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Monte Alto

Município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo

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Monte Alto é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP) no interior do estado de São Paulo. Está a 350 quilômetros da capital paulista. A altitude média da sede do município é de 735 metros. Sua população em 2025 segundo o IBGE era de 48.758 habitantes, o que a faz a 140ª maior cidade do estado. Faz parte do grupo de municípios com IDH elevado, ocupando a 96ª posição no estado de São Paulo. O município é formado pela sede (que inclui o povoado de Ibitirama) e pelo distrito de Aparecida do Monte Alto (no passado chamado Montesina), localizado a 20 Km do centro da cidade.

De onírica imagem a cidade real; assim fez-se Monte Alto. Do sonho de um morador de Jaboticabal que tudo havia perdido em um incêndio surgiu a Cidade Sonho. Porfírio Luís de Alcântara Pimentel era farmacêutico, e teria sido designado cirurgião-mor, pelo imperador Dom Pedro II (fato contestado).

Um dia sonhou que descia um córrego no qual havia um "taimbé" (cachoeira), acima do qual, o planalto extenso era tomado por um cafezal, ladeado pela mata virgem. Vislumbrou também que ao planalto dominava um monte, no alto do qual havia uma igreja, como a de Pirapora do Bom Jesus. Em busca desse lugar, em 9 de dezembro de 1879, ele partiu com o filho Antônio e com amigos. Em 11 de dezembro, dirigiram-se até a casa de Antonio Pinto de Azevedo, caçador de queixada e conhecido como Antonio Silvério, relatando sobre o sonho. O caçador informou-o sobre um "taimbé" na área e foram vê-lo. Venceram o monte e, ao chegarem ao topo, Porfírio teve a certeza de que sonhara mesmo com aquele lugar. Então exclamou aos que o acompanhavam: “Aqui se chamará Bom Jesus de Pirapora das Três Divisas de Monte Alto!”.

Adquiriu, junto ao proprietário Bertholino José Baptista, quatro alqueires de terra para dar início à construção do povoado. Ergueram um cruzeiro e uma construção rústica, coberta com folhas de palmeiras, e, no dia 15 de maio de 1881, em louvor ao Senhor Bom Jesus, com a celebração de uma missa, fundava-se Monte Alto, em território pertencente a Jaboticabal.

Assim, graças ao forte desenvolvimento econômico baseado na cafeicultura, em 1895, apenas 14 anos após a fundação, com o nome atual, Monte Alto tornava-se município, emancipando-se. Naquele tempo, o município possuía 2.450 km² (sete vezes a área atual), fazendo divisas com Taquaritinga, ao sul/sudoeste (1.130 km²), Rio Preto, a noroeste (com 24.500 km², atual São José do Rio Preto), Barretos, a nordeste (5.740 km²) e Jaboticabal, ao leste (1.330 km²), do qual todos estes se originaram. Estendia-se, ao norte, até Tabapuã, inclusive (até 1919), nas divisas com Rio Preto e Barretos, e incluía, total ou parcialmente, áreas dos atuais municípios de Santa Adélia (até 1907), Cândido Rodrigues (até 1914),Catanduva (até 1916), Ariranha e Pindorama (até 1918), Catiguá e Novais (ambos desmembrados de Tabapuã - até 1919), Fernando Prestes e Palmares Paulista (até 1935) e Vista Alegre do Alto (até 1959).

A criação da Comarca de Monte Alto deu-se em 1928. Pertenceriam a ela, além de Monte Alto, mais três municípios: Pirangi, Paraíso e Vista Alegre do Alto (como município, após a sua emancipação). O primeiro juiz foi Carlos Kiellander e o primeiro promotor público foi Maurílio Correa Giudece.

Antes da fundação do que seria a sede do município, além de algumas fazendas já existia o núcleo populacional de Aparecida de Monte Alto (atualmente Distrito). Desde o passado remoto (do qual há vestígios no Museu Arqueológico municipal), a região foi povoada pelos caingangues, sendo que, no início do desbravamento, casamentos intergrupos eram usuais, principalmente entre os homens caucasianos e indígenas.

