda Acre. Deixou o cargo ao ser empossado como secretário de Justiça do estado de Mato Grosso do Sul.

No ano seguinte, tornou-se deputado estadual na primeira legislatura, da então recém-nascida, Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Nesses anos como deputado estadual, foi o relator da constituinte e participou ativamente dos trabalhos de elaboração da primeira Constituição do estado.

Deixou a Assembleia Legislativa para ocupar a vaga de vice-governador de Wilson Barbosa Martins (PMDB) na chapa que seria eleita para governar o Estado na primeira eleição direta para os governos estaduais desde a implantação da ditadura militar. Em 14 de março de 1986, quando Wilson se afastou para concorrer ao Senado, Ramez assumiu o governo. Seu mandato se estendeu até 15 de março de 1987, quando deu a posse ao sucessor Marcelo Miranda Soares (PMDB).

Entre 1987 e 1989 atuou como Superintendente de Desenvolvimento do Centro-Oeste, no Sudeco.

Ministro da Integração e presidente do Senado

Destacou-se no Senado brasileiro na presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito - que investigou o Poder Judiciário - e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. À frente desses cargos, investigou o episódio da quebra do sigilo do painel eletrônico do Senado em 2001 e o esquema de desvio de verbas da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). Assim, levou à inédita cassação de um senador - Luís Estêvão, em 2000 - e à renúncia de outros três - Antônio Carlos Magalhães (PFL – BA), Jader Barbalho (PMDB-PA) e José Roberto Arruda (PSDB-DF).

Em junho de 2001, Ramez Tebet foi nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso como ministro da Integração Nacional, mas permaneceu no cargo somente três meses. Em setembro de 2001, com a renúncia de Jader Barbalho, um amplo acordo político de emergência resultou na saída de Ramez do ministério para ser eleito presidente do Senado, posição que ocupou até 1 de fevereiro de 2003, tendo dado no dia 1º de janeiro daquele ano posse ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Admitido à Ordem do Mérito Militar em 1998 no grau de Comendador especial pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, Ramez foi promovido por FHC em abril de 2002 ao grau de Grande-Oficial.

Mais tarde no mesmo ano, foi reeleito com a maior votação já obtida por um político de Mato Grosso do Sul - mais de setecentos e trinta mil votos. Nessa legislatura, esteve envolvido com temas importantes da agenda política nacional, como a Reforma Tributária. Foi, também, o relator da nova Lei de Falências.

Em março de 1984, curou-se de um câncer no esôfago. Em outubro de 2004, o câncer reapareceu e Ramez lutou contra ele até seu falecimento, dois anos depois.

Quando de sua morte, era senador em segundo mandato pelo PMDB e titular das duas comissões mais poderosas do Senado, a Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão de Assuntos Econômicos. Seu mandato no Senado Federal terminaria em 2011 e foi substituído por seu primeiro suplente, Válter Pereira.

Em seu velório, no Ginásio de Esportes Cacilda Acre, estiveram presentes Luiz Inácio Lula da Silva; o deputado federal Michel Temer, presidente nacional do PMDB; e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) ; Pedro Simon (PMDB-RS) ; Arthur Virgílio (PSDB-AM); e Delcídio Amaral (PT-MS); além de grande multidão de Três Lagoas. Foi enterrado em 18 de novembro de 2006 no cemitério Santo Antônio em sua cidade natal de Três Lagoas.

Segundo o senador Pedro Simon (PMDB-RS), Tebet havia sido uma das pessoas “mais corretas, mais dignas” que havia encontrado na vida pública. Ainda, apoiado pelos senadores Paulo Paim (PT – RS) e Mozarildo Cavalcanti (PTB – RR), disse que “nunca houve um problema nesta Casa (o Senado) sem que Tebet procurasse ajudar”. Citou, também, um exemplo de dedicação de Tebet: estando o último lutando contra o câncer, saiu do hospital diretamente para o Senado para discursar, mesmo fragilizado.

Ramez Tebet tinha a filosofia de que o Centro-Oeste era uma das mais importantes fronteiras para garantir o desenvolvimento sustentável do Brasil, pelas imensas potencialidades ainda não desenvolvidas de sua terra e de sua gente. Esse objetivo de desenvolver a região e, assim, o Brasil, foi o centro de toda a sua atividade pública, pelo que ele sempre trabalhou.

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