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Patricia Pillar

Atriz brasileira

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Patricia Gadelha Pillar OMC (Brasília, 11 de janeiro de 1964) é uma atriz, diretora e produtora brasileira. Ela tornou-se conhecida na década de 1980 por suas atuações no cinema e televisão, onde destacou-se por sua versatilidade. Pillar é ganhadora de vários prêmios, incluindo três Prêmios APCA, um Troféu Imprensa e dois Prêmios Qualidade Brasil, além de ter recebido indicações para dois Prêmios Grande Otelo e quatro Prêmios Guarani. Ela recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2013.

Pillar fez sua estreia profissional como atriz na peça O Banho (1981), a qual montou com seu grupo teatral da Casa das Artes de Laranjeiras. Entretanto, sua descoberta deu-se ao protagonizar o filme Para Viver um Grande Amor (1984) ao lado de Djavan como seu par romântico. No ano seguinte, recebeu convite para fazer sua estreia como atriz de televisão na novela Roque Santeiro (1985) interpretando a atriz Linda. Nos anos seguintes, tornou-se presença constante em telenovelas e ficou conhecida, com destaque nas novelas Sinhá Moça (1986), Brega e Chique (1987), Vida Nova (1988), Rainha da Sucata (1990), Salomé (1991) e Renascer (1993).

Ela teve seu primeiro grande reconhecimento crítico ao estrelar o filme A Maldição de Sanpaku (1992), pelo qual recebeu o Prêmio APCA e o troféu do Festival de Brasília. Sua carreira também ficou marcada por protagonizar a novela O Rei do Gado (1996) como a sem-terra Luana Berdinazzi, com êxito de público e crítica. Estrelando o filme Zuzu Angel (2006), obteve sucesso cinematográfico e foi indicada ao Prêmio Grande Otelo e ao Prêmio Guarani como Melhor Atriz. A consagração artística ocorreu ao interpretar Flora Pereira na novela A Favorita (2008), pela qual entrou para o rol das grandes vilãs da teledramaturgia brasileira e recebeu inúmeros prêmios.

Nos anos recentes, fez uma sequência de trabalhos de destaque que fizeram ela se consolidar como uma artista versátil, como a vilã preconceituosa Constância em Lado a Lado (2012), a conflituosa Isabel em Amores Roubados (2014), a empresária poderosa Ângela Mahler em O Rebu (2014), a rica Isabel em Ligações Perigosas (2016) e a engenheira química Cássia em Onde Nascem os Fortes (2018).

Juventude e início da carreira

Nascida em Brasília em 11 de janeiro de 1962, Patricia é filha de Nuno Pillar, um oficial da Marinha do Brasil, e Lucy Gadelha. Em virtude da profissão de seu pai, ela morou em diversos lugares diferentes, como Vitória e Santos, até se fixar no Rio de Janeiro em 1978, com apenas 14 anos de idade. Pillar sempre quis ser atriz, então trabalhava enquanto cursava o ensino médio para pagar aulas de teatro. Aos 16 anos, fez sua primeira foto como modelo. Entre os seus interesses acadêmicos, estava cursar Psiquiatria e Comunicação, sendo que este último ela iniciou as aulas mas desistiu para investir na carreira de atriz.

No início da década de 1980, frequentou durante oito meses as aulas do Tablado, a mais tradicional escola de arte do Rio de Janeiro. Neste período, fez sua estreia nos palcos do teatro. Ela também fez parte da primeira turma da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Fez cursos de atuação com Aderbal Freire Filho, Rubens Correa e Juliana Carneiro da Cunha. Ainda na década de 1980, frequentou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, onde conheceu o diretor Hamilton Vaz Pereira que a levou para os palcos do teatro profissional.

Primeiros trabalhos e avanços (1980—1989)

Como estudante da CAL, realizou algumas montagens teatrais de autores como Victor Brecheret, Fernando Arrabal e Vladimir Maiakovski. Sua primeira peça foi O Banho (1981), de Maiakovski, onde interpretou o pintor Belvedonski. Ela foi dirigida por Hamilton Vaz Pereira em sua fase pós-Asdrúbal Trouxe o Trombone. Ele a dirigiu na peça Tem Pra Gente, Se Invente, em 1983, a colocando em diversos personagens no palco. No ano de 1984, emendou duas peças de teatro. Em A Filha do Presidente, estrelou um enredo político e de tensão social. Já em Morangos e Lunetas, interpretou a protagonista Tainá em uma história infantil e de fantasia. Foi neste ano, também, que fez sua estreia no cinema estrelando com Djavan o romance musical Para Viver um Grande Amor, de Miguel Faria Júnior, onde interpretava uma menina rica que se apaixona por um menino pobre de uma comunidade.

