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Peter Jackson

Roteirista, cineasta e produtor cinematográfico neozelandês

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Peter Robert Jackson, ONZ, KNZM (Pukerua Bay, 31 de outubro de 1961), é um cineasta neozelandês. Filho de Bill e Joan Jackson, ambos imigrantes ingleses, ele ficou conhecido por dirigir a trilogia épica O Senhor dos Anéis, adaptada por ele, juntamente com Fran Walsh e Philippa Boyens, da obra homônima de J. R. R. Tolkien. Dirigiu também a história que antecede O Senhor dos Anéis, chamada O Hobbit também baseada num dos livros de J. R. R. Tolkien, The Hobbit: An Unexpected Journey estreou em 14 de dezembro de 2012. A segunda parte (The Hobbit – The Desolation of Smaug) estreou em 13 de dezembro de 2013 e o capítulo final da trilogia (The Hobbit – The Battle of the Five Armies) chegou aos cinemas dia 11 de dezembro de 2014.

Em 2025, anunciou que vai produzir o filme "The Lord of the Rings: Shadows of the past". Com roteiro escrito pelo apresentador de TV Stephen Colbert, ao lado de Peter McGee e Philippa Boyens. A produção deve começar após o lançamento de "O Senhor do Anéis: A caçada a Gollum", dirigido por Andy Serkis, previsto para 2027 .

Um de seus primeiros filmes, um sucesso do gênero Trash, é Braindead (1992). Mais tarde, pelo seu filme Heavenly Creatures (1994), Jackson dividiu uma indicação para o Oscar de Melhor Roteiro Original com sua esposa, Fran Walsh.

Quando um amigo de seus pais presenteou o pequeno Peter Jackson, aos seus oito anos, com uma câmera Super-8, o garoto, que já se divertia tirando fotos, começou a fazer seus próprios filmes, que ele gravava com seus amigos. Eles eram curtos, mas já mostravam uma das características principais do futuro cineasta: efeitos especiais impressionantes e a baixo custo. Jackson começou a desenvolver projetos mais sérios a partir de sua entrada em um concurso local que procurava estimular filmes amadores e infantis. Para esse concurso ele utilizou o recurso de animação em stop motion para criar um monstro arruinando uma cidade, mas infelizmente não chegou a vencer.

Aos 22 anos, um de seus projetos mudou o rumo de sua carreira cinematográfica. O filme trash Bad Taste começou como qualquer outro filme de Peter Jackson: de forma amadora, com poucos recursos e com seus amigos atuando e auxiliando-o. Ele mesmo fez o filme praticamente sozinho, dirigindo, produzindo, filmando e estrelando em vários papéis, inclusive o de herói. Levou cerca de quatro anos para finalizar o filme, que cresceu de meia hora de duração, conforme o planejado, para um longa-metragem de 90 minutos.

O que começou como uma piada, se transformou num clássico. Um amigo de Jackson, que já estava envolvido na indústria cinematográfica, o convenceu que o filme tinha atrativos comerciais, então decidiram levar o resultado final ao Festival de Cannes. Lá, o filme foi aclamado pelos críticos e ganhou vários prêmios. Bad Taste agradou principalmente pelo seu humor bizarro e pelo excesso de efeitos especiais, alguns realísticos, outros hilários graças ao seu visual amador. Os direitos do filme foram vendidos a doze países, e Peter Jackson tornou-se um diretor reconhecido, iniciando então a sua carreira profissional como cineasta.

Diferente de outros diretores neozelandeses, Jackson permaneceu na Nova Zelândia para fazer os seus filmes, fazendo com que Hollywood viesse até ele. Esse foi o início de várias companhias de suporte e produção. Grande parte de seus bens estão localizados na Península de Miramar, em Wellington, e muitos de seus filmes se passam ao redor da cidade.

Um perfeccionista em relação aos seus projetos, Jackson demanda vários takes de cada cena (sempre pedindo "mais um para dar sorte"), exige que sua equipe de efeitos especiais faça o seu trabalhos sem falhas e insiste na fidelidade das miniaturas mesmo nos lados que nunca aparecem. Ao contrário do que se possa imaginar, algumas de suas mais belas tomadas foram tiradas enquanto voava de uma locação à outra, casualmente. Apesar do seu perfeccionismo, tem a reputação de pedir um orçamento mais barato para seus filmes que outros diretores.

O filme que seguiu a finalização da trilogia O Senhor dos Anéis foi o remake do clássico de 1933 King Kong, que inicialmente inspirou Peter Jackson a se tornar um cineasta, aos 9 anos. Segundo foi anunciado, a Universal Studios pagou-lhe 20 milhões de dólares adiantados mais 20% do total da bilheteria. O filme foi lançado em 14 de dezembro de 2005 e o elenco inclui a atriz indicada ao Oscar Naomi Watts, o vencedor do Oscar de melhor ator Adrien Brody, Jack Black, Colin Hanks e Andy Serkis. A produção de King Kong custou mais de 200 milhões de dólares e o corte final tem duração de mais de três horas, superando em ambos os aspectos o filme original de 1933.

Sua atenção então voltou-se para a sua versão cinematográfica do best-seller de Alice Sebold intitulado The Lovely Bones (Uma Vida Interrompida: Memórias de um Anjo Assassinado). O filme foi escrito e dirigido por Jackson, que alegou se sentir aliviado por se afastar um pouco dos épicos de larga escala e voltar a se aproximar aos seus filmes anteriores como Heavenly Creatures. Em 2009, esteve envolvido na produção de Distrito 9, filme surgido após o cancelamento (ainda na fase de script) de sua adaptação cinematográfica do videogame Halo.

Depois de muita pressão e insistência dos fãs que desejavam que o diretor fizesse a história precedente a O Senhor dos Anéis - O Hobbit, Peter Jackson aceitou o desafio e dirigiu o filme, que foi dividido em três partes. A primeira, lançada no final de 2012, chama-se O Hobbit - uma jornada inesperada. A segunda, foi lançada no final de 2013 O Hobbit: a desolação de Smaug. A terceira e última parte: O Hobbit: A batalha dos cinco exércitos, lançada em dezembro de 2014, tirando A Esperança, da saga Jogos Vorazes, do primeiro lugar nos primeiros três dias depois de lançado.

Meet the Feebles (1989): Produtor

Valley of the Stereos (1992): Coprodutor

Jack Brown Genius (1994): Produtor

Heavenly Creatures (1994): Coprodutor

The Frighteners (1996): Produtor

The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001): Diretor

The Lord of the Rings: The Two Towers (2002): Diretor

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