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Patrick Stewart

Ator britânico

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Patrick Hewes Stewart (Mirfield, 13 de julho de 1940) é um ator britânico de cinema, televisão e teatro. Ele começou a atuar bem cedo, aos 15 anos, chegando na Royal Shakespeare Company em 1966 e permanecendo lá por mais de uma década. Sua grande ascensão ao estrelato veio em 1987, quando assumiu o papel de Capitão Jean-Luc Picard na série de televisão Star Trek: The Next Generation, interpretando a personagem durante todas suas sete temporadas e quatro filmes.

Após The Next Generation, Stewart teve dificuldades em encontrar outros papéis no cinema e na televisão, com a grande exceção sendo a série de filmes X-Men, em que interpretou o Professor Charles Xavier. Desde então, ele tem concentrado seu tempo no teatro, mesmo assim fazendo várias aparições especiais na televisão e trabalhando na dublagem de filmes, séries de televisão e jogos eletrônicos. Em 2010, Stewart se tornou um Cavaleiro do Império Britânico por seus serviços às artes cênicas.

Stewart nasceu a 13 de julho de 1940 em Mirfield, Yorkshire, Inglaterra. Ele é filho de Gladys, uma tecelã e trabalhadora têxtil, e Alfred Stewart, Sargento Regimental Maior do Exército Britânico que serviu com a King's Own Yorkshire Light Infantry e anteriormente havia trabalhado como um trabalhador geral e carteiro.

Numa entrevista em 2008, Stewart disse: "Meu pai era um indivíduo muito potente, um homem muito forte que conseguiu o que queria. Foi dito que quando ele caminhou para a campo de desfiles, os pássaros pararam de cantar. Foi muitos, muitos anos depois que eu percebi como meu pai se inseriu em meu trabalho. Eu deixei crescer um bigode para Macbeth. Meu pai não tinha um, porém quando eu me olhei no espelho antes de subir ao palco eu vi o rosto de meu pai me encarando".

Durante toda a infância, Stewart passou por pobreza e desvantagem, uma experiência que mais tarde influenciou suas crenças políticas e ideológicas. Em 2006, Stewart fez um pequeno vídeo contra violência doméstica para a Anistia Internacional, onde ele lembrava dos ataques físicos de seu pai contra sua mãe e o efeito que isso teve nele como criança, e que ele deu seu nome a uma bolsa de estudo na Universidade de Huddersfield, onde ele é Chanceler, para arrecadar fundos para estudos de pós-graduação sobre violência doméstica. Suas experiências de infância também o levaram a ser o patrono da Refuge, uma instituição britânica para mulheres vítimas de abuso.

Ele cursou a Crowlees Church of England Junior and Infants School. Ele atribui sua carreira como ator a um professor de inglês chamado Cecil Dormand que "colocou uma cópia de Shakespeare nas minhas mãos [e] disse, 'Agora levante-se e interprete'". Em 1951, aos 11 anos, ele entrou na Mirfield Secondary Modern School (agora a The Mirfield Free Grammar), ele continuou a estudar teatro. Aos 15 anos, Stewart saiu da escola e começou a participar de mais de um grupo local de teatro. Ele conseguiu um emprego como um repórter de jornal e escritor de obituários, porém depois de um ano, seu empregador lhe fez um ultimato, escolher entre a carreira jornalística ou a de atuação. Ele se demitiu. Seu irmão conta histórias de que Stewart iria comparecer aos ensaios durante o horário de trabalho, e depois criaria as histórias que ele escrevia no jornal. Stewart também já treinou boxe.

Depois de um período na Manchester Library Theatre, ele se tornou um membro da Royal Shakespeare Company em 1966, permanecendo com eles até 1982. Ele era um Artista Associado da companhia em 1968. Ele atuou ao lado de atores como Ben Kingsley e Ian Richardson. Em janeiro de 1967, ele fez sua estreia na televisão em um episódio de Coronation Street como um Bombeiro. Em 1969, ele teve uma rápida ponta na TV como Horácio, junto com Ian Richardson como Hamlet, em uma interpretação na cena dos cavadores de covas como parte do episódio seis da série Civilisation. Ele fez sua estreia na Broadway como Tom Snout na produção lendária produção de Peter Brook de A Midsummer Night's Dream, depois se mudando para a Royal National Theatre no começo da década de 1980. Com o passar dos anos, Stewart teve vários papéis em grandes séries de televisão sem se tornar conhecido. Ele apareceu como Vladimir Lenin em Fall of Eagles; Lúcio Élio Sejano em I, Claudius; Karla em Tinker Tailor Soldier Spy (Baseado no livro de John Le Carré) e Smiley's People; Cláudio em uma adaptação da BBC de Hamlet. Ele também assumiu o papel principal romântico da adaptação da BBC de North and South, de Elizabeth Gaskell, (usando uma peruca). Ele também foi o protagonista, o Dr. Edward Roebuck, na série Maybury, de 1981.

