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Nova Iguaçu

Município brasileiro do estado do Rio de Janeiro

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Nova Iguaçu (pronuncia-se AFI: [ˈnɔvɐ iɡwɐˈsu]) é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país. Localizado na Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, possui o título de Capital da Baixada pelas várias províncias, freguesias e distritos que ao longo dos anos buscaram uma divisão política para municipalidades. Sua população estimativa de 2025 era de 843 220 habitantes, sendo o quarto mais populoso do estado e o 24º mais populoso do país.

É a cidade mais antiga da Baixada Fluminense, sendo considerada a Cidade-Mãe de outras cidades da região. Registrada em 1719, a freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu, ou Nossa Senhora da Piedade do Caminho Velho, depois Iguaçu Velho. Dela surgiram todas as cidades que compõem a Baixada Fluminense e, junto com Niterói, Magé e Itaguaí, são as mais antigas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Possui um dos maiores centros comerciais e financeiros da Baixada Fluminense. Há grandes e modernos conjuntos de edifícios comerciais e residenciais de alto padrão, implicando um grande deslocamento terrestre pelas rodovias, aéreo pelo Aeroclube de Nova Iguaçu que hoje poucas aeronaves de pequeno porte utilizam e também pelo Heliporto.

Está localizada na zona tropical do país e tem uma temperatura média anual de 23,4 °C. Na vegetação original do município predomina a mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2009 foram contabilizados 148 655 veículos. Com 99% de seus habitantes vivendo na zona urbana, o município contava em 2009 com 242 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), segundo dados do censo de 2010, é de 0,713, classificando-se assim como "elevado", porém abaixo da média estadual e nacional no mesmo período, que registravam, respectivamente, 0,761 e 0,727. Neste sentido, Nova Iguaçu é o 41º município com melhor IDHM do estado do Rio de Janeiro.

Dentro do contexto da região metropolitana do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu é historicamente considerada como uma "cidade dormitório". No entanto, a cidade vem se desenvolvendo e mudando seu perfil sócio-econômico. Atualmente, Nova Iguaçu é, juntamente com Duque de Caxias, um polo de atração do deslocamento pendular diário de trabalhadores de todos os demais municípios da Baixada Fluminense, caracterizando-se um núcleo regional dessa porção do Grande Rio. Possui ainda importantes centros de ensino e pesquisa, tais como o CEFET/RJ, SENAI, UFRRJ, UGB, UNESA, UNIABEU, UNIG e Unigranrio.

Além da importância econômica, Nova Iguaçu é um notável centro turístico da Região Metropolitana. A Reserva Biológica do Tinguá e o Parque Municipal configuram-se como grandes áreas de preservação ambiental, enquanto que a Serra do Vulcão, com a prática de voo livre, é um relevante ponto de visitação localizado na zona suburbana. O patrimônio histórico é constituído pelas ruínas de Iguaçu Velho e da Fazenda São Bernardino.

Nova Iguaçu possui importantes centros de cultura, lazer e entretenimento. Há eventos culturais realizados no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, órgão responsável por projetar a vida cultural iguaçuana. O Nova Iguaçu Futebol Clube é um orgulho da cidade, que ainda possui como destaques os Polos Gastronômicos da Via Light, o Baixo Iguaçu e a rua que ficou conhecida como Rua da Lama. Também foi o berço do skate, tendo a primeira pista da América Latina, que está localizada na Praça do Skate.

O vocábulo "Iguaçu" é um termo proveniente do tupi, originalmente ygûasu. Seu significado é "rio grande" ou ainda "água grande", através da junção dos termos y (rio, água) e gûasu (sufixo que forma o grau aumentativo). É uma referência dos índios jacutingas, naturais da região, ao Rio Iguaçu, outrora um rio caudaloso.

Quando foi aportuguesado, o termo grafava-se, à época, Iguassú. Em 1891, a sede de município foi transferida para o arraial de Maxambomba, às margens da Estrada de Ferro Dom Pedro II, e em 1916 passou a se chamar Nova Iguassú, em oposição à antiga sede, que ficou conhecida como Iguassú Velho. Com o Acordo Ortográfico de 1945, o nome foi alterado, finalmente, para Nova Iguaçu.

