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Osteoporose

Doença que provoca o desgaste da densidade da estrutura óssea

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Osteoporose é uma doença em que a degradação estrutural e a diminuição da densidade mineral dos ossos aumentam o risco de fraturas ósseas. É a causa mais comum de fraturas em idosos. Entre os ossos que se fraturam com maior frequência estão as vértebras, os ossos do antebraço e a anca. A doença geralmente não manifesta sintomas até à ocorrência de uma fratura. Os ossos podem tornar-se de tal forma frágeis que se fraturam espontaneamente ou à mínima pressão.

A osteoporose pode ter origem num pico de massa óssea inferior ao normal e perda óssea superior ao normal. A perda óssea aumenta após a menopausa devido à diminuição da quantidade de estrogénio. A osteporose pode também ter origem numa série de doenças ou tratamentos, incluindo alcoolismo, anorexia, hipertiroidismo, remoção cirúrgica dos ovários e doenças renais. Alguns medicamentos aumentam o ritmo de perda óssea, entre os quais alguns anticonvulsivos, quimioterapia, inibidores da bomba de protões, inibidores seletivo de recaptação de serotonina e esteroides. A falta de exercício e o tabagismo são também fatores de risco. A osteoporose é definida como a densidade mineral óssea com um desvio padrão 2,5 vezes inferior ao de um jovem adulto. Este valor é geralmente medido por absorciometria bifotónica de raio X na anca.

A prevenção da osteoporose inclui uma dieta adequada durante a infância e evitar os medicamentos que causam a condição. Em pessoas com a doença, a prevenção de fraturas ósseas inclui uma dieta adequada, exercício físico e a prevenção de eventuais quedas. Algumas alterações do estilo de vida podem ser benéficas, tais como deixar de fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A administração de bifosfonato pode ser útil em pessoas com fraturas anteriores causadas pela osteoporose, embora possa ser menos eficaz em pessoas sem historial de fraturas. Existem também outros medicamentos que podem ser úteis.

A osteoporose torna-se mais comum à medida que a idade avança. O risco da doença é maior entre caucasianos e asiáticos. Em pessoas caucasianas, a doença afeta cerca de 15% das pessoas com 50-60 anos e 70% das pessoas com mais de 80 anos. É mais comum em mulheres do que em homens. Nos países desenvolvidos, dependendo do método de diagnóstico, a doença afeta entre 2 e 8% dos homens e 9 e 38% das mulheres. A prevalência da doença nos países em vias de desenvolvimento não é clara. Em 2010, cerca de 22 milhões de mulheres e 5,5 milhões de homens na União Europeia tinham osteoporose. O termo "osteoporose" tem origem nas palavras gregas para "ossos porosos".

Coluna vertebral - Pessoas idosas podem fraturar as vértebras da coluna com frequência. A chamada corcunda de viúva é uma deformação comum e pode até levar à diminuição de tamanho do doente.

Punho - Por ser um ponto de apoio, é uma área na qual as fraturas acontecem normalmente. Os ossos sensíveis têm pouca estrutura para sustentar o peso do corpo quando cai.

Quadril / Anca - As fraturas de pele são difíceis de cicatrizar e podem levar à invalidez. Estudos mostram que em torno de 50% dos que fraturam o quadril não conseguem mais andar sozinhos.

Fêmur - Também muito comum entre os que desenvolvem a doença. É frequente tanto em homens quanto em mulheres, principalmente depois dos 65 anos. A recuperação costuma ser lenta.

A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames sanguíneos e de massa óssea, é percebida apenas quando surgem as primeiras fraturas, acompanhadas de dores agudas. A osteoporose pode, também, provocar deformidades e reduzir a estatura da pessoa.

Quem se encontra em maior risco de desenvolver a doença são:

Consumidores de álcool ou/e café em excesso;

Doenças endócrinas (especialmente na tireoide, paratireoide ou ovários);

Desordens nutricionais (não basta cálcio; vitamina D, proteínas, magnésio e fósforo também são essenciais para ossos saudáveis)

Doenças gastro-intestinais que prejudiquem a absorção de nutrientes;

A osteoporose pode ser um sintoma da síndrome de ativação de mastócitos.

Histórico familiar de osteoporose e osteopenia;

O aparecimento da osteoporose está ligado aos níveis de estrógeno do organismo. O estrógeno - hormônio feminino, também presente nos homens, mas em menor quantidade — ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea.

As mulheres são as mais atingidas pela doença, uma vez que, na menopausa, os níveis de estrógeno caem bruscamente. Com isso, os ossos passam a incorporar menos cálcio (fundamental na formação do osso), tornando-se mais frágeis. Para cada quatro mulheres, somente um homem desenvolve esta patologia.

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