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Pedro de Sousa e Holstein, 1.º Duque de Palmela

Político e militar português (1781-1850)

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Pedro de Sousa e Holstein, 1.º Duque de Palmela, (Turim, Reino da Sardenha, 8 de maio de 1781 – São Mamede, Lisboa, 12 de outubro de 1850) foi um político e militar português do tempo da monarquia.

Líder destacado dos cartistas (facção mais conservadora do liberalismo português), representou Portugal no Congresso de Viena, foi por algumas vezes ministro dos negócios estrangeiros, e ainda, entre 1834–1835, em 1842 e em 1846, presidente do Conselho de Ministros. Para além disso, serviu ainda de embaixador em Copenhaga, Berlim, Roma, Madrid e Londres.

Foi primeiro Conde (1812), primeiro Marquês (1823) e primeiro Duque de Palmela (1833, de juro e herdade desde 1850). Foi ainda o primeiro Duque do Faial (1833) e Conde de Sanfrè, no Reino da Sardenha.

De acordo com a informação constante do Arquivo Nacional da Torre do Tombo:

«Os Sousas do Calhariz, Duques de Palmela, descendem de Isabel de Sousa, filha bastarda de Dom Lopo Dias de Sousa, Mestre da Ordem de Cristo. Para além de Condes, Marqueses e Duques de Palmela, primogénitos e secundogénitos dispõem ainda de títulos como Condes do Calhariz (1823), Marqueses de Sousa Holstein (1855), Marqueses de Monfalim (1861) e Marqueses de Sesimbra (1864).»

Foi 1.º e único Conde e Marquês e 1.º Duque de Palmela, D. Pedro de Sousa e Holstein, Conde de Sanfré no Piemonte, nascido em Turim, em 1781, falecido em 1850, filho de Dom Alexandre de Sousa e Holstein, senhor da Casa dos Sousas, chamados do Calhariz, embaixador de Portugal nas cortes de Copenhaga, Turim, Roma e Berlim, e de D. Isabel Juliana de Sousa Coutinho, da Casa de Alva, depois Marquesa de Santa Iria.»

Antes dele, também o seu pai servira o país como diplomata. Por essa mesma razão, aliás, Palmela nasceu na Itália, e durante a sua juventude, percorreu com a sua família diversas cidades europeias.

Entre 1791 e 1795 frequentou um internato em Genebra, regressando depois a Portugal, onde estudou na Universidade de Coimbra.

A sua posição de herdeiro de Casa importante da Corte obrigava-o a servir na carreira de Armas. Então, ingressou no exército, e em 1806 viajou para Roma, onde o seu pai era embaixador junto da Santa Sé. Como este morreu no exercício das suas funções, Palmela substituiu-o, com apenas 21 anos de idade, tornando-se num dos mais jovens embaixadores portugueses de sempre. Como capitão, exerceu as funções de ajudante do Duque de Lafões.

Durante a sua estadia em Itália conheceu Wilhelm von Humboldt, e iniciou a sua tradução de «Os Lusíadas» para o francês.

Regressou a Portugal em 1806, ocupando-se da administração dos bens que herdara.

Após a ocupação do país pelas tropas napoleónicas, em Novembro de 1807, Palmela continuou integrado no exército, tendo participado activamente nas batalhas travadas para libertar o país do jugo francês.

No entanto, e uma vez que a sua força residia mais na arte da diplomacia do que na das armas, o príncipe regente D. João nomeou-o embaixador em Madrid. Em 1812 tornou-se embaixador em Londres, e em 1815 representou o país no Congresso de Viena (onde defendeu incansavelmente a causa de Olivença, ocupada pela Espanha), tendo retornado a Londres após o encerramento dos trabalhos.

Em 1817 foi chamado a exercer o cargo de ministro dos negócios estrangeiros. Como tal, viajou para o Rio de Janeiro, onde a corte portuguesa se encontrava desde as invasões francesas. No entanto, contrário à presença da corte no Brasil, e não em Lisboa, acaba por se demitir. Só após a Revolução Liberal de 24 de agosto de 1820, e o subsequente regresso do Rei, em 1821, Palmela aceitou o cargo. Nessa altura foi incumbido de viajar ao Brasil e acompanhar o rei no seu regresso triunfal a Portugal.

Em 1824, na sequência da tentativa de golpe de estado conhecida como Abrilada, promovida pela rainha Carlota Joaquina e pelo infante D. Miguel, Palmela foi preso na Torre de Belém sob a acusação de ser líder dos liberais. No entanto, D. João VI viria a libertá-lo, recompensando-o com o título de marquês e o cargo de embaixador em Londres.

Na sequência dos acontecimentos ocorridos após a morte de Dom João VI (com a ascensão e imediata abdicação ao trono de Dom Pedro IV, a criação de uma regência em favor de sua filha Dona Maria da Glória, que deveria casar com o infante Dom Miguel e, por fim, a usurpação do trono por este último, em 1828), Palmela resignou ao cargo de embaixador e dirigiu-se ao Porto, onde se encontrou com Saldanha, tendo desencadeado um movimento revolucionário contra os absolutistas (conhecido como Belfastada).[carece de fontes?] Fracassado este, Palmela compreendeu que os liberais teriam que se equipar convenientemente se quisessem vencer Dom Miguel. Por isso, abandonou Portugal e partiu para Londres, desta feita como exilado político.

Pedro de Sousa e Holstein casou-se, em 4 de junho de 1810, na Ermida do Palácio da Marquesa de Nisa, paróquia do Beato, com Dona Eugénia Francisca Maria Ana Júlia Felizarda Apolónia Xavier Teles da Gama (Lisboa, 4 de janeiro de 1798 – São Mamede, Lisboa, 20 de abril de 1848), filha de Dom Domingos Xavier de Lima, 11.º Almirante da Índia por sua mulher, e de sua mulher Dona Eugénia Maria Josefa Xavier Teles de Castro da Gama, 7.ª Marquesa de Nisa de juro e herdade, 11.ª Condessa da Vidigueira de juro e herdade e 7.ª Condessa de Unhão.

Dom Alexandre Domingos António Maria Bento Raimundo de Sousa e Holstein (Cádiz, 21 de março de 1812 – Ponta Delgada, São José, 21 de junho de 1832), 1.º Conde de Calhariz, solteiro e sem descendência;

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