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RMS Olympic

Navio de passageiros britânico operado pela White Star Line

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O RMS Olympic foi um navio de passageiros britânico operado pela White Star Line e construído pelos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast. Foi a primeira embarcação da Classe Olympic de transatlânticos, seguido pelo RMS Titanic e o HMHS Britannic. Sua construção começou em dezembro de 1908, sendo lançado ao mar em 20 de outubro de 1910 e realizando sua viagem inaugural em 14 de junho de 1911 de Southampton para Nova Iorque.

Ao contrário de seus irmãos Titanic, que afundou na primeira viagem, e Britannic, requisitado pela Marinha Real Britânica para servir como navio-hospital na Primeira Guerra Mundial antes de entrar em serviço comercial e perdido no conflito, o Olympic teve uma longa e distinta carreira, de 1911 a 1935, ganhando o apelido de "Velho Confiável". Entretanto, seu tempo de serviço foi marcado por várias colisões com outros navios, mais notavelmente com o cruzador HMS Hawke em setembro de 1911 e o navio-farol LV-117 em maio de 1934. O Olympic também serviu na Marinha Real Britânica como navio de transporte de tropas durante a Primeira Guerra Mundial, voltando ao serviço comercial depois do confronto.

O naufrágio do Titanic impôs uma enorme revisão dos equipamentos de segurança do Olympic em 1912. Novas reformas ocorreram no final da década de 1920 para adequá-lo aos novos padrões da época e para tentar competir com outras embarcações mais novas. Ele continuou servindo como o principal navio da White Star Line junto com o RMS Majestic até sua aposentadoria em 1935. O Olympic foi desmontado em 1937, com muitos de seus elementos decorativos sendo leiloados e reutilizados em hotéis e até mesmo em outros navios.

A navegação comercial era dominada pelo Império Alemão no início do século XX, que lançou os primeiros navios de quatro chaminés da história (como o SS Kaiser Wilhelm der Grosse e o SS Deutschland). Eles ultrapassaram sua concorrência por seu tamanho e velocidade, porém a companhia britânica Cunard Line respondeu ao lançar quase simultaneamente o RMS Lusitania e o RMS Mauretania, que rapidamente ganharam a Flâmula Azul pela travessia transatlântica mais rápida. Já a concorrente direta da Cunard, a White Star Line, não ganhava a Flâmula Azul desde 1890 com o SS Teutonic e também decidiu construir navios gigantes.

Lorde William Pirrie, 1º Barão Pirrie e o presidente dos estaleiros navais da Harland and Wolff, e Joseph Bruce Ismay, presidente da White Star Line, ambos membros do truste International Mercantile Marine Co., decidiram em 1907 construir três navios de proporções até então inigualáveis. Seus nomes foram depois definidos como Olympic, Titanic e Gigantic (depois alterado para Britannic), em referência a três raças da mitologia grega: olimpianos, titãs e gigantes. Os dois homens preferiram focar sua atenção em luxo e segurança pois previram que seria muito dispendioso tentar superar os navios da Cunard em velocidade.

Os dois assinaram o contrato de construção em 31 de julho de 1908. Pirrie projetou por conta própria o tamanho e a forma geral das embarcações e passou o projeto para seu cunhado Alexander Carlisle e seu sobrinho Thomas Andrews. Ismay também deu sugestões e opiniões sobre a concepção dos navios. Carlisle se aposentou em 1910, dentre outras razões porque Pirrie e Ismay vetaram a ideia de colocar um número maior de botes salva vidas, deixando Andrews sozinho na liderança da construção.

O Olympic foi construído na Harland and Wolff em Belfast, Irlanda. Como o primeiro transatlântico de seu tipo construído para a White Star Line, ele também batizou sua classe de navios: a Classe Olympic. Sua construção começou em 16 de dezembro de 1908 com o batimento de sua quilha. A construção de seu irmão o RMS Titanic iniciou quatro meses depois em março de 1909, com as duas embarcações sendo construídas lado a lado. Um novo pórtico precisou ser construído para acomodá-los quando seus tamanhos alcançaram medidas até então incomparáveis. Para diferenciá-los, o Olympic foi construído com o casco branco enquanto o Titanic foi construído em preto. Ele foi lançado ao mar às 11h de 20 de outubro de 1910 em uma grande cerimônia, com a White Star tendo fretado um navio para trazer convidados importantes da Inglaterra. A imprensa desde o início o chamou de "Rei dos Mares".

