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Pedro Nikolaevich da Rússia

Pedro Nikolaevich Romanov (em russo: Пётр Никола́евич Рома́нов; romaniz.: Piotr Nikoláevich Románov; São Petersburgo, 22

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Pedro Nikolaevich Romanov (em russo: Пётр Никола́евич Рома́нов; romaniz.: Piotr Nikoláevich Románov; São Petersburgo, 22 de janeiro (10 de janeiro no calendário juliano) de 1864 – Antibes, 17 de junho de 1931) foi um grão-duque russo e membro da família imperial russa.

Pedro Nikolaevich nasceu no dia 22 de janeiro (10 de janeiro no calendário juliano) de 1864, em São Petersburgo, filho do grão-duque Nicolau Nikolaevich da Rússia e de sua esposa, a princesa Alexandra de Oldemburgo. Ele tinha um irmão mais velho, Nicolau Nikolaevich.

Sendo um neto do czar Nicolau I, ele detinha o direito ao estilo de tratamento de "Sua Alteza Imperial" e ao título de "Grão-Duque da Rússia".

Recebeu formação militar e, aos 20 anos, iniciou o serviço no Exército, mas teve que interrompê-lo devido à tuberculose. Por motivo de saúde, afastou-se das atividades militares e viveu no exterior por um longo período.

Era um homem calmo, equilibrado, tímido e até mesmo reservado, sempre aparentando estar concentrado e em silêncio. Sua personalidade era marcadamente pacífica, e sua escolha pela carreira militar se deu mais por tradição do que por vocação genuína.

No Exército, dedicou-se à engenharia. Como Inspetor-Geral das Tropas de Engenharia durante a Primeira Guerra Mundial, Pedro Nikolaevich desempenhou um papel fundamental no sucesso das operações das tropas russas. Ele estava no quartel-general de seu irmão, Nicolau Nikolaevich, que foi inicialmente Comandante Supremo e, posteriormente, designado para o Cáucaso. Com sua natureza serena, conseguiu moderar as reações impulsivas de Nicolau Nikolaevich.

No entanto, sua verdadeira vocação estava, sem dúvida, na pintura e na arquitetura. Ele se aventurou nessas áreas e atingiu um nível considerável de profissionalismo. Em 1913, Pedro Nikolaevich participou de exposições promovidas pela Academia Imperial de Artes em São Petersburgo. No campo da arquitetura, demonstrou especial apreço pela construção de igrejas. Entre seus projetos, destaca-se a construção de uma igreja em memória aos soldados russos que perderam a vida durante a campanha de 1904-1905 em Mukden.

Pedro casou-se com a princesa montenegrina Milica Petrović-Njegoš, filha do rei Nicolau I. A cerimônia ocorreu em 26 de julho de 1889 (no calendário juliano) em Peterhof. Após o casamento Milica adotou o nome de Militza Nikolaevna. O casal teve quatro filhos:

Marina Petrovna (1892-1981), casou-se com o príncipe Alexandre Galitzine, sem descendência;

Romano Petrovich (1896-1978), casou-se com a condessa Praskovia Cheremeteva, com descendência;

Nádia Petrovna (1898-1988), casou-se com o príncipe Nicolau Orlov, com descendência;

Sofia Petrovna (1898-1898), morreu na infância.

Em 1907, o irmão mais velho de Pedro, Nicolau Nikolaevich, casou-se com a irmã de Milica, Anastásia, conhecida como Stana. Ambos as irmãs exerceram grande influência na corte imperial no início do século XX, sendo apelidadas de "Corvos Montenegrinos" e "Par Negro" devido ao seu interesse pelo ocultismo. Inicialmente, apresentaram ao casal imperial, o czar Nicolau e a imperatriz Alexandra, um charlatão francês conhecido como Padre Philippe, e posteriormente, o místico Grigori Rasputin.

O príncipe Félix Yussupov, vizinho dos casais em Koreiz, descreveu o Palácio de Znamenka, onde Pedro e a esposa habitavam, como "um ponto central do mal". Estas afirmações espalharam-se pela corte que acreditaram nelas firmemente. A imperatriz viúva, Maria Feodorovna acreditava que o casal conspirava juntamente com Rasputin e outros membros da família para ganhar influência e favores através da imperatriz Alexandra. Contudo, em 1914, a própria imperatriz se referiu a eles como a a "Família Negra" e afirmou sentir-se manipulada por eles.[carece de fontes?]

Enquanto viajava pelos países mediterrâneos, o grão-duque Pedro Nikolaevich fez esboços do palácio que pretendia construir em sua propriedade na Crimeia. Para suas férias, escolheu o local mais acolhedor da costa sul, a vila turística de Miskhor, cujo nome, em grego, significa "lugar do meio". Pedro Nikolaevich imaginou seu futuro palácio inspirado nos antigos templos de Cairo. O projeto do grão-duque foi concretizado pelo renomado arquiteto Nikolay Krasnov.

As terras onde o grão-duque Pedro Nikolaevich decidiu construir o palácio pertenciam anteriormente ao Sr. Polezhaev. Na própria costa, havia uma casa desabitada devido a rachaduras nas paredes, o que tornava o local inseguro. Foi nesse terreno que o palácio do grão-duque foi, posteriormente, erguido.

O Complexo do Palácio Dulber, significa "belo" em árabe. Construído de acordo com o projeto de Krasnov entre 1895 e 1897, o palácio reflete o gosto do grão-duque. Cada detalhe do complexo, desde os mosaicos coloridos até as cúpulas, torres, mihrabs e inscrições em árabe, exala um estilo oriental único.

O grão-Duque passava vários meses de cada ano com sua família em sua propriedade, que era grande e bem equipada, estendendo-se até uma baía tranquila e acolhedora.

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