Papua-Nova Guiné, Papua Nova Guiné ou Papuásia-Nova Guiné (em inglês: Papua New Guinea, pronunciado: [ˈpæpə njuː ˈɡɪniː]; em tok pisin: Papua Niugini; em hiri motu: Papua Niu Gini), oficialmente Estado Independente da Papua-Nova Guiné, é um país da Oceania que ocupa a metade oriental da Ilha da Nova Guiné, e uma série de ilhas e arquipélagos, a leste e a nordeste, embora sempre na Melanésia. A única fronteira terrestre que tem é com as províncias indonésias de Alta Papua, Papua e Papua Meridional, a oeste, mas tem fronteiras marítimas com Palau e os Estados Federados da Micronésia, a norte, com as Ilhas Salomão, a sudeste, e com a Austrália, através do mar de Coral, estreito de Torres e mar de Arafura, a sul. A sua capital é Porto Moresby.
A Papua-Nova Guiné é um dos países com maior diversidade cultural no mundo. De acordo com dados recentes, 848 línguas diferentes são listadas no país, das quais 12 não possuem nenhum falante vivo. A maior parte da população, estimada em pouco mais de 7 milhões de habitantes, vive em comunidades tradicionais, que são tão diversas entre si quanto os idiomas. Possui, ainda, um dos menores percentuais de população vivendo em centros urbanos, já que 82% de sua população vive em áreas rurais. O país ainda é pouco explorado, cultural e geograficamente, e muitas espécies existentes em sua flora e fauna ainda são desconhecidas.
O forte crescimento em mineração e os recursos provenientes na exploração deste setor levou o país a se tornar uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, a partir de 2011. Apesar disso, o país enfrenta inúmeros problemas sociais, como a extrema pobreza, e cerca de um terço da população vive com menos de 1,25 dólar estadunidense por dia.
Depois de ter sido governada por três poderes externos desde 1884, a Papua-Nova Guiné estabeleceu sua soberania em 1975, após 70 anos de administração australiana. Tornou-se um reino da Commonwealth em separado. O seu chefe de estado é o monarca britânico, atualmente Carlos III, além de ser um membro da Comunidade das Nações em seu próprio direito.
Há aproximadamente 60 000 anos, os primeiros seres humanos chegaram à Papua-Nova Guiné, provavelmente procedentes do Sudeste da Ásia durante a Idade do Gelo. Eram caçadores-coletores.
Os primeiros europeus a chegarem na ilha foram portugueses (em 1511) e lhe deram o nome de Nova Guiné. Nos anos seguintes, muitos exploradores europeus desembarcaram na ilha, que acabou, em 1885, dividida em três partes: a norte (Nova Guiné) ficou com a Alemanha, a ocidental com a Holanda e a do sul (Papua) com a Grã-Bretanha, que, em 1902, a entregou à administração da Austrália, que se tornara independente no ano anterior. Vencida na Primeira Guerra Mundial (1914–1918), a Alemanha perdeu sua parte, que passou para administração australiana. Ambas as partes, norte e sul, fundiram-se numa só após a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), adquirindo o nome de Papua-Nova Guiné. Em 16 de setembro de 1975, a Papua-Nova Guiné conseguiu sua independência.
A Papua-Nova Guiné pertence à Commonwealth, tendo o rei Carlos III como seu soberano e chefe de estado. O monarca é representado localmente por um governador-geral, que exerce a chefia de estado de fato. Diferentemente de outras ex-colônias britânicas, porém, na Papua Nova Guiné o governador-geral é escolhido pelo poder legislativo local, e não, como em outros casos, apontado pelo executivo.
A Papua-Nova Guiné está subdividida em 19 províncias e um distrito:
Distrito da Capital Nacional (20)
Região Autônoma de Bougainville (14)
A bandeira do país foi adotada em 1 de julho de 1971 na sequência de um concurso para uma nova bandeira ganho por uma jovem de 15 anos chamada Susan Huhume. A bandeira é fendida de negro e vermelho (negro à tralha, vermelho ao batente), apresentando, na parte negra, um Cruzeiro do Sul e, na parte vermelha, uma ave da espécie Paradisaea raggiana. Vermelho e negro são as cores tradicionais de muitas das tribos da Papua-Nova Guiné.
