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Mulher-Maravilha

Personagem de histórias em quadrinhos publicada pela editora DC Comics

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Mulher-Maravilha (em inglês, Wonder Woman) é uma personagem fictícia de histórias em quadrinhos publicadas pela editora estadunidense DC Comics, filha de Hipólita, rainha das Amazonas. Originalmente é uma super-heroína fictícia de origem greco-romana, alter ego da Princesa Diana de Themyscira, ilha oculta, também conhecida como Ilha Paraíso, local da civilização de amazonas (como as figuras da lenda grega-romana). Como emissária de Themyscira para o Mundo do Homem, assume o pseudônimo de Diana Prince, identidade secreta que ela adotou para se aproximar da humanidade no Universo DC. Membro honorário da Sociedade de Justiça da América, primeiro grupo de super-heróis a aparecer historicamente nas Histórias em Quadrinhos. Na Era Prata, fundadora da Liga da Justiça permanecendo até hoje.

Sua primeira aventura foi na revista All Star Comics #8 de dezembro de 1941, nos Estados Unidos, escrita pelo psicólogo, inventor e escritor William Moulton Marston, com pseudônimo Charles Moulton, co-criada por sua esposa, a advogada Elizabeth Marston e desenhada por Harry G. Peter. A personagem tem sido publicada continuamente desde então. A história tem continuação direta em Sensation Comics #1 de janeiro de 1942. Com o sucesso alcançado, ela ganhou sua própria revista em quadrinhos em maio de 1942, Wonder Woman #1, que foi transferida exclusivamente para a DC Comics em 1944.

Marston desenvolveu a Mulher-Maravilha para ser uma alegoria para a "líder amorosa ideal" ; o tipo de mulher que ele acreditava que deveria governar a sociedade. Nas próprias palavras de Marston: “Francamente, a Mulher Maravilha é uma propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que, acredito, deveria governar o mundo."

Sua história sofreu alterações com o passar dos anos, com retcons, reboots e novas origens. Entretanto, apesar das diferentes origens e dos diferentes uniformes, é possível dizer que a essência da personagem permaneceu a mesma desde sua criação. Filha da Rainha Hipólita da ilha paradisíaca Themyscira, uma civilização de amazonas, a Princesa Diana foi enviada ao “mundo dos homens” para propagar a paz, sendo a defensora da verdade e dos direitos das mulheres . Possuindo habilidades super-humanas e seu famoso laço da verdade e os braceletes de prata.

Membro real da sociedade de Themyscira, teve treinamento rígido pela General Philippus. Seu principal parceiro e interesse amoroso é Capitão Steve Trevor, suas parceiras mirins de equipe são conhecidas como Wonder Girl, suas principais apoiadoras são membros da sororidade Garotas Holliday liderados por Etta Candy.

Criada na chamada “Era de Ouro dos heróis”, mesmo período de Superman e Batman, ela se tornou um sinônimo de mulher poderosa e uma das mais poderosas defensoras da paz e da igualdade, fazendo parte da Santíssima Trindade da DC Comics e muitas vezes funciona como o equilíbrio entre os extremos de O Ultimo Filho De Krypton e O Cavaleiro de Gotham.

Na Era de Prata, até então filha única da rainha, descobre ter uma irmã gêmea chamada Núbia, origem apagada em Crises nas Infinitas Terras. Posteriormente a personagem ganharia ainda outra irmã, Donna Troy, uma jovem resgatada por ela do mundo dos homens e que foi adotada pela Rainha Hipólita.

No final de 2011, quando a DC promoveu um grande reboot de sua cronologia dentro da fase que foi chamada de Os Novos 52, passa ser filha de Zeus, o deus dos deuses greco-romana, e Jasão passa a ser seu irmão gêmeo, origem questionada na fase Renascimento. A época, a nova origem gerou certa controvérsia entre fãs e críticos, muitos dos quais viram como um afastamento das intenções originais do criador e uma tentativa de apagamento das mulheres da franquia e suas histórias enquanto outros viram como forma de modernizar a personagem. Por fim, essa versão da origem da personagem foi descontinuada em 2025 com a publicação de New History of DC Universe, escrita por Mark Waid, voltando com os elementos clássicos de sua origem.

