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Olga Nikolaevna da Rússia

Filha mais velha do czar Nicolau II e da Imperatriz Alexandra Feodorovna

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Olga Nikolaevna Romanova (em Russo Ольга Николаевна Романова - Ol'ga Nikolayevna Romanova) Nascida em Tsarskoye Selo, 15 de novembro de 1895 – Ecaterimburgo, 17 de julho de 1918) foi a filha mais velha do imperador Nicolau II da Rússia e sua esposa a imperatriz Alexandra Feodorovna.

Ela passou sua infância bem próxima de seus pais, irmãs e irmão. Seu futuro casamento foi assunto de grande especulação no Império Russo, com rumores de pretendentes incluindo o grão-duque Demétrio Pavlovich da Rússia, o príncipe Carlos da Romênia, Eduardo, Príncipe de Gales, e Alexandre, Príncipe Herdeiro da Sérvia. A própria Olga desejava se casar com um russo e dessa forma permanecer em seu país. Ela cuidou de soldados feridos em um hospital militar durante a Primeira Guerra Mundial até não aguentar mais a pressão, subsequentemente cuidando de atividades administrativas do hospital.

Com a Revolução Russa, seu pai abdicou, ela e sua família foram mantidos em cativeiro, até que em Ecaterimburgo, foram assassinados e enterrados em uma vala nas florestas próximas. Pelas décadas seguintes, várias pessoas afirmaram ser membros sobreviventes da família imperial, incluindo Marga Boodts que dizia ser Olga. Seus restos e os de sua família foram encontrados em 1991 e posteriormente identificados através de exames de DNA, sendo enterrados em 1998 na Catedral de São Pedro e São Paulo.

Olga Nikolaevna nasceu no dia 15 de novembro de 1895 no Palácio de Alexandre, Tsarskoye Selo, Império Russo. Era a filha mais velha do imperador Nicolau II da Rússia e sua esposa a imperatriz Alexandra Feodorovna, nascida como princesa Alice de Hesse e Reno, e dessa forma recebeu o título de Grã-Duquesa da Rússia. Ela viria a ter três irmãs mais novas – as grã-duquesas Tatiana, Maria e Anastásia – e um irmão mais novo – Alexei, Czarevich da Rússia. Sua família e amigos geralmente a chamavam de Olga Nikolaevna ou pelos apelidos "Olishka", "Olenka" e "Olya". Dentre seus padrinhos estava sua bisavó a rainha Vitória do Reino Unido. Olga era mais próxima de Tatiana, com quem compartilhava um quarto e muitas vezes se vestiam iguais, ficando conhecidas como "O Grande Par".

Olga era conhecida por seu coração benevolente e vontade de ajudar os outros desde seus primeiros anos, porém também por seu temperamento, honestidade direta e mau humor. Certa vez quando criança ela perdeu a paciência enquanto sentava-se para um pintor, dizendo "Você é um homem muito feio e não gosto de você nem um pouco!" Os filhos de Nicolau foram criados da maneira mais simples possível, dormindo em berços rígidos de acampamento a menos que estivessem doentes, tomando banhos frios todas as manhãs. Os criados chamavam Olga e seus irmãos por seus primeiros nomes ou patronímicos em vez de seus títulos imperiais. Seus tutores e governantas perceberam que a grã-duquesa tinha impulsos autocráticos; certa vez ao visitar um museu onde carruagens estavam sendo exibidas, Olga ordenou que um dos criados preparasse a maior e mais bonita carruagem para que ela pudesse passear. Seus pedidos não foram realizados, muito para o alívio de sua governanta irlandesa Margaretta Eagar.

Ela gostava de ler e, diferentemente de suas irmãs, também gostava de ir para a escola. "A mais velha, Olga Nicolaevna [sic], possuía um cérebro extraordinariamente rápido", escreveu seu tutor suíço Pierre Gilliard, "Ela tinha um grande poder de racionalização, bem como de iniciativa, tinha uma atitude muito independente e um dom para responder rapidamente". Olga gostava de ler sobre política e também jornais, supostamente escolhendo suas leituras a partir da coleção de livros de sua mãe. Quando certa vez ela foi surpreendida pegando um livro antes de Alexandra tê-lo lido, Olga respondeu brincando que a imperatriz deveria esperar até que a grã-duquesa tivesse determinado se o livro era apropriado ou não para leitura.