Antes de os portugueses chegarem ao Rio de Janeiro (em 1503), os índios jacutingas já habitavam a margem ocidental do rio Iguaçu. Esses índios ajudaram os franceses quando eles chegaram à região.

Em torno de 1565, após a expulsão dos franceses da Baía de Guanabara, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada. Havia, àquela época, intensa pirataria promovida por corsários franceses, ingleses e holandeses no litoral da colônia.

Em 1575, o então governador da capitania do Rio de Janeiro, Antônio Salema, reuniu um exército português apoiado por uma tropa de índios catequizados, com o objetivo de exterminar o domínio franco-tamoio que já durava vinte anos no litoral norte da capitania. Temendo perder seus territórios, os índios tamoios, ainda aliados aos franceses, foram praticamente dizimados por conta da insurreição denominada "Guerra de Cabo Frio". As tropas vencedoras exterminaram aproximadamente 500 indígenas, escravizando outros 1 500. Foram condenados à forca dois franceses, um inglês e o pajé tupinambá. Não obstante, as tropas adentraram o sertão incendiando aldeias e matando outros milhares de tamoios. A Guerra de Cabo Frio resultou na completa expulsão dos franceses da região.

No entanto, outros piratas europeus, principalmente ingleses e holandeses, continuaram a piratear o pau-brasil, causando mortes que se provaram inúteis, uma vez que a ausência de colonização no litoral fluminense continuou a proporcionar lucro aos corsários europeus. Não houve interesse da metrópole em colonizar a região do Cabo Frio após este massacre, entretanto os colonizadores decidiram povoar o Recôncavo Fluminense (região em torno da Baía de Guanabara). Começaram a se fixar às margens dos grandes rios da região, em especial os rios Iguaçu, Meriti, Sarapuí, Saracuruna, Jaguaré, Pilar, Marapicu, Jacutinga, Mantiqueira e Inhomirim.

Ainda em 1575, o capitão-mor Belchior Azeredo construiu uma ermida em louvor a Santo Antônio, no sopé de uma colina a 750 metros da maior curva do Rio Santo Antônio, atual Rio Sarapuí, em terras jacutingas. A construção, erguida em taipa, foi determinante para que Belchior Azeredo conquistasse as terras dos índios jacutingas em forma de sesmaria, através do governador Cristóvão de Barros, batizando-as como Engenho Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas. O capitão-mor ainda concedeu a si mesmo uma sesmaria próxima ao Rio Majé, onde construiu um engenho (coordenadas: 22º45'38" S ; 43º23'23" O). Nas décadas posteriores, a pequena ermida foi alçada à categoria de capela-colada, de capela-curada e, finalmente, de igreja-matriz (freguesia), neste local permanecendo por mais de 130 anos, até a década de 1700.

Uma vez a ocupação da bacia dos rios Iguaçu, Sarapuí e Meriti efetivada, o que ocorreu a partir do final do século XVI, as tradicionais trilhas indígenas viraram estradas. Uma delas, a longa trilha dos indígenas jacutingas, foi transformada na Estrada Geral, que ligava a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu (atual Marapicu) à Freguesia de Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas (atual Belford Roxo, próxima à fábrica da Bayer). O leito da estrada é, atualmente, ocupado pela rodovia RJ-105. A velha ponte sobre o Sarapuí era o ponto de junção entre a Estrada Geral e a Estrada Real (atual Avenida Pastor Martin Luther King Júnior). A Estrada Real seguia em direção à Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, passando antes pela Freguesia de São João do Orago do Rio Merity, pelo porto da Pavuna (que por um pequeno período foi distrito da cidade até os anos 20), por Inhaúma e pela Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Irajá.

Esses caminhos constituíram, por longo tempo, a melhor opção terrestre para adentrar o Recôncavo Fluminense, já que o acesso era difícil devido à grande quantidade de pântanos e de rios caudalosos e de considerável largura. Para estabelecer a rota da Estrada Real, foram considerados os melhores pontos para a transposição dos rios Meriti e Sarapuí, observando locais onde estes rios formavam vaus.

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