Onyx Dornelles Lorenzoni GOMM (Porto Alegre, 3 de outubro de 1954) é um político, médico veterinário e empresário brasileiro, filiado ao Progressistas (PP). Foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul entre 2003 e 2023. Durante o governo Jair Bolsonaro, foi ministro-chefe da Casa Civil, ministro da Cidadania, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e ministro do Trabalho e Previdência.
Ganhou notoriedade nacional em 2017, ao assumir que recebera doações via caixa dois da empresa JBS na campanha de 2014. Em 2020, ele admitiu diante da Justiça que os valores ilegais recebidos chegaram a 300 mil reais.
Em 2018, nomeado pelo então presidente Michel Temer, foi ministro extraordinário de coordenação da equipe de transição para o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.
Nas eleições de 2022, foi candidato ao cargo de governador do Rio Grande do Sul, sendo derrotado no segundo turno por Eduardo Leite (PSDB).
Filho de Rheno Julio Fioravante Lorenzoni e Dalva Conceição Dornelles Lorenzoni, formou-se em medicina veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é luterano e pai de quatro filhos, incluindo Rodrigo Lorenzoni.
Iniciou sua carreira política no PL, filiando-se depois ao PFL, partido sucessor da Arena, que sustentava a Ditadura Militar, que depois mudou de nome da DEM (atual União Brasil). Em seus anos como deputado federal, de 2003 a 2018, fez oposição aos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Em 2005, foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial. Foi o primeiro líder do DEM na Câmara dos Deputados do Brasil, em 2007, logo depois da mudança de nome do partido. Presidiu a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados entre 2008 e 2009.
Em fevereiro de 2023, após o encerramento de seu mandato como deputado federal, a Câmara dos Deputados concedeu aposentadoria a Lorenzoni, no valor bruto de aproximadamente 19 mil reais.
Candidaturas à prefeitura de Porto Alegre
Em 2004 concorreu a prefeito de Porto Alegre, ficando em terceiro lugar, com 9,97% dos votos válidos (80.633 votos). Concorreu novamente em 2008, pela coligação DEM-PP-PSC, com Mano Changes como vice. Na segunda tentativa ficou em quinto lugar, com 4,91% dos votos válidos (38.803 votos).
Nas eleições de 2014, realizadas em 5 de outubro, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul para a 55ª Legislatura (2015 — 2019). Em 1 de fevereiro de 2015 assumiu, então, o quarto mandato.
Atuação durante os governos Dilma e Temer
Em 2016, votou a favor do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Em novembro de 2016, posicionou-se contrário a anistia ao caixa 2, juntamente com o deputado Fernando Francischini, o deputado Alessandro Molon, o deputado Vanderlei Macris, o deputado Carlos Sampaio, o deputado Joaquim Passarinho, o Senador Álvaro Dias, e a Senadora Ana Amélia Lemos, no âmbito da discussão sobre as dez medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal. Apesar disso, o próprio parlamentar admitiu, no ano seguinte, ter recebido valores ilegais via caixa 2 da JBS em 2014.
Em outubro de 2016, posicionou-se favorável a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir a prisão para réus condenados em segunda instância, e disse que incluiria dentre as medidas contra corrupção. "O que nós vamos fazer? Vamos trazer pra cá esta decisão do Supremo Tribunal Federal e colocar no relatório final. Ou seja, a partir desse momento, tem uma decisão do STF e daqui alguns meses terá, no Código de Processo Penal brasileiro a mesma decisão corroborada numa lei pelo parlamento brasileiro", disse Lorenzoni.
Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.
Atuação como relator do projeto Dez Medidas
Em 2016, atuou como relator do projeto que visava transformar o projeto conhecido como Dez Medidas contra corrupção, proposto através de iniciativa popular com apoio político do Ministério Público em lei. Durante o processo de discussão da lei foram apresentados três versões do relatório.