Presidente Prudente é um município brasileiro do interior do estado de São Paulo, distante 558 quilômetros da capital estadual. Segundo o censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 225 668 habitantes, sendo o 40º município paulista mais populoso. Sua área territorial é de aproximadamente 561 km².
O município foi emancipado de Campos Novos do Paranapanema (atual Campos Novos Paulista) e Conceição de Monte Alegre (hoje distrito de Paraguaçu Paulista) no início da década de 1920. Seu nome é uma referência ao ex-presidente brasileiro Prudente de Morais (1841-1902), que foi um advogado e político brasileiro, tornando-se o primeiro governador paulista na República (1889-1890).
Quando emancipado, ocupava uma área de mais de quinze mil quilômetros quadrados. De seu território desmembraram-se os municípios de Santo Anastácio (1925), Presidente Venceslau (1926), Rancharia (1935), Martinópolis (1935), Presidente Bernardes (1935), Alfredo Marcondes (1948), Pirapozinho (1948), Anhumas (1953). Nos dias atuais é um dos principais polos industriais, culturais e de serviços do oeste de São Paulo, tanto é que passou a ser conhecida como a Capital do Oeste Paulista.
Foram os índios xavantes, caingangues e guaranis/guaranis-caiuás os primitivos habitantes da área em que hoje está a região oeste do estado de São Paulo. A colonização da área se deu em meados do século XIX, quando teve início um grande fluxo migratório de mineiros para o território paulista, ocasionado pela diminuição do ouro em Minas Gerais e, também, pela Guerra do Paraguai. A colonização do território, porém, não foi pacífica, tendo ocorrido em meio a conflitos com os povos originários da região.
Em 1893 surge uma estrada que ligava Campos Novos do Paranapanema, atual Campos Novos Paulista, ao estado de Mato Grosso, separado de São Paulo pelo rio Paraná. Essa estrada surgiu em meio ao avanço das lavouras de café do Vale do Paraíba para o Pontal do Paranapanema, no extremo oeste paulista. Esse avanço do café foi um dos fatores que incentivaram a ocupação da região por latifundiários. Foram, assim, surgindo diversos loteamentos, bem como propriedades rurais que praticavam a agricultura de subsistência.
Em 14 de setembro de 1917, o coronel Francisco de Paula Goulart, herdeiro da fazenda Pirapó-Santo Anastácio, funda a Vila de Goulart, emancipada de Conceição de Monte Alegre (hoje distrito de Paraguaçu Paulista) e Campos Novos do Paranapanema (atual Campos Novos Paulista) pela lei estadual n° 1 798, de 28 de novembro de 1921, com o nome de Presidente Prudente, em homenagem ao ex-presidente brasileiro Prudente de Morais, que fora também presidente do estado de São Paulo. O novo município se estendia por uma área de mais de quinze mil quilômetros quadrados e ocupava praticamente toda a região do atual Pontal do Paranapanema, limitando-se com os estados do Paraná pelo rio Paranapanema e de Mato Grosso pelo rio Paraná.
Antes, em 19 de janeiro de 1919, tem início o tráfego de trens da Estrada de Ferro Sorocabana. No mesmo ano surge a figura do coronel José Soares Marcondes, que fundou a Vila Marcondes, a leste da linha férrea da Estrada de Ferro Sorocabana, que a separava da Vila Goulart. Também foi fundada a Companhia Marcondes de Colonização, Indústria e Comércio. A lei nº 1 887, de 8 de dezembro de 1922, criou a Comarca de Presidente Prudente, desmembrando-a da Comarca de Assis.
A instalação do novo município foi efetivada em 27 de agosto de 1923, com a posse da primeira Câmara Municipal, presidida pelo coronel Francisco de Paula Goulart. Antes, em 1° de agosto do mesmo ano, assumia a intendência municipal Pedro de Mello Machado, do Partido Republicano Paulista (PRP), nomeado pelo presidente do estado, Washington Luís. O PRP administrou o município ao longo de toda a década de 1920. Em 1924 têm início os serviços de fornecimento de energia elétrica, por meio da instalação uma pequena usina termelétrica, operada pela Companhia Marcondes de Colonização.
