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Pedro Paulo Rangel

Ator brasileiro

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Pedro Paulo Rangel (Rio de Janeiro, 29 de junho de 1948 — Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 2022) foi um ator, diretor, tradutor e letrista brasileiro.

Filho do casal de funcionários públicos Alzira Marques Rangel e Lélio Rangel, desde cedo esteve envolvido com o teatro e ainda adolescente escreveu a peça Quando os Pais Entram de Férias. Convidado a integrar o elenco da peça infantil "O Bruxo e a Rainha", de Pedro Reis, na Igreja de Santa Terezinha, em Copacabana, conheceu o ator Marco Nanini, com quem fez o curso de Formação de Atores no Conservatório Nacional de Teatro, atual escola de teatro da UNIRIO.

Teve a sua primeira experiência em teatro profissional em 1968, atuando na peça "Roda Viva", de Chico Buarque de Hollanda, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, deslocando-se para São Paulo.

Com o Grupo Oficina fez, em 1969, a peça "Galileo Galilei", de Bertolt Brecht, direção de José Celso Martinez Corrêa; lá Jô Soares conheceu seu trabalho e o levou para fazer "Romeu e Julieta", de W. Shakespeare.

Em 1970 fez seu primeiro protagonista, "Jorginho, o Machão", de Leilah Assumpção, direção de Clóvis Bueno.

Em 1972, atuou na peça Castro Alves Pede Passagem, de Gianfrancesco Guarnieri, e volta ao Rio de Janeiro.

Em 1982, recebeu seu primeiro Prêmio Moliére de melhor ator, por seu trabalho na peça A Aurora da Minha Vida, de Naum Alves de Sousa. Anos depois, ganharia mais dois: em 1989, pela atuação em Machado em Cena – Um Sarau Carioca, de Luís de Lima; e em 1994, por sua interpretação como o Padre Antônio Vieira, no monólogo O Sermão da Quarta-feira de Cinzas, de Moacir Chaves. Este personagem também lhe valeu os prêmios Shell e Mambembe.

Em 1996, recebe o Prêmio Cultura Inglesa pelo "Shylock" de "O Mercador de Veneza" de W. Shakespeare. Em 2004 recebe outro "Prêmio Shell" pelo monólogo "Soppa de Letra".

Em 1969, fez sua estréia na televisão, na Rede Tupi de São Paulo no elenco da telenovela Super Plá, de Bráulio Pedroso. Ainda na Tupi, participaria de mais duas novelas: Toninho on The Rocks, de Teixeira Filho, em 1970 e, Dinheiro Vivo, de Mário Prata, em 1979.

Em 1972, estreou na TV Globo, a convite do ator e diretor Moacyr Deriquém, na telenovela Bicho do Mato, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro. Em seguida, integrou o elenco da novela A Patota, de Maria Clara Machado, contracenando pela primeira vez na televisão com Marco Nanini.

Em 1975, protagonizou o primeiro nu masculino da televisão brasileira, na telenovela Gabriela, adaptação de Walter George Durst. Foi nesse ano também que ganhou seu primeiro protagonista, o jovem aventureiro Carlos de O Noviço, adaptação de Mário Lago. Em 1976, participou de Saramandaia, de Dias Gomes e em 1978, despontou em O Pulo do Gato, de Bráulio Pedroso.

Em 1979, chamado por Walter Avancini, volta à Rede Tupi de São Paulo para fazer a novela "Dinheiro Vivo", de Mario Prata, direção de José de Anchieta.

De volta ao Rio de Janeiro e à Rede Globo em 1981, desta vez, na linha de shows da emissora é convidado por Jô Soares, para integrar o elenco do novo programa do humorista, o Viva o Gordo, no qual interpretou diversos personagens e protagonizou vários esquetes ao lado de Bia Nunnes. A experiência de trabalho com o humor foi tão proveitosa que, anos depois, voltaria a participar de outros programas do gênero, como TV Pirata (1990) e Minha Nada Mole Vida" (2007).

Em 1988, participou da telenovela Vale Tudo, Gilberto Braga, como Audálio Polyana, e no mesmo ano, fez parte do elenco da minissérie O Primo Basílio, também de Gilberto Braga.

No ano de 1991, esteve na minissérie O Sorriso do Lagarto, adaptação de Walther Negrão. Em seguida, encarnou o homossexual Adamastor, na novela Pedra Sobre Pedra (1992), de Aguinaldo Silva, e ainda integrou o elenco de O Mapa da Mina (1993), última novela do autor Cassiano Gabus Mendes.

Seus trabalhos a seguir foram: em 1995, na minissérie Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados, adaptação de Leopoldo Serran; em 1996 na novela O Fim do Mundo (1996), de Dias Gomes; em 1997 na novela A Indomada, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares; em 1998, na segunda versão de Pecado Capital , de Glória Perez, e uma participação especial no primeiro capítulo da novela Torre de Babel, de Silvio de Abreu.

Em 2000, participou: da minissérie A Invenção do Brasil, criada e dirigida por Guel Arraes e Jorge Furtado; da novela O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco; e da minissérie A Muralha, adaptação de Maria Adelaide Amaral.

Em 2002, despontou: na minissérie O Quinto dos Infernos, de Carlos Lombardi, e na novela Sabor da Paixão, de Ana Maria Moretzsohn, logo depois, esteve no elenco da minissérie Um Só Coração (2004), de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.

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