Morro da Fumaça é um município brasileiro do estado de Santa Catarina, localizado na região sul do estado, a cerca de 180 km da capital, Florianópolis.
A área que hoje compõe Morro da Fumaça foi originalmente habitada por indígenas do grupo Carijós. A ocupação por colonos europeus iniciou no final do século XIX, com a chegada de famílias vindas da Bielorrússia, que se dedicavam à criação de suínos e agricultura de subsistência.
Por volta de 1910, essas terras foram adquiridas por famílias de origem italiana provenientes de comunidades como Rio Cocal, Rio América, Rio Carvão e Rio Galo, iniciando um processo de colonização agrícola mais estruturado.
O distrito foi criado em 23 de abril de 1931, pertencente ao município de Urussanga. A emancipação político-administrativa ocorreu pela Lei Estadual nº 816, de 27 de abril de 1962.
O nome do município está associado à neblina que cobria um morro da região, dando a impressão visual de fumaça, além das fogueiras acesas por tropeiros que utilizavam o local como ponto de parada.
Morro da Fumaça localiza-se na região sul de Santa Catarina, integrando a Região Metropolitana Carbonífera e a microrregião de Criciúma.
O município possui área territorial oficial de 82,878 km², conforme dados do IBGE (2024). O relevo predominante é plano a suavemente ondulado, característica que favoreceu tanto a ocupação agrícola quanto a expansão urbana em malha regular.
A hidrografia local e as áreas de baixada explicam a ocorrência frequente de neblina nas primeiras horas do dia, fenômeno que está associado à origem do nome do município.
Morro da Fumaça faz divisa com os municípios de Cocal do Sul (norte), Criciúma (oeste), Içara (sul), Sangão e Treze de Maio (leste).
O clima é classificado como oceânico subtropical úmido (Cfb), com chuvas bem distribuídas ao longo do ano.
Conforme a divisão administrativa oficial do município:
O município é servido por importantes eixos de ligação regional:
SC-443 — ligação com Criciúma e Sangão
SC-445 — ligação com Urussanga e Cocal do Sul
BR-101 — localizada a cerca de 6 km do centro urbano
Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna
A economia desenvolveu-se historicamente a partir da indústria cerâmica e da extração de argila, atividades que tornaram o município referência regional na produção de tijolos e materiais de construção.
Com o tempo, a matriz produtiva se diversificou, incorporando confecções têxteis, beneficiamento de arroz, metalurgia leve, fabricação de máquinas, comércio, serviços e agricultura.