Stewart também teve papéis pequenos em vários filmes como Rei Leondegrance em Excalibur (1981) de John Boorman, o personagem Gurney Halleck na versão de 1984 de Dune e Dr. Armstrong em Lifeforce (1985).

Apesar de não ser rico, Stewart tinha um estilo de vida bem confortável como um ator, ele descobriu que apesar de uma longa carreira, sua reputação não era grande o bastante para trazer a produção de Who's Afraid of Virginia Woolf? para o West End Theatre. Assim, em 1987, Stewart concordou em trabalhar em Hollywood, depois de Robert H. Justman, produtor da renovação de uma série de televisão há muito tempo cancelada, tê-lo visto atuar na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Stewart não conhecia nada sobre o programa original, Star Trek, ou seu estado icônico na cultura norte-americana. Ele estava relutante em assinar o contrato padrão de seis anos, porém o fez acreditando que a série iria rapidamente ser um fracasso e ele iria poder retornar para Londres e sua carreira no teatro depois de ganhar algum dinheiro.

Star Trek: The Next Generation

Quando Stewart começou a interpretar seu papel de Capitão Jean-Luc Picard em Star Trek: The Next Generation, o Los Angeles Times o chamou de "ator britânico shakespeariano desconhecido". Stewart não estava preparado para as longas horas de uma produção televisiva, tinha dificuldades em se adaptar aos seus colegas de elenco menos disciplinados, e ficava desapontado ao ter de decorar todas as besteiras tecnológicas. Posteriormente ele entendeu melhor as diferenças culturais entre o teatro e a televisão, ficou amigo íntimo de seus colegas de elenco, e passou a gostar muito da fala "contínuo de espaço-tempo". Marina Sirtis credita a Stewart "pelo menos 50% senão mais" do sucesso do programa porque outros emulavam seu profissionalismo e dedicação a atuação.

Além de tê-lo feito um homem rico pelo enorme sucesso do programa—Stewart calculou durante um intervalo de filmagem da série que ele havia ganho mais dinheiro durante aquele intervalo do que durante 10 semanas de Woolf? em Londres—Stewart recebeu uma indicação ao Screen Actors Guild Award para "Melhor Interpretação de um Ator em uma Série Dramática". De 1994 até 2002, ele também interpretou Picard nos filmes Star Trek Generations (1994), Star Trek: First Contact (1996), Star Trek: Insurrection (1998) e Star Trek Nemesis (2002); além de ter aparecido no episódio piloto de Star Trek: Deep Space Nine, "Emissary".

Quando perguntado em 2011 sobre qual era o ponto alto de sua carreira, ele escolheu The Next Generation, "porque mudou tudo [para mim]". Ele também disse que estava muito orgulhoso sobre seu trabalho em The Next Generation, por sua mensagem social e impacto educacional nos espectadores jovens. Ao ser questionado sobre o significado de seu papel comparado a sua carreira shakespeariana, Stewart disse:

Os prêmios que Stewart recebeu inclui os leitores da TV Guide o escolhendo com Cindy Crawford, quem ele nunca havia ouvido falar, como o homem e a mulher "mais audaciosos" da televisão. Stewart considerou isso uma distinção única por causa de sua idade e calvície. Em uma entrevista a Michael Parkinson, ele expressou sua gratidão a resposta de Gene Roddenberry a um reporter que disse, "Certamente eles teriam curado a calvície até o século XXIV", com Roddenberry respondendo que, "No século XXIV, eles não iriam se importar".

Stewart disse que ele nunca teria se juntado a The Next Generation se ele soubesse que a série iria durar sete anos:

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