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Navegação à vela

Navegação à vela (português europeu) ou Navegação a vela (português brasileiro) pode ser definida como a arte de manobra

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Navegação à vela (português europeu) ou Navegação a vela (português brasileiro) pode ser definida como a arte de manobrar as velas de uma embarcação (de flutuação própria) em função do vento (conforme a sua direcção e a sua intensidade) para que possa locomover-se em relação ao rumo que se pretende seguir, em operações que envolvem não somente o velame em si, mas também o(s) mastro(s), a quilha e o leme.

Este tipo de navegação foi utilizada com primazia pela humanidade, até o surgimento da navegação a vapor, originalmente usada como coadjuvante da primeira, até tornar-se o meio de propulsão exclusivo e majoritário a partir de 1845, com a construção do SS Great Britain.

Qualquer veleiro, é sempre constituído por uma parte flutuante, uma parte que lhe permite receber o vento e uma parte direccional, ou seja:

Casco — o que o permite flutuar.

A parte emersa, as obras mortas, para receber o vento, é formada pela:

Mastreação — conjunto dos mastros, vergas e paus;

Velame — conjunto de todas as velas.

A parte imersa, as obras vivas, para reforçar e dirigir, é constituída pela :

Quilha — a espinha dorsal da embarcação ;

Patilhão — peça fixa para equilibrar a embarcação;

Leme — serve a controlar a direcção da nave.

O casco é o invólucro exterior de qualquer embarcação da qual depende a sua flutuabilidade. Um casco pode ser dividido em três partes: fundo — parte mais baixa do casco; costado — parte lateral do casco; encolamento — secção, geralmente curva, de junção entre o fundo e o costado.

A parte emersa também chamada de obras mortas é a parte do casco que fica acima da água e se encontra no convés.

A mastreação é composta pelo mastro, fixo à embarcação pelo estai e pelos brandais, e a sua inseparável retranca, no caso de uma monotipo ligeiro, pois que num grande veleiro refere-se ao conjunto dos mastros, vergas, cesto da gávea e paus de uma embarcação

O velame, o motor do veleiro, é composto pela vela grande (presa ao mastro e à retranca) e pela vela de estai (presa ao cabo que lhe deu o nome). Além destas velas de base pode também citar-se o genoa e o spinnaker (balão).

A vela começou por ser quadrada e em seguida trapezoidal para se tornar triangular, actualmente para se obter uma superfície vélica superior para uma dada altura de mastro começa-se a utilizar de novo a vela aúrica como nos monocascos de corrida.

Em náutica estes termos tem um significado bem próprio já que designam:

Aparelho — o nome dado ao conjunto propulsor dos veleiros: velame, massame e poleame;

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