O Partido Socialista Unido da Venezuela (em castelhano: Partido Socialista Unido de Venezuela), mais conhecido como PSUV, é um partido político fundado em 24 de março de 2007, como resultado da fusão de movimentos sociais e forças políticas que apoiaram a Revolução Bolivariana liderada pelo presidente Hugo Chávez. Atualmente é o partido majoritário na Venezuela, e também o maior partido de esquerda da América Latina e do ocidente em número de filiados, tendo aproximadamente 7,8 milhões de membros em 2020.
Surgiu por iniciativa de Hugo Chávez, inspirado no castrismo, guevarismo e gramscismo e, após sua vitória na eleição presidencial de 2006, para unir todos os partidos que apoiavam a chamada Revolução Bolivariana. Essa articulação obteve relativo sucesso com o apoio do Movimento Quinta República (MVR), e outros partidos de esquerda menores, como o Movimento Eleitoral do Povo (MEP), a União Popular Venezuelana (UPV), o Movimento Revolucionário Tupamaro (MRT), a Liga Socialista (LS), que juntos somaram 45,99% dos votos recebidos por Chávez nas eleições de 2006.
Por sua vez, outros partidos como o Partido Comunista da Venezuela (PCV), o Pátria para Todos (PPT), o Pela Democracia Social (PODEMOS), que obtiveram 14,60% dos votos na eleição citada, decidiram não se fundir ao PSUV.
Em 18 de dezembro de 2006, o Ministro da Comunicação e Informação Willian Lara anunciou a elaboração de uma carta dirigida ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) sobre a proposta de dissolver formalmente o MRV. Chávez salientou a necessidade de fundar um partido unificado capaz de defender com maior força a causa bolivariana.
O partido realizou seu primeiro congresso nacional no início de 2008.
Dos 24 partidos políticos que apoiaram Chávez na eleição presidencial de 2006, 11 deles aderiram ao PSUV. Em 7 de março de 2007, apresentou um projeto gradual para fundar o novo partido até novembro d 2007. O PCV, o PPT e o PODEMOS inicialmente declaram que iriam aguardar a fundação do PSUV, e só então a partir do programa do novo partido decidir pela adesão.
Em 18 de março, Chávez em seu programa Alô Presidente declarou que ele havia “aberto as portas para o Pela Democracia Social, o Pátria para Todos e o Partido Comunista da Venezuela, se eles querem deixar a aliança com Chávez, eles podem deixar-nos em paz.” Na opinião dele, tais partidos são próximos da oposição e devem escolher sabiamente o caminho para sair, “no silêncio, nos abraçar ou atirar pedras.” O PPT, em congresso realizado entre 10 e 11 de abril, optou pela não se dissolver, embora tivesse reafirmado seu apoio político a Hugo Chávez e à Revolução Bolivariana.
Deve-se ressaltar que muitos movimentos da esquerda revolucionária entraram no PSUV e têm uma participação entusiástica e vigorosa em suas lutas. Os mais notáveis são os grupos trotskistas Corrente Marxista Revolucionaria (CMI) e Socialismo Revolucionário (CIT/CWI).
Em março de 2010, Chávez comentou a desfiliação de Henri Falcón, governador do estado de Lara, do PSUV. Na época, Chávez afirmou: "Quem segue Henri Falcón é contra mim" e ainda "O Pátria Para Todos e o Partido Comunista da Venezuela irão desaparecer do cenário político, porque eles são mentirosos e manipuladores”.
Chávez disse que o PSUV "É um partido muito jovem", com seus membros possuindo uma idade média de 35 anos. O objetivo disso é promover uma identificação com o eleitorado jovem que os estimulassem a participar ativamente da política do país. Os analistas concordam, dizendo: “O pressuposto é que os jovens que serão bolivarianos são aqueles cujas famílias foram beneficiadas com programas sociais de Chávez.”
O partido é dirigido nacionalmente por um presidente, vice-presidente, e um conselho de 29 membros da administração: