Paul Emerson Carlyle Ince (Ilford, 21 de outubro de 1967) é um ex-futebolista e treinador de futebol inglês, com uma passagem de grande destaque pelo Manchester United.
Revelado pelo West Ham United, Ince estreou profissionalmente em 1986, contra o Newcastle United.
Após cinco temporadas coms os Hammers, o volante é contratado pelo Manchester United por um milhão de libras, numa transferência que causou polêmica: ele havia sido fotografado vestindo uma camisa dos Red Devils, e a imagem foi publicada no tabloide Daily Express, rendendo manifestações de protesto da torcida do West Ham. A contratação só foi oficializada em setembro de 1989, quando Ince foi aprovado em um segundo exame médico. Ele disputou seu primeiro jogo como atleta do United na vitória por 5 a 1 sobre o Millwall. Sua temporada de estreia no clube de Old Trafford foi razoável, já que os Devils faturaram a Copa da Inglaterra (seu primeiro título como profissional). Em meados da década de 90, fez parte de um dos melhores times que o United produziu em sua história, juntamente com Peter Schmeichel, Steve Bruce, Denis Irwin, Andrey Kanchelskis, Brian McClair, Mark Hughes, Éric Cantona, entre outros. Em sete temporadas, Ince conquistou dez títulos com os Devils, onde jogou 206 partidas e marcou 25 gols (somando todas as competições, foram 281 jogos e 46 gols).
Depois de sete temporadas vestindo a camisa do Manchester United, Ince é contratado pela Internazionale por sete milhões de libras.
Mesmo tendo jogado em praticamente todas as partidas e de ter tido uma ótima participação, Ince e seus companheiros conseguiram apenas classificar a Inter em 7º lugar no Campeonato Italiano. Na temporada seguinte (1996/97), melhorou ainda mais sua performance e ajudou a equipe a conquistar uma boa 3ª posição, além de ser vice-campeão da Copa da Uefa (atual Liga Europa). Porém, Paul tinha planos de regressar ao seu país após 2 anos na Bota. Na Internazionale, foram 73 partidas, com 13 gols marcados.
Volta ao futebol inglês e polêmica com Le Saux
Sem contrato com a Inter, Ince voltou à Inglaterra em 1997 para defender o Liverpool, a pedido de seu filho Thomas. Os torcedores ficaram divididos com a contratação em decorrência de sua passagem pelo Manchester United. No começo de sua trajetória pelo time da terra dos Beatles, Paul envolveu-se em uma polêmica: na autobiografia publicada por Graeme Le Saux, que jogou a Copa de 1998 juntamente com Ince, o volante teria feito alguns insultos de cunho homofóbico na partida entre os Reds e o Chelsea, time de Le Saux, o que desencadeou uma briga entre ambos, mesmo que o ex-zagueiro não seja homossexual.
Fugindo das polêmicas com Le Saux, Ince fez parte do chamado "Spice Boys" - parte do elenco do Liverpool que tinha, além do volante, o irlandês Jason McAteer e os compatriotas Steve McManaman, Robbie Fowler e Jamie Redknapp - uma homenagem ao grupo feminino Spice Girls. Deixou o Liverpool em 1999, sem conquistar nenhum título.
Aos 31 anos, Ince foi contratado pelo Middlesbrough, e mesmo sentindo o peso da idade, ainda mostrava que sabia jogar em alto nível. No entanto, ficou marcado pelo alto número de cartões amarelos que recebeu: em 3 temporadas, foram 30 punições contra o jogador.
Mesmo sem ter conquistado nada relevante, Ince saiu do Boro praticamente como um ídolo da torcida: foram 107 partidas e 9 gols marcados até 2002, quando foi liberado para atuar por outra equipe.após a chegada do novo treinador Steve McClaren.
Volta à Segunda Divisão inglesa
Pela primeira vez desde a temporada 1989–90, quando atuou em um jogo pelo West Ham (que também fora seu último pelo clube), Ince disputaria a Football League First Division (a antiga segunda divisão inglesa) pelo Wolverhampton Wanderers, que não disputava a Premier League havia 18 anos.
Aos 35 anos, juntou-se a Denis Irwin, seu ex-companheiro de equipe no Manchester United. Comandados por Dave Jones, que viu em ambos um fator importante de experiência para levar o clube de volta à Primeira Divisão, eles lideraram os Lobos rumo à promoção após 19 anos. Mas o sonho do clube durou apenas uma temporada, quando foi rebaixado à segunda divisão no ano seguinte. Como prêmio de consolação, Ince saiu de campo vitorioso contra seu clube do coração, o Manchester United, derrotado por 1 a 0.
Ince pretendia se aposentar no encerramento da temporada 2004–05, porém mudou de ideia e decidiu continuar jogando após a escolha de Glenn Hoddle como novo técnico dos Wolves. Em junho de 2005, renovou seu contrato com o Wolverhampton, mas foi atrapalhado por uma lesão na coxa, que o afastou dos gramados por 4 meses.
Quando a aposentadoria estava praticamente certa, Ince, aos 38 anos, anunciou que jogaria mais uma temporada pela equipe após uma conversa com seu amigo Teddy Sheringham. Com o fracasso de Hoddle no comando técnico do Wolverhampton, o volante ficou fora dos planos do novo técnico Mick McCarthy, deixando o clube após 115 partidas disputadas, com 10 gols marcados.
Final de carreira como jogador e estreia como técnico
Em 2006, faz sua estreia treinador de uma equipe - no caso, o Swindon Town, da Terceira Divisão inglesa; rumores citavam uma possível ida ao Birmingham City ou ao West Bromwich Albion.
Exercendo a função de jogador-treinador, preferiu ficar mais no banco de reservas, orientando o time. Foram apenas três partidas como jogador, sem marcar nenhum gol. Um fator-chave para a vinda de Ince era a amizade de longa data com Dennis Wise, que atuara ao lado dele durante a década de 1990. Após a experiência de ser jogador e treinador ao mesmo tempo, a diretoria do Swindon resolveu rescindir o contrato de Ince por "consenso mútuo".