Neste Dia

Paulo Kogos

Youtuber e ativista brasileiro

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Paulo Hugenneyer Kogos (São Paulo, 20 de maio de 1986) é um youtuber, influenciador digital, economista, empresário e político brasileiro filiado ao Partido Liberal (PL)

É conhecido por ser ativista nas redes de extrema-direita do Brasil, se destacando pelo seu posicionamento libertário e pela defesa pouco ortodoxa das suas ideias. Fortemente associado com a difusão do anarcocapitalismo no Brasil, Kogos deixou de adotar o termo anarcocapitalista para se autodefinir desde agosto de 2023, quando declarou considerar tal termo esteticamente inadequado, indevidamente apropriado por liberais e associado com figuras contrárias às suas crenças religiosas, passando desde então a definir-se como ontolibertário. Kogos também declara-se como católico sedevacantista, conservador nos valores e no "extremo da extrema-direita".

Durante a pandemia de COVID-19 participou das manifestações contrárias ao isolamento social e a favor do então presidente Jair Bolsonaro. Em 2022 se candidatou a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PTB, onde recebeu 33 109 votos, não tendo sido eleito devido ao seu partido não ter conseguido alcançar o quociente eleitoral.

Paulo Kogos nasceu em São Paulo, no dia 20 de maio de 1986, sendo filho único do ginecologista Waldemar Kogos e de Lígia Kogos, uma das mais conhecidas dermatologistas do Brasil, conhecida como a "Rainha do Botox", que conta entre os seus clientes Marcela Temer, Beth Szafir e Amaury Jr.

Kogos possui uma empresa de venda de dermocosméticos, que atua de maneira próxima com os negócios da tradicional clínica de dermatologia da família localizada no bairro dos Jardins, em São Paulo. Sua empresa possui direitos de uso do nome de sua mãe (Lígia Kogos) e atua como revendedor exclusivo de produtos por ela projetados.

Kogos afirma que tem síndrome de Asperger "em algum nível".

Serviço militar e formação acadêmica

Kogos cursou o Curso de Formação de Oficiais da Reserva do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo, na turma de 2005, graduando-se como aspirante a oficial de reserva da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro.

Logo após concluir o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, foi graduado em Administração de Empresas pelo Insper, onde durante sua vida acadêmica também ocupou a posição de Diretor de Redação da revista InsperPost (revista acadêmica institucional do Insper, com gestão conjunta entre a instituição e o corpo discente). Logo após, cursou também pós-graduação em Economia na Universidade Mackenzie.

Em abril de 2020, encontrava-se no segundo ano da graduação em Filosofia, na faculdade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

Kogos afirma que foi sempre politicamente ativo, por influência do avô, perfilando-se sempre na direita, como libertário e anarcocapitalista.

Em 6 de novembro de 2020, em entrevista ao programa Pânico, da emissora Jovem Pan FM, declarou-se no "extremo da extrema-direita", reforçando publicamente sua identificação como anarcocapitalista.

Numa entrevista ao Estadão, declarou-se "anarcocapitalista com tendências monárquicas", afirmando-se contra a democracia, na qual vê "a perda de freios morais e limites éticos". Defende um ideal de sociedade cristã, livre mercado, da ordem e da hierarquia, baseado no princípio da desigualdade social, em que umas pessoas estão mais aptas que outras a servir. O poder seria, assim, exercido por "pequenas governanças feitas por uma elite natural".

Em abril de 2020, afirmava-se visceralmente contra a política partidária, negando ter interesse em disputar uma eleição.

Segundo a Veja, após a veiculação de uma entrevista no site da revista, Kogos teria sido expulso do Club Athletico Paulistano. Kogos nega esta informação, confirmando, no entanto, haver recebido uma advertência verbal por se ter envolvido em uma briga de torcida de futebol, em 2016.

Em 2022, Paulo Kogos filiou-se ao antigo Partido Trabalhista Brasileiro, atual Partido Renovação Democrática, para disputar as eleições para a Assembleia Legislativa de São Paulo, e propôs o pagamento de impostos com bitcoin em São Paulo. Kogos foi criticado durante a campanha por retirar cerca de 100 mil reais do fundo eleitoral, ao qual Kogos é contrário; Kogos alegou que utilizou o fundo para evitar que ele fosse destinado a candidatos de esquerda, pois o dinheiro do fundo já havia sido arrecadado pelo Estado e, caso ele não aceitasse recebê-lo, seria destinado a outros políticos – mas deixou claro que permanecia contra a existência do financiamento estatal de campanhas, e trabalharia contra isso como deputado. Kogos obteve 33 109 votos, sendo o primeiro colocado de seu partido e tendo quase o dobro de votos do segundo; porém, não foi eleito porque seu partido, o PTB, não alcançou o quociente eleitoral.

Em 2024, Paulo Kogos anunciou sua pré-candidatura a vereador de São Paulo pelo União Brasil (UNIÃO). Em seu anúncio de candidatura, Kogos reafirmou sua oposição ao Movimento Brasil Livre, em especial ao deputado Kim Kataguiri, e prometeu lutar dentro de seu partido para que Kim Kataguiri não seja candidato a prefeito de São Paulo.

Pauo Kogos participou de dois pleitos eleitorais, sendo um para deputado estadual pelo Estado de São Paulo em 2022 no qual foi o mais votado de seu partido (a época, o PTB) porém não se elegendo e outro para vereador da cidade de São Paulo em 2024, onde resultou como suplente.

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