Em 2023, a personagem ganhou uma filha chamada Elizabeth Marston Prince. Criada por Tom King e Daniel Sampere, o nome da personagem é uma homenagem a uma das co-criadoras e em parte inspiração por trás da personagem, Elizabeth Marston (Elizabeth, e a parceira de ambos, Olive Byrne, são creditadas como inspiração para a aparência e personalidade da personagem.)

É considerada uma das mais famosas personagens femininas de todos os tempo e indiscutivelmente a super-heroína mais famosa da cultura ocidental, além de um símbolo feminista.

Seu principal diferencial perante as outras super-heroínas é que ela não é um spin-off de um super-herói masculino (como Supergirl e Batgirl), nem foi criada para ser o interesse de amor de um super-herói masculino (Mulher-Gavião, Miss Marvel, Bulletgirl, Batwoman), parente (Mary Marvel, Mulher-Hulk), token de equipe (Mulher-Invisível, Garota Marvel) ou femme fatale (Mulher-Gato, Viúva Negra).

A Mulher Maravilha também foi adaptada para diversas outras mídias, como jogos de videogame ou desenhos animados. No mundo real, momentaneamente, embaixadora honorária da Organização das Nações Unidas e é considerada um dos maiores ícones da cultura pop do gênero feminino da nona arte e ícone da cultura feminista.

Após trinta séculos, as amazonas ergueram uma civilização longe do mundo dos homens; arte, ciência, esportes e cultura floresciam lado a lado, um verdadeiro paraíso. E mesmo cercada por tanta riqueza, Hipólita ainda carregava um sonho não realizado, a rainha sonhava com uma filha. Afrodite comovida com seu clamor, concedera-lhe um milagre, dando vida a estatua de barro que Hipólita moldou.

Seus poderes se originam diretamente de lá: “Bela como Afrodite, sábia como Atena, forte como Hércules e rápida como Hermes”, descreviam os primeiros quadrinhos.

As revistas em quadrinhos surgiram na década de 1930, criadas por Maxwell Gaines, fundador da editora All-American Publications. Rapidamente se tornaram uma febre, com vendas mensais ultrapassando a casa das 10 milhões de cópias. O sucesso trouxe também um forte grupo opositor, que julgava as histórias como péssimas influências para as crianças. Na mesma época, em uma entrevista 25 de outubro de 1940, realizada pela ex-aluna de Marston, Olive Byrne (sob o pseudônimo de “Richard Olive”) e publicado pela Family Circle, intitulado “Não ria dos Quadrinhos”, William Moulton Marston descrevia o que viu como o potencial educacional das histórias em quadrinhos, um artigo deu sequência a entrevista e foi publicado dois anos mais tarde em 1942. Este artigo chamou a atenção de Max Gaines, que empregou Marston como consultor educacional da National Periodicals of American publications e All-American Publications, duas das companhias que se fundiriam para dar forma a futura DC Comics.

Gaines sentia que faltava algo de novo nas histórias de super heróis que publicava na época e encarregou Moulton de criar um personagem diferente. Moulton, ainda ponderando sobre como seria o personagem, sabia que gostaria que esse novo herói abraçasse o amor e a paz no lugar da violência e guerra, algo tão comum no meio dos quadrinhos. Muito embora os ideais do novo herói estivessem claros na mente de Moulton desde o início, foi Elizabeth Marston, esposa do psicólogo, a responsável por acender a fagulha que levaria a criação da primeira super heroína e da Mulher-Maravilha como a conhecemos.

Marston introduziu a ideia á Max Gaines, cofundador (juntamente com Jack Liebowitz) do All-American Publications. Dado o sinal verde, Marston desenvolveu a Mulher Maravilha com Elizabeth (a quem Marston acredita ser um modelo de mulher não convencional ao que se havia em sua época).

O psicologo e inventor tinha quatro filhos e duas esposas, ambas cultas e independentes. O trio vivia sob o mesmo teto, numa relação consensual. Ele incentivava tanto o movimento sufragista quanto o feminismo, para ele as mulheres deveriam ser tão livres e independentes quanto quisessem, e deveriam ter a opção de continuar os estudos em universidades se assim o desejassem – o que era o caso de Elizabeth, que possuía três diplomas de nível superior, era mãe e trabalhadora. A situação poligâmica também envolve Olive Byrne – outra mulher a inspirá-lo na criação da guerreira amazona e sobrinha de uma importante feminista do século XX Margaret Sanger.

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