Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) é uma instituição de ensino superior privada e católica brasileira. É mantida pela Fundação São Paulo (FUNDASP), presidida pelo Grão-Chanceler da Universidade e vinculada à Mitra Arquidiocesana da cidade de São Paulo. Suas unidades de ensino estão distribuídas em cinco campi universitários, sendo quatro localizados na capital do Estado de São Paulo: Monte Alegre, Marquês de Paranaguá, Ipiranga e Santana, e um em Sorocaba, no interior do estado.
A PUC-SP constitui uma instituição privada, filantrópica e confessional, mantida pelas mensalidades pagas pelos alunos, cujo ingresso é dado por meio do vestibular, que é de responsabilidade da Coordenadoria de Vestibulares e Concursos da PUC-SP, que também seleciona alunos para outras instituições além da PUC-SP, entre elas a FDSBC - Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Já selecionou alunos para a FMABC - Faculdade de Medicina do ABC e para a Faculdade de Direito de Franca e a Faculdade Israelita de Ciência da Saúde Albert Einstein, todavia, os processos seletivos agora são sediados, respectivamente, pela Fundação Carlos Chagas e pela VUNESP.
Possui reconhecimento nacional e internacional pelo seu ensino e tradição, destacando-se em rankings brasileiros e mundiais de universidades (com as devidas observações aos critérios e metodologias empregadas), figurando na conceituada classificação "QS World University Rankings" de 2018 como sendo a 21ª melhor universidade da América Latina, a 52° melhor universidade dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e, segundo o mesmo ranking, considerada a 5° melhor universidade de todo Brasil, apresentando-se como 1° colocada entre as universidades privadas brasileiras - seguida pela PUC-Rio e a PUC-RS. Além disso, a consultoria britânica também coloca a PUC-SP na posição de 4° melhor universidade brasileira no critério de empregabilidade, expondo-a com a classificação de 19° se observada a América Latina como um todo. Tal qualificação se repete no Ranking de Universidades do MEC, que também coloca a instituição, entre as privadas, em primeiro lugar no Estado de São Paulo e em segundo lugar em todo território nacional. No Ranking Universitário Folha 2017, que é realizado pelo Jornal Folha de S.Paulo, figura na primeira posição entre as universidades privadas do Brasil no que se refere à qualidade de ensino e coloca-se na sétima posição entre as universidades brasileiras com relação à visibilidade no mercado de trabalho, sendo a 4° entre as privadas neste mesmo quesito. Ademais, 15 cursos da PUC-SP são os melhores do país entre as universidades privadas e outros oito estão entre os cinco melhores. Na avaliação do Guia do Estudante, publicação da Editora Abril destinada a referenciar o ensino superior, a PUC-SP possuía, em 2015, nove cursos qualificados com 5 estrelas, a maior nota possível, indicando excelência no ensino principalmente na área de humanidades, tais como: direito, ciências econômicas, ciências contábeis, ciências sociais, comunicação, pedagogia, história e filosofia. No ano de 2017, a PUC de São Paulo tinha sete cursos com cinco estrelas e catorze com quatro estrelas e cinco com três estrelas, obtendo 106 estrelas no total.
A maior parte da produção científica da PUC-SP está voltada para as ciências humanas, em especial as áreas de direito, economia, sociologia, educação e comunicação. Em 2013, a universidade tinha 243 grupos de pesquisa certificados no CNPq. Possui 21 cursos de residência médica, 28 cursos de mestrado acadêmico, 4 cursos de mestrado profissional e 21 cursos de doutorado. Mais de vinte mil dissertações e teses foram defendidas desde 1969. Em números de 2008, entre os docentes, quase 90% eram mestres ou doutores: 56% eram doutores, 29% eram mestres, 6% livre-docentes e 9% especialistas. Em 2010 foi publicado o 3.º Relatório de Autoavaliação Institucional (2008-2010) apontando, entre outros avanços, que naquele período, o nível de escolaridade dos funcionários técnico-administrativos da universidade havia apresentado uma melhor qualificação, em comparação com 2005 e 2009. Houve um aumento de 80% no número de funcionários com escolaridade superior e com pós-graduação, com queda do percentual de profissionais sem escolaridade e com ensino fundamental. Constatou-se também que a partir de 2007 houve uma dinamização do trabalho de formação dos funcionários técnico-administrativos pela Divisão de Recursos Humanos, em função das demandas institucionais. Em 2016, a Universidade foi premiada com sua colocação no Ranking de Empresas Mais, o ranking das maiores companhias do Brasil, em sua segunda edição, realizado pelo Jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), a Agência Broadcast e a Boa Vista Serviços. Segundo um levantamento realizado em 2016, considerando o desempenho econômico e as melhores práticas de gestão (eficiência administrativa), a PUC-SP ocupava naquele ano a 14.ª posição na lista das maiores empresas na área de Educação do país.