Apesar de toda sua inteligência, Eagar afirmou que Olga tinha pouca experiência de mundo por ter vivido praticamente reclusa. Ela e as irmãs não compreendiam o conceito de dinheiro, pois nunca tiveram a oportunidade de fazer compras em lojas ou ver propriamente dinheiro sendo trocado de mãos. Certa vez a grã-duquesa achou que um chapeleiro que fora ao palácio lhe tinha dado um novo chapéu como presente. Olga uma vez ficou assustada ao ver um policial prender uma pessoa na rua, achando que ela seria presa por ter se comportado mau com Eagar. Ela chegou a afirmar, durante uma aula de história, que estava feliz de viver na época contemporânea, já que, segundo a própria, as pessoas eram boas e não más como antigamente.

Olga aprendeu sobre a morte em primeira mão quando sua prima, a princesa Isabel de Hesse e Reno, morreu de febre tifoide enquanto visitava a família imperial russa em sua residência polonesa. "As crianças falaram muito sobre a prima Ella [Isabel] e como Deus havia levado seu espírito, e elas entenderam que mais tarde Deus também levaria seu corpo para o céu", escreveu Eagar, "Na manhã de natal quando Olga acordou, ela exclamou 'Deus veio pelo corpo da prima Ella a noite?' Eu fiquei assustada com tal pergunta em uma manhã de natal, porém respondi, 'Ah, não, querida, ainda não'. Ela ficou muito desapontada e disse, 'Pensei que Ele fosse vir para mantê-la no Natal junto Dele'".

"As suas principais características [...] eram uma forte força de vontade e um singular hábito de sinceridade no pensamento e ação", escreveu Anna Vyrubova, amiga da imperatriz, que lembrava do temperamento de Olga e suas lutas para manter-se sob controle. "Qualidades admiráveis numa mulher, essas mesmas características eram ocasionalmente difíceis de lidar na infância, e Olga quando pequena às vezes mostrava-se incontrolável e desobediente". A grã-duquesa idolatrava seu pai e usava um colar com a imagem de São Nicolau. Como suas irmãs e irmãos ela gostava de jogar tênis e nadar com Nicolau durante as férias de verão, frequentemente se confidenciando com ele enquanto faziam longas caminhadas sozinhos.

Apesar de também amar sua mãe, sua relação com Alexandra era um pouco distante durante sua adolescência e início da idade adulta. "Olga é sempre a mais reticente sobre todas as propostas, embora acabe sempre por fazer aquilo que mando", escreveu a imperatriz para o imperador em 13 de março de 1916, "E quando eu sou severa, embirra comigo". Em outra carta, Alexandra reclamou da rabugice, mau humor e relutância da filha em fazer uma visita oficial a um hospital em que ela trabalhou durante a Primeira Guerra Mundial como enfermeira da Cruz Vermelha. Olga ocasionalmente achava cansativa a atitude de sua mãe. A criada Elizaveta Nikolaevna Ersberg contou a sua sobrinha que Nicolau dava mais atenção aos filhos do que a esposa, com a imperatriz frequentemente doente de enxaqueca ou brigando com os criados. Olga reclamou em 1913 com sua avó a imperatriz Maria Feodorovna sobre a invalidez da mãe: "Como de costume, o coração dela não está bem. É tudo tão desagradável". A rainha Maria da Romênia conheceu todas as grã-duquesas quando estas visitaram a Romênia em 1914, comentando em suas memórias que as meninas agiam naturalmente e confidenciavam com ela quando Alexandra não estava por perto, porém quando a mãe chegava "elas pareciam estar sempre atentas às suas expressões como se se certificassem de agir de acordo com os desejos dela".

Quando adolescente, Olga muitas vezes era lembrada por sua mãe de que deveria ser um exemplo para as outras crianças e ter paciência com suas irmãs mais novas e enfermeiras. Alexandra repreendeu a filha de então treze anos em janeiro de 1909 por sua grosseria e mau comportamento. A imperatriz disse que a grã-duquesa deveria ser educada com os criados, que cuidavam bem dela e faziam seu melhor para ela, e que não deveria deixar as enfermeiras "nervosas" quando estava cansada e não se sentindo bem. Olga respondeu afirmando que tentaria ser melhor, mas que seria difícil porque a enfermeira ficava brava e implicava com ela sem motivo. Entretanto, Ersberg disse que os criados algumas vezes tinham boas razões para ficarem irritados com a filha mais velha, já que a grã-duquesa podia ser mimada, caprichosa e preguiçosa. Alexandra brigou com Olga novamente alguns dias depois, dizendo: "Você está ficando grande – não seja tão bravia e não ande por ai e mostre suas pernas, não é bonito. Eu nunca fiz isso quando tinha sua idade ou quando era menor ou até mesmo mais jovem".

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