Oscar Maroni Filho (Jundiaí, 27 de janeiro de 1951 — São Paulo, 31 de dezembro de 2025) foi um empresário e psicólogo brasileiro. Foi mais conhecido por ter sido proprietário do "Bahamas Night Club" (São Paulo), bem como por suas recorrentes polêmicas.
Atuou nas áreas de entretenimento adulto, pecuária e hotelaria. Foi editor das revistas Penthouse e Hustler, e promoter de "Showfight", eventos de artes de combate.
Filho de Oscar Milano Maroni e de Maria de Lourdes Costabile, ambos de origem italiana.
Antes de se tornar um empresário no ramo de entretenimento para adultos em São Paulo, formou-se em psicologia e teve seu próprio consultório durante cinco anos.
Começou sua vida profissional em um trailer de lanches. Estudava à tarde e revezava com a sua namorada Marisa Vaccari, a qual conheceu na faculdade e se tornaria sua futura esposa. Hoje estão separados; tiveram quatro filhos.
Era conhecido pelo seu jeito extrovertido e falastrão. Maroni frequentemente aparecia em público com um animal de estimação nos braços: um cachorro da raça maltês chamado de Docinho.
Em 2008, foi candidato a vereador pelo município de São Paulo pelo Partido Trabalhista do Brasil, em uma campanha polêmica para provocar o então prefeito Gilberto Kassab. Recebeu 5 804 votos, não sendo eleito.
Em 2009, o jornalista paulistano Daniel Barbosa, escreveu o livro-reportagem: Oscar: uma crônica maroniana, que aborda fatos da biografia do empresário.
No dia 14 de setembro de 2014, entrou para a sétima temporada do reality show A Fazenda, da Rede Record. Em 02 de outubro de 2014, foi o primeiro eliminado do programa.
Em 2018, se candidatou a deputado federal no estado de São Paulo pelo Partido Republicano da Ordem Social. Recebeu 6 361 votos (0,03%), não se elegendo.
Era proprietário do Bahamas Hotel Club, localizado na rua dos Chanés n.º 571 no bairro de Moema na capital paulista. O Bahamas possui diversas opções de entretenimento para adultos.
O Bahamas foi interditado pela Prefeitura em 2007, sob a afirmação de que o estabelecimento não estava licenciado e que não tinha Certificado de Acessibilidade e Certificado de Manutenção do Sistema de Segurança. Acusado pelo Ministério Público de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas, Maroni ficou detido preventivamente entre 14 de agosto e 2 de outubro de 2007, mas saiu do Distrito Policial da Casa Verde graças a um habeas corpus. Foi julgado em 2011 em primeira instância, e condenado a pena de 11 anos e 8 meses de prisão.
Em junho de 2012, a Justiça de São Paulo negou liminar que permitiria a reabertura da boate. Mas no ano seguinte, a Justiça inocentou Maroni dos crimes ligados à prostituição. Os desembargadores do Tribunal de Justiça entenderam que, embora prostitutas frequentassem o Bahamas, ele não se caracterizava como casa de prostituição. O Bahamas foi reaberto em 16 de setembro de 2013, com licença para "hotel" e "serviços pessoais e estéticos".
Em 2017, foi absolvido pelo STJ, que manteve decisão firmada em 2013 pela 4.ª Câmara Criminal do TJ/SP.
Oscar Maroni construiu o Oscar's Hotel, um prédio de 11 andares, localizado na Rua dos Chanés n.º 621, a 600 metros de uma das cabeceiras da pista do Aeroporto de Congonhas.
Após o acidente com o Voo TAM 3054, o até então prefeito da cidade de São Paulo Gilberto Kassab cassou o alvará de aprovação e construção do hotel, alegando que o hotel colocava em risco as aeronaves e reduzia o tamanho da pista. Maroni protestou durante a interdição do hotel, dizendo ser usado como "bode expiatório" e chamando a medida de Kassab de "eleitoreira".
O COMAR reanalisou a estrutura e localização, chegando a conclusão de que o Oscar's Hotel estava dentro dos padrões exigidos no inicio da obra e não haveria porque demolir o prédio.
O Oscars World é composto por dois hotéis situados a menos de 600 metros do Aeroporto de Congonhas: o "Bahamas Hotel Club", dedicado ao entretenimento para adultos, e o "Oscar's Hotel", que é totalmente independente do primeiro citado, sendo um hotel para executivos.