Em 29 de abril de 1925, o bispo da Diocese de Botucatu, Dom Carlos Duarte da Costa, cria a Paróquia de São Sebastião, instalada em 24 de maio seguinte com a chegada do padre espanhol José Maria Martinez Sarrion, que foi pároco da referida igreja até 15 de abril de 1951, dia de sua morte. Ainda em 1925 é instituído o primeiro grupo escolar, onde hoje está a ETEC Professor Adolpho Arruda Mello. Em 1928 surge a Inspetoria Distrital de Ensino, em 1932 transformada em Delegacia de Ensino.
Com a Grande Depressão, em 1929, a produção de café no município entra em crise, com a diminuição das exportações para o exterior, e a cultura do algodão entra em cena, atraindo diversas empresas estrangeiras que comercializavam e financiavam pequenos produtores rurais. Mais tarde chegam as primeiras indústrias, voltadas à exploração de madeira e transformação de matérias-primas.
Em 1932 o município participou da Revolução Constitucionalista, que tinha como objetivo derrubar o governo provisório do presidente Getúlio Vargas. Outros fatos notórios da década de 1930 foram a construção da Praça 9 de Julho (1933) e do mercado público municipal (1934) e o lançamento da pedra fundamental para a construção da nova igreja matriz da cidade (1936), que fora inaugurada em 25 de janeiro de 1942 e veio a se tornar catedral em 1960, quando da criação da Diocese de Presidente Prudente pelo Papa João XXIII.
Em 17 de setembro de 1957, é criada a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Presidente Prudente (FFCL), que em 30 de janeiro de 1976 foi incorporada à Universidade Estadual Paulista (UNESP). Nos anos 1960, destaca-se o assassinato do prefeito Florivaldo Leal, ocorrido em 21 de dezembro de 1965.
Em 10 de janeiro de 1972, é fundada a Associação Prudentina de Educação e Cultura (APEC), mantenedora da Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), inicialmente Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente, que teve autorização para funcionar em 3 de outubro de 1972 via decreto presidencial. Outros fatos importantes da década de 1970 são a construção do Museu Municipal (1976), do Parque do Povo (1976) e do calçadão de Presidente Prudente (1979).
Nos anos 1980, chegam à cidade diversas emissoras de TV por satélite e é fundada a TV Bandeirantes Presidente Prudente, em 1982. Na mesma década, a cidade ganha seus primeiros edifícios verticalizados e o comércio passa por um processo de expansão e modernização, com a inauguração do Americanas Strip Center, o primeiro shopping center da cidade. Nos anos 1990, surgem o Prudenshopping, o Hospital Regional de Presidente Prudente e a TV Pontal Paulista, atual TV Fronteira, bem como o camelódromo da cidade, na Praça da Bandeira.
Em 2007, é criado o Centro Cultural Matarazzo, na antiga sede das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM), que hoje abriga a Secretaria Municipal de Cultura. Em 2017, o município festejou seu primeiro centenário de fundação e, como forma de homenagem, foi construída a Praça do Centenário, inaugurada em abril de 2018.
Ao longo de sua história, a predominância do espaço rural foi sendo substituída pelo espaço urbano, para atender às exigências da expansão urbana, dada pelo aumento das atividades produtivas na cidade (indústria, comércio e serviços) e pelo aumento da demanda habitacional.
Presidente Prudente está situado na região oeste do estado de São Paulo, distante 558 quilômetros de São Paulo, capital estadual, e a 979 quilômetros de Brasília, capital federal. Ocupa uma área de 560,637 km² (0,2259% do territorio paulista) e se limita com os municípios de Flora Rica, Flórida Paulista e Mariápolis, a norte; Pirapozinho, Anhumas e Regente Feijó, a sul; Caiabu, a leste; Alfredo Marcondes, Álvares Machado e Santo Expedito, a oeste.
O município está localizado junto à bacia hidrográfica do rio Paraná, tendo em seu território várias sub-bacias de pequenos e médios córregos com papéis importantes em sua configuração, e sendo drenado pelos córregos do Veado e do Cedro, pertencentes à bacia do rio Santo Anastácio; e pelo córrego da Onça e rio Mandaguari, que pertencem à bacia do rio do Peixe. A cidade apresenta-se levemente ondulada com ocorrência contínua de colinas, na grande maioria com divisores constituídos por cursos d’água. O solo é classificado como arenito Bauru, com características agrícolas, o que o torna apto a diversas culturas.