A estreia de Pillar na televisão aconteceu em 1985 na apresentação do programa de videoclipes FM TV, em parceria com Tim Rescala, na TV Manchete. No mesmo ano, foi convidada por Paulo Ubiratan para fazer parte do elenco da TV Globo após ver sua atuação no filme Para Viver um Grande Amor. Ela foi escalada para a nova versão de Roque Santeiro para o papel de Linda Bastos, uma atriz de televisão, ingênua e sem muita instrução que participa da produção do filme sobre a saga de Roque Santeiro. No ano seguinte, atuou na novela Sinhá Moça em um personagem de maior repercussão. Ela interpretou Ana do Véu, uma moça que passou boa parte da trama com o rosto coberto por um véu devido a uma promessa de sua mãe para Santa Rita.

Em Brega & Chique (1987), interpretou a impulsiva e sangue forte Ana Cláudia, uma moça que foi abandonada pelo noivo na porta da igreja no dia do casamento e tenta superar esse episódio de abandono. Ela é uma das filhas da rica Rafaela Alvaray, interpretada por Marília Pêra, que torna-se pobre após o sumiço do pai. No mesmo período, participou do episódio "Verão 87" na série de aventura Armação Ilimitada. No teatro, Hamilton Vaz Pereira a dirigiu em seus principais trabalhos no final da década de 1980, incluindo Amizade de Rua (1985), Estúdio Nagazaki (1986) e O Máximo (1989).

Pillar retornou ao cinema em uma participação especial na comédia Festa (1988), dirigida por Ugo Giorgetti, interpretando uma mulher rica que joga sinuca. Na televisão, apareceu como apresentadora do programa Ciranda, na TVE, e em um episódio do programa Caso Verdade, intitulado "Mocinha e Bandido", como a sequestrada Lúcia. Na telenovela Vida Nova (1988), interpretou a superprotegida Bianca, jovem que tem seu romance com o italiano Bruno (Giuseppe Oristânio) vigiado pelos pais. Em 1989, ao lado de Raul Cortez, viajou pelo Brasil em turnê com a peça O Lobo de Ray-Ban, que contava a história de um ator consagrado que tinha uma crise de afetividade em meio a uma apresentação de William Shakespeare.

Reconhecimento cinematográfico (1990—1999)

A década de 1990 iniciou com seu trabalho na novela das oito Rainha da Sucata, onde interpretou a copeira Adelaide, uma jovem revoltada que luta por seus direitos e acaba se envolvendo com o filho da patroa, para desespero de sua mãe. O seu trabalho seguinte na televisão foi sua primeira protagonista em telenovelas. Em Salomé (1991), ambientada na década de 1930, interpretou a rebelde e ousada Salomé, uma mulher que tem medo de amar e acabar perdendo sua própria liberdade. Sua vida muda quando ela se apaixona por Duda, interpretado por Petrônio Gontijo, que até então era amante da mãe dela, papel de Imara Reis.

Em 1992, ganhou reconhecimento no cinema com o filme policial A Maldição de Sanpaku, no papel da bela Cris, uma jovem que é envolvida por seu namorado em uma perseguição após um golpe. O filme teve repercussão positiva e sua atuação foi elogiada pela crítica. Foi lançado nos importantes festivais de cinema de Gramado e Brasília, saindo premiada como Melhor Atriz neste último. Ela também recebeu o prêmio de Melhor Atriz em Cinema pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Também estrelou a minissérie criminal As Noivas de Copacabana no papel da psicóloga Cinara, noiva do assassino em série Dionato (Miguel Falabella), que, sem levantar suspeitas, é responsável por vitimar uma série de mulheres vestidas de noiva. Pillar participou ainda de dois episódios do programa Você Decide, intitulados "Verdades e Mentiras" e "O Sonho Dourado".

O seu retorno às telenovelas ocorreu em Renascer (1993), na qual interpretou a modelo Eliana, uma mulher sofisticada e paranoica que abandona a carreira para viver ao lado do marido, José Venâncio, personagem de Taumaturgo Ferreira. No entanto, a relação entra em crise, e Eliana acaba se envolvendo com o peão Damião, vivido por Jackson Antunes. Em seguida, fez participação especial nos primeiros capítulos de Pátria Minha (1994), onde interpretou Ester, que acaba morrendo em um acidente ao protestar pelo direito de desabrigados a construírem suas casas. Esteve no filme infantil O Menino Maluquinho (1994), de Helvécio Ratton, no papel da mãe do protagonista. O trabalho lhe rendeu o segundo APCA da carreira, como Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema, além de sua indicação ao 1.° Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante.

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