Nathan Bailey, ou Nathaniel (? — Londres, 27 de junho de 1742) foi um filólogo e lexicógrafo inglês. Foi o autor do "Dicionário Etimológico Universal" (1721), uma publicação muito popular naquele tempo, e um precursor de "Um Dicionário da Língua Inglesa" (1755) de Samuel Johnson.
Sobre a vida de Bailey quase nada se sabe além do fato de ter sido um batista do sétimo dia, admitido como membro em 6 de novembro de 1691 por uma congregação em Whitechapel, Londres. Mais tarde, manteve uma escola em Stepney, East End, onde morreu em 27 de junho de 1742.
Bailey, juntamente com John Kersey, o Jovem, foi o pioneiro da lexicografia inglesa, e mudou o escopo dos dicionários de língua. Uma maior abrangência tornou-se a ambição comum. Até o início do século XVIII, os dicionários ingleses eram geralmente focados em "palavras difíceis" e em suas explicações, como por exemplo, os dicionários de Thomas Blount e Edward Phillips da geração anterior. Com uma mudança de preocupação, para incluir palavras mais comuns e que não fossem de interesse exclusivo dos estudiosos, o número de entradas nos dicionários ingleses aumentou espetacularmente. As inovações foram nas áreas de palavras comuns, dialetos, termos técnicos e vulgaridades. Thomas Chatterton, o falsificador literário, obteve também muitas palavras consideradas medievais com a leitura do dicionário Bailey e Kersey.
An Universal Etymological English Dictionary de Bailey, publicado em 1721, tornou-se o mais popular dicionário em inglês do século XVIII, e teve quase trinta edições. Foi o sucessor de A New English Dictionary de Kersey (1702), e inspirou-se nele. Um volume suplementar de seu dicionário surgiu em 1727, e em 1730 uma edição fólio, o Dictionarium Britannicum contendo muitos termos técnicos. Bailey teve colaboradores, como por exemplo John Martyn, que trabalhou em termos botânicos em 1725.
Samuel Johnson fez uma cópia intercalada para a criação de seu próprio Dictionary of the English Language. A edição de 1755 do dicionário de Bailey trazia também o nome de Joseph Nicol Scott; ela foi publicada anos depois da morte de Bailey, alguns meses depois do dicionário de Johnson ser lançado. Atualmente, geralmente conhecido como dicionário "Scott-Bailey" ou "Bailey-Scott", continha relativamente pequenas revisões feitas por Scott, mas era em grande parte plágio do trabalho de Johnson. O lexicógrafo do século XX, Philip Babcock Gove, atacou-o posteriormente por essas razões. Ao todo, foram lançadas trinta edições do dicionário, a última em Glasgow, em 1802, em reimpressões e versões por diferentes livreiros.
O dicionário de Bailey serviu também de base para os dicionários inglês-alemão. Estes incluíram os editados por Theodor Arnold (3ª edição, 1761), Anton Ernst Klausing (8.ª edição, 1792), e Johann Anton Fahrenkrüger (11.ª edição, 1810).
Bailey também publicou uma cartilha em 1726; All the Familiar Colloquies of Erasmus Translated, 1733, da qual uma nova edição surgiu em 1878; The Antiquities of London and Westminster, 1726; Dictionarium Domesticum, 1736; Seleções de Ovídio e Fedro; e English and Latin Exercises. Em 1883 foi lançado English Dialect Words of the Eighteenth Century as shown in the... Dictionary of N. Bailey, com a introdução de William Axon (English Dialect Society), dando detalhes biográficos e bibliográficos.