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Paracatu

Município brasileiro do estado de Minas Gerais

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Paracatu é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizado na Mesorregião Noroeste do estado. Paracatu é o principal município da sua microrregião, sendo um polo atrativo educacional e de trabalho devido à presença de várias instituições de ensino e de empresas. O município de Paracatu está localizado na divisa com o estado de Goiás e a 200 km de Brasília, a capital federal, sendo um importante polo de mineração, com uma mina que está localizada a menos de 2 km do perímetro urbano no Morro do Ouro que produzia 15 toneladas de ouro em 2008.

O município da sinais de desenvolvimento e consumo, com muitos comerciantes e produtores de materiais voltados para agricultura e pecuária (selas, botinas e calçados de couro). Fabricações de doces de leite e de frutas, queijos, quitandas, pão de queijo. Algumas fábricas de cachaça também estão presentes no município. Turismo com cachoeiras, centro histórico com lindas igrejas, museu, centro atendimento ao turista.

"Paracatu" é um termo de origem tupi que significa "rio limpo" ou "rio bom", por meio da junção dos termos pará ("rio") e katu ("limpo", "bom").

Antes da chegada dos portugueses ao continente americano, a porção central do Brasil era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, etc.

Paracatu, desde 1586, já era conhecida por europeus pela primeira bandeira percorrida pela cidade: a bandeira de Domingos Luis Grau. Posteriormente, sucessivas outras bandeiras passaram pela região, como as de Antônio Macedo (1590), Domingos Rodrigues (1596), Domingos Fernandes (1599) e Nicolau Barreto (1602-1604). Entretanto o povoado surgiu efetivamente com a chegada das bandeiras de Felisberto Caldera Brant e de José Rodrigues Fróis com a descoberta das abundantes jazidas de ouro e prata apesar de um certo tipo de povoamento, com o ciclo do couro, ter se iniciado anteriormente. Assim surgiu o Arraial de São Luiz e Sant'Ana das Minas do Paracatu.

O título de Vila do Paracatu do Príncipe foi dado por alvará-régio de dona Maria I, rainha de Portugal, em 20 de outubro de 1798, atendendo a consulta do Conselho Ultramarino. Pertencia à Comarca do Rio das Velhas, com sede em Sabará e passou a denominar-se Vila do Paracatu do Príncipe. No mesmo alvará, foi criado, na vila, o lugar de juiz de fora, civil, crime e órfãos "com os ordenados e emolumentos que vence o juiz de fora de Mariana."

Por carta-régia de 4 de março de 1799, "Sua Majestade foi servida a fazer Mercê ao Bacharel José Gregório de Moraes Navarro do lugar de Juiz de Fora" da villa de Paracatu, tomando este posse em 14 de dezembro de 1799. A primeira Câmara Municipal foi empossada em 18 de dezembro de 1799 e, dela, faziam parte os vereadores sargento-mor Manuel José de Oliveira Guimarães, Francisco Dias Duarte, o capitão José da Silva Paranhos e o procurador da Câmara Luís José de Carvalho.

Em 1840 Paracatu é elevada à cidade e se torna a cabeça da Comarca de Paracatu (capital) , que incluía em seu território cidades tais hoje como Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e cidades ao Norte de Minas.

Segundo a Revista do Arquivo Público Mineiro, no ano de 1800, a vila possuía ao todo 17 450 habitantes. Destes, 1 935 eram brancos, 6 335 mulatos livres e 3 637 eram negros livres. Haviam ainda cativos, 327 mulatos e 5 216 negros.

Devido à sua localização na rodovia entre Belo Horizonte e Brasília, a cidade foi ocupada durante o golpe de Estado de 1964. A Polícia Militar de Minas Gerais assumiu posições defensivas, temendo uma invasão legalista do Batalhão da Guarda Presidencial, que vinha de Brasília para a divisa com Goiás. Os legalistas não cruzaram a divisa, e o combate urbano esperado não ocorreu.

Paracatu é uma das cidades históricas do Estado de Minas Gerais. Tem em torno de seu território cinco quilombos, os quais ainda preservam sua cultura, considerados uns dos mais ricos do estado de Minas Gerais.

A cidade vem se desenvolvendo como um grande polo turístico e cultural, tendo sido tombada em 2010, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio cultural brasileiro.

O principal rio de Paracatu originou o nome do município (Rio Paracatu), pertencendo à Bacia do São Francisco. A região é relativamente seca, com baixa pluviosidade, porém é rica em veredas de buritis, que são as nascentes naturais dos cursos d´água que formam ribeirões e rios. Nas regiões mais planas, com o advento da irrigação, foi necessário a construção de imensos canais para a instalação de pivôs centrais (como é o caso do projeto conhecido como Entre Ribeiros).

Outros rios de grande relevância para o município são o Rio São Marcos, divisor interestadual com o município goiano de Cristalina, o Ribeirão da Batalha (estes pertencentes à Bacia do rio Paranaíba), o Córrego Rico e o Ribeirão Santa Izabel e os rios Escuro e São Pedro. Predomina em Paracatu a vegetação típica do cerrado, com matas de galeria à beira de rios. Pelo fato da abundância e riqueza da flora e fauna na região o ecoturismo vem se mostrando como um grande potencial econômico no local, abrindo espaço para políticas de empreendimentos ecológicos e sustentáveis.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde julho de 1973 a menor temperatura registrada em Paracatu ocorreu no dia 23 de junho de 1976, com mínima de 4,3 °C, enquanto a maior máxima atingiu 40,2 °C em 22 de outubro de 2015 e novamente em 7 de outubro de 2020. O recorde diário de precipitação é de 141 mm em 31 de outubro de 1981. Desde março de 2018, o índice mais crítico de umidade relativa do ar (URA) ocorreu em outubro de 2020, nas tardes dos dias 4 e 7, com URA mínimo de 9%, característico de áreas desérticas, enquanto a maior rajada de vento alcançou 20,1 m/s (72,4 km/h) no primeiro dia de 2021.

Sua população estimada em 2015 era de 91 027 habitantes (IBGE 2015), sendo assim, o município de maior concentração populacional do noroeste de Minas.

Destaca-se em Paracatu a produção agropecuária (principalmente a produção de soja, milho e feijão e a criação extensiva de gado nelore) e a extração de minérios, principalmente o ouro (no Morro do Ouro), o que é feito pela empresa Kinross, sendo a maior mina de ouro do Brasil e a maior a céu aberto do mundo, segundo dados do Ministério Público. Recentemente, o município recebe investimentos na área de biocombustíveis com a instalação de usinas de álcool e açúcar na região do Entre-Ribeiros.

É conhecida como a Terra da Gabiroba, tendo em vista a enorme quantidade dessa fruta no cerrado, principalmente na beira das rodovias.

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