O Olympic logo em seguida foi levado para uma doca seca a fim de passar pela equipagem, já que até aquele momento ele era apenas um casco vazio sem nenhum equipamento instalado. Os planos originais eram que tivesse apenas três chaminés, porém uma quarta chaminé e falsa foi adicionada para que não parecesse menos potente que os concorrentes da Cunard. Essa quarta chaminé acabou sendo usada para a ventilação das cozinhas e como espaço de armazenamento das espreguiçadeiras do convés dos botes. Em termos de propulsão, o Olympic era alimentado por três hélices: as duas laterais tinham três lâminas e eram movidas por motores de tripla expansão, enquanto a central tinha quatro lâminas e era movida por uma turbina que usava o excesso de vapor das outras máquinas. Essa disposição já havia sido testada dois anos antes no SS Laurentic, enquanto o irmão deste o SS Megantic fora equipado com dois motores de quádrupla expansão. O Laurentic se mostrou mais rentável e um pouco mais veloz, fazendo com que a propulsão mista fosse equipada nos navios da Classe Olympic.

O Olympic foi completado no início de 1911 e partiu no dia 29 de maio para seus testes marítimos. Durante dois dias foram testadas suas capacidades de manobra, bússola e comunicações sem fio, porém não houve testes de velocidade. Ele foi declarado apto para o serviço comercial em 31 de maio, mesmo dia em que o Titanic foi lançado ao mar. O Olympic partiu de Belfast para Liverpool às 16h30min com Ismay e J. P. Morgan a bordo. Ele foi aberto ao público brevemente antes de ir para Southampton no dia seguinte.

O Olympic tinha 269 m de comprimento por 28 m de largura e dez conveses de altura, designados principalmente por letras. O mais elevado era onde ficavam os botes salva vidas e a ponte de comando, chamado de "convés superior" ou "convés dos botes". Abaixo estavam os conveses de A a G, todos esses destinados a passageiros. Mais abaixo ficavam os conveses que continham as caldeiras, reservas de carvão, sala de máquinas, alojamentos da tripulação e reservas de alimentos. A embarcação tinha um aspecto visual mais "limpo" e "elegante" que outros navios da época; a Harland and Wolff decidiu empregar saídas de ar pequenas e com ventiladores elétricos ao invés de versões grandes e numerosas, também utilizando a quarta chaminé falsa para ventilação adicional.

O Olympic foi o navio mais luxuoso de sua época. Ele oferecia uma variedade de serviços, alguns até então incomuns em embarcações comerciais. No convés dos botes os passageiros de primeira classe dispunham de um ginásio equipado com os aparelhos mais modernos da época, como máquinas de remo e cavalos elétricos. No convés A tinham acesso a um grande salão no estilo Luís XV onde a orquestra regularmente tocava, com um projetor de cinema sendo instalado no final da década de 1920. No mesmo convés estava situado um suntuoso salão de leitura decorado com grandes janelas, mobílias de mogno, vitrais e uma lareira com um quadro de Norman Wilkinson, além de dois cafés decorados com palmeiras. O Olympic também possuía um restaurante à la carte e uma sala de jantar espaçosa, onde uma pista de dança foi posteriormente adicionada na década de 1920. O navio também oferecia aos passageiros de primeira classe o acesso a banhos turcos, quadra de squash e uma piscina coberta.

A primeira classe era acomodada em cabines igualmente luxuosas nos conveses de A a E, conectadas principalmente por uma grande escadaria coberta por uma cúpula de vidro e decorada por um relógio entalhado chamado de "Honra e Glória Coroando o Tempo". Algumas cabines eram equipadas com casas de banho (até 1928, quando todas foram equipadas com tais) e ocasionalmente podiam ser combinadas para formar "apartamentos" para famílias numerosas.

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