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Publicidade

Atividade destinada a divulgação de algo

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A publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de empresas, produtos ou serviços. Pode ser qualificada como uma "propaganda comercial". É a divulgação de produtos, serviços, e ideias junto ao público, tendo, em vista, induzi-lo a uma atitude dinâmica favorável. Nesse sentido geral, a publicidade é parte da técnica de comunicação. Em sentido estrito, tem um caráter comercial e, então, é parte de um todo que se chama mercadologia, que abarca o conjunto de meios adotados para levar o produto ou serviço ao consumidor. É qualquer forma paga de apresentação não pessoal e promoção de ideias, bens e serviços por um patrocinador identificado a uma audiência alvo através dos mass media". A publicidade ajuda a identificar o significado e o papel dos produtos, fornecendo informação sobre marcas, companhias e organizações.

Em Portugal, o termo "publicidade" é usado diversas vezes como sinônimo de "propaganda" ou para representar a atividade realizada por uma agência de propaganda. No Brasil, também existe confusão entre os termos propaganda e publicidade, por um problema de tradução dos originais de outros idiomas, especificamente os da língua inglesa. As traduções dentro da área de negócio, administração e marketing utilizam "propaganda" para o termo em inglês advertising e "publicidade" para o termo em inglês publicity. O termo "publicidade" refere-se exclusivamente à propaganda de cunho comercial. É uma comunicação de caráter persuasivo que visa a defender os interesses econômicos de uma indústria ou empresa. Já a "propaganda" tem um significado mais amplo, pois refere-se à qualquer tipo de comunicação ideológica (as campanhas eleitorais são um exemplo no campo dos interesses políticos).

Para termos mais segurança com as definições, precisamos recorrer à Lei 4 680, que regula a profissão. Segundo o artigo 5º da lei, "Considera-se propaganda qualquer forma remunerada de difusão de ideias, mercadorias, produtos ou serviços, por parte de um anunciante identificado." Já o artigo 7º da lei diz: "Os serviços de propaganda serão prestados pela Agência mediante contratação, verbal ou escrita, de honorários e reembolso das despesas previamente autorizadas (revogado pelo Decreto nº 2 262 de 26/06/97). VIII - A ideia utilizada na propaganda é, presumidamente, da Agência, não podendo ser explorada por outrem, sem que aquela, pela exploração, receba a remuneração justa, ressalvando o disposto no Art. 454, da Consolidação das Leis do Trabalho. I. A Propaganda é a técnica de criar opinião pública favorável a um determinado produto, serviço, instituição ou ideia, visando a orientar o comportamento humano das massas num determinado sentido".

Etimologicamente, Diferenciando Propaganda e Publicidade: Uma Abordagem Detalhada

Embora os termos "propaganda" e "publicidade" sejam frequentemente usados de forma intercambiável, na verdade, eles possuem significados distintos e funções específicas. Compreender essa diferenciação é crucial para entender as nuances da comunicação e os objetivos por trás de cada mensagem.

A propaganda se concentra na difusão de ideias, crenças ou valores, visando influenciar a opinião pública e persuadir o público a adotar um determinado ponto de vista. Ela pode ser utilizada para promover causas sociais, políticas, ideológicas ou religiosas.

Características da Propaganda:

Objetivo principal: Influenciar a opinião e o comportamento do público.

Mensagem: Frequentemente carregada de emoção e apelo moral.

Foco: Ideias, crenças ou valores.

Técnicas: Pode utilizar diversos recursos, como slogans, símbolos, imagens e linguagem persuasiva.

Exemplos: Campanhas políticas, campanhas de conscientização social, propaganda religiosa.

A publicidade, por outro lado, tem como objetivo principal tornar público algo concreto, geralmente um produto, serviço ou marca. Ela busca informar o público sobre as características e benefícios da oferta, atraindo sua atenção e estimulando o interesse em adquiri-la.

Não se sabe ao certo quando nasceu a publicidade, mas se sabe que ela nunca foi tão presente na humanidade como ela é nos dias atuais. Foram diversos processos históricos que permitiram a publicidade chegar aonde chegou. Mensagens comerciais e campanhas políticas foram encontradas em ruínas da antiga Arábia. Egípcios usavam papiros para criar mensagens de venda e cartazes, enquanto o conhecido volante (flyer) de hoje podia ser facilmente encontrado na antiga Grécia e Roma. Pinturas em muros ou rochas utilizadas como propagandas eram outras formas encontradas no tempo antigo e é utilizada até hoje em várias partes da Ásia, África e alguns países da América do Sul, incluindo o Brasil.

No século XV, foi criada a prensa mecânica, uma invenção de Johannes Gutenberg, que permitiu e facilitou o processo de reproduzir textos e manuscritos. Além disto, esta prensa tornou possível a produção de jornais impressos, elemento fundamental nos primórdios da publicidade. No século XVII, as propagandas começaram a aparecer em jornais semanais na Inglaterra. Esses anúncios eram utilizados para promover livros e jornais, que patrocinavam a imprensa, e medicamentos, que se tornaram muito procurados após algumas doenças terem devastado a Europa. No entanto, falsas propagandas, também conhecidas como quack (termo da época para designar uma pessoa que dizia ter profissionalmente habilidades, conhecimentos ou qualificações que não tinha), tornaram-se um problema, que culminou na regulamentação dos conteúdos publicados nas propagandas.

Com a economia expandindo durante o século XIX, as propagandas cresceram. Nos Estados Unidos, os classificados tornaram-se bem populares preenchendo muitas páginas de jornais com pequenos anúncios de itens variados. O sucesso desse formato de propaganda eventualmente levou ao aparecimento e crescimento da mala direta. Em 1841, a primeira agência de publicidade e propaganda foi criada por Volney Palmer em Boston. A agência criada por Palmer também foi a primeira a cobrar a taxa de 25% de comissão dos jornais para vender espaço publicitário, o que antes era feito apenas por corretores de propaganda. A N. W. Ayer & Son foi a primeira Agência a oferecer todos os serviços de publicidade e assumir responsabilidade pelo conteúdo das propagandas. Ela foi fundada em 1875 na cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos.

Em 1896 e a seguir, a publicidade começa a andar em passos largos. Neste ano, aparece o primeiro rádio do mundo, criado por um físico italiano chamado Guglielmo Marconi. E não muito depois, a indústria automóvel corria a todo vapor e a humanidade via também a eclosão da primeira guerra mundial. Com isto tudo ao mesmo tempo, a publicidade se fez muito necessária. A rádio facilitou e muito a comunicação em massa, a divulgação de anúncios, entre outros. Os automóveis produzidos em larga escala precisaram da publicidade para poderem chegar ao conhecimento do público, e a guerra também precisou de publicidade para poder recrutar pessoas para defenderem seus países.

Na virada do século XIX para o século XX, havia poucas escolhas de carreira para mulheres no mercado. A publicidade e propaganda foi uma das poucas a abrir esse mercado. Como as mulheres eram responsáveis pela maioria das compras feitas em casa, anunciantes e agências reconheceram o valor da mulher nos processos criativos da publicidade. A primeira propaganda norte-americana com apelo sexual foi criada por uma mulher, Helen Lansdowne Resor, para anunciar o sabonete facial Woodbury's. Embora simplória para os dias atuais, a propaganda mostrava um casal com a mensagem: The skin you love to touch (A pele que você adora tocar).

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