A Papua-Nova Guiné é um estado da Oceania que ocupa a metade oriental da Nova Guiné e algumas ilhas próximas, como a Nova Bretanha, a Nova Irlanda ou o Arquipélago das Luisíadas. A outra metade da ilha de Nova Guiné pertence à Indonésia. Tem uma área total de 462 840 km2 (452 860 km2 terrestre e 9 980 km2 de águas internas). Apenas faz fronteira com a Indonésia: essa fronteira tem 820 km de extensão. A sua costa tem um total de 5 152 km. Seu relevo resume-se em planícies costeiras de baixo relevo ao norte e ao sul, onde é mais extensa, constituída por florestas tropicais densas e rios caudalosos como o rio Fly, o maior deles, que ruma para o sul até o Golfo de Papua, formando um extenso delta juntamente com outros rios; e o rio Sepik, que ruma para o norte da grande ilha.
Todos eles têm suas nascentes na grande cadeia montanhosa que percorre a Nova Guiné de leste a oeste, subdividindo-se secundariamente nos Montes Star, Kubor, Owen Stanley, e Bismark, entre outras cadeias. Seu relevo culmina no Monte Wilhelm (ou Enduwa Kombuglu no idioma local), com 4 509 m de altitude, no centro-norte do país. Entre outras montanhas de consideráveis altitudes acima de 3 000 m que acompanham essas cadeias, muitas são vulcões ativos ou extintos, incorporando a Papua Nova Guiné no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. Essa característica geológica acompanha as outras ilhas menores, principalmente as de Nova Bretanha, Nova Irlanda e Bougainville, com vulcões atingindo até 2 000 m de altitude e com atividade presente. A pluviosidade frequente na quase totalidade do país, que é uma das maiores do mundo, caracteriza o clima equatorial, com vegetação de selva densa e rios sempre perenes.
Meio ambiente e biodiversidade
Três novas espécies de mamíferos foram descobertas nas florestas de Papua-Nova Guiné por uma expedição liderada pela Austrália no início de 2010. Um pequeno wallaby, um camundongo de orelhas grandes e um marsupial parecido com um musaranho foram descobertos. A expedição também teve sucesso na captura de fotos e vídeos de alguns outros animais raros, como os cangurus tenkile e weimang. Quase um quarto das florestas tropicais de Papua Nova Guiné foram danificadas ou destruídas entre 1972 e 2002. O país tem uma pontuação média no índice de integridade da paisagem florestal de 8,84, num total máximo de dez pontos, classificando-se como o 17º melhor entre 172 países. Pântanos de mangue estendem-se ao longo da costa. Árvores como carvalhos, cedros vermelhos, pinheiros e faias estão se tornando predominantemente presentes nas terras altas acima de 3 300 m. Papua-Nova Guiné é rica em várias espécies de répteis, peixes nativos de água doce e pássaros, mas é quase desprovida de grandes mamíferos.
A Papua-Nova Guiné faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem, por objetivo, transformar o Oceano Pacífico numa área de livre-comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania.
Na agricultura, em 2019, o país era um dos 10 maiores produtores mundiais de óleo de palma e coco, entre outros produtos. Em 2018, o país foi o 11º maior produtor mundial de óleo de coco. Na mineração, em 2019, o país era o 15º maior produtor mundial de ouro, o 8º maior produtor mundial de cobalto, além de produzir prata.
Os tribunais e a prática governamental defendem o direito constitucional à liberdade de expressão, pensamento e crença, e nenhuma legislação para conter esses direitos foi adotada. O censo de 2011 afirma que 95,6% dos cidadãos se identificaram como membros de uma igreja cristã. 1,4% não eram cristãos, 3,1% não responderam a pesquisa. Aqueles que não declararam nenhuma religião foram responsáveis, aproximadamente, 0%. Muitos cidadãos combinam sua fé cristã com algumas práticas religiosas indígenas tradicionais.