Fundada no dia 13 de agosto de 1946 pelo Cardeal-Arcebispo da Cúria Metropolitana de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, nasceu a partir da fusão da Faculdade Paulista de Direito com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, esta fundada em 1908. Foi reconhecida pelo Decreto-Lei nº 9.632, de 22 de agosto de 1946 – recebendo o título de Pontifícia em 20 janeiro de 1947 pelo Papa Pio XII, que nomeou Dom Vasconcelos Motta como primeiro grão-chanceler da instituição.
Nas décadas de 50 e 60 do século XX, a instituição aproveitou-se da infraestrutura recebida das faculdades incorporadas, caso do acervo de bibliotecas e a admissão irrestrita de professores renomados. O maior exemplo foram os professores de filosofia advindos da Faculdade de São Bento, instituição que havia recebido o que foi chamado na época de Missão Belga. Isto é, devido há um convênio com Institut Supérieur de Philosophie da tradicional Universidade de Louvain, a instituição herdou professores como Charles Sentroul, Michel Schooyans, Joseph Comblin, Leonardo Van Acker, entre outros. A Faculdade Paulista de Direito teve nessa época professores que, além de terem cursado direito, fizeram o curso de filosofia da Faculdade São Bento, como o professor e diretor da faculdade Agostinho Neves de Arruda Alvim (1897-1976), o eminente professor e primeiro diretor Alexandre Correia (1890-1984), o professor André Franco Montoro (1916-1999), entre outros. Em 1969, a Universidade criou o primeiro curso de pós-graduação do país e, em 1971, entrou em funcionamento o Ciclo Básico no estudo de Ciências Humanas, proposta pioneira no Brasil.
O desenvolvimento acadêmico e comunitário consolidou-se a partir dos anos 1980, com o aumento de cursos de graduação e a pós-graduação. Em 1983 foi criada a Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae), com a ampliação das atividades em pesquisa (mestrados, doutorados e iniciação científica). Foram implantados os cursos de pós-graduação em Gerontologia, graduação em Relações Internacionais, Comunicação e Artes do Corpo, Multimeios, Tecnologia e Mídias Digitais, Engenharia Biomédica, Gestão Ambiental, Ciências Econômicas com ênfase em Comércio Internacional, sendo esta a primeira graduação do país nessa área. Foi também criado o curso de graduação em Arte: história, crítica e curadoria, e Conservação e Restauro.
Ditadura militar e redemocratização
Durante a época da Ditadura Militar, vários estudantes e professores da PUC-SP participaram de várias manifestações contra o regime, e o então Grão-Chanceler, Dom Paulo Evaristo Arns, admitiu professores de universidades públicas que tinham sido cassados pela ditadura. Nomes como Florestan Fernandes, Octávio Ianni, Bento Prado Jr., José Arthur Giannotti, Celso Furtado e Paulo Freire, perseguidos pela ditadura militar, passaram a fazer parte do quadro de docentes da universidade. Em meados da década de 1970, o curso de filosofia é ameaçado de extinção, sendo que em 1974, a reitoria chegou a anunciar o fechamento do curso. O departamento de filosofia, através de elaboração de relatórios e reorganização administrativa, reage e consegue sustentar a existência do mesmo.