Durante os primeiros anos da instalação do município de Monte Alto, tal como no Brasil, de modo geral, não existia Prefeitura Municipal e sim apenas a Câmara Municipal. Assim, o cargo mais importante era o do Presidente da Câmara, sendo exercido pelo vereador mais idoso, experiente e mais reconhecido pelos seus pares, em eleição indireta (realizada apenas entre os vereadores). Ao menos em Monte Alto, o cargo de Intendente, interlocutor entre a população e a Câmara, foi inicialmente, exercido pelo vereador mais jovem, igualmente eleito de forma indireta e que acumulava o cargo de Secretário da Câmara.

Posteriormente, a denominação do cargo mudou de Intendente para Prefeito, continuando sendo sua escolha de forma indireta. Apenas com a ascensão de Vargas ao poder é que a relação muda, sendo extintas as Câmaras Municipais e os Prefeitos escolhidos por indicação. Em 1936 é que ocorrem as primeiras eleições para Prefeito, que voltam a ocorrer apenas após a Era Vargas.

Monte Alto foi construída exatamente sobre o divisor de águas entre a bacia hidrográfica do Mogi Guaçu e a bacia hidrográfica do Turvo/Grande. A altitude média é de 735 m, entretanto, alguns pontos ultrapassam os 800 m. O Município de Monte Alto é considerado um divisor topográfico, tem uma rica e vasta rede hidrográfica com 670 nascentes, distribuídas em três grandes compartimentos hídricos ou Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (UGRHI): na 9 (Mogi Guaçu - Córrego Rico), na 15 (Turvo/Grande - Rio Turvo e afluentes) e na 16 (Tietê/Batalha - Ribeirão dos Porcos) e integra o CBH‑TG (Comitê da Bacia Hidrográfica do Turvo/Grande).

O município é referência nacional em Paleontologia. Possui um museu (Museu Histórico e Paleontológico de Monte Alto) que abriga centenas de fósseis de dinossauros e animais pré-históricos encontrados na região.

Pertencem a Monte Alto o distrito de Aparecida do Monte Alto (ex-Montesina), administrado por um subprefeito, e o povoado de Ibitirama, na continuação do bairro Alvorada.

SP-305, Rodovia José Pizarro, de Jaboticabal a Monte Alto

SP-323, Rodovia José Della Vechia, de Taquaritinga a Pirangi

Monte Alto possui o clima tropical de altitude, que se evidencia acima dos 600m e se caracteriza por apresentar verões chuvosos e quentes e invernos secos e frios, em que geadas e temperaturas muito próximas do ponto de congelamento não são incomuns. Segundo a classificação climática de Köppen, Monte Alto possui o clima Cwa, que é assim caracterizado: a primeira letra, que é “C” e é sempre maiúscula, informa que se trata de um clima mesotérmico, com a temperatura média do mês mais frio inferior a 18 °C e superior a –3 °C e que há pelo menos um mês em que a temperatura média é igual ou superior a 10 °C. A segunda letra, que é “w” e é frequentemente minúscula, explicita que as chuvas ocorrem predominantemente no verão, e que o mês menos chuvoso tem precipitação inferior a 60mm. A terceira letra, que é “a” e é sempre minúscula, indica que os verões são quentes, com a temperatura média do mês mais quente igual ou superior a 22 °C.

A população montealtense, até o começo do século XX, era formada majoritariamente por portugueses e seus descendentes. Até mesmo o fundador de Monte Alto, Porfírio Luís de Alcântara Pimentel, era descendente de portugueses. Houve também a chegada de muitos nordestinos, descendentes de portugueses, cuja migração não se confunde com as grandes migrações nordestinas iniciadas sobretudo a partir da década de 1950.

A partir da década de 1920 começam a chegar os italianos e os alemães. Pouco depois chegam os japoneses. Assim, italianos, alemães e japoneses alterariam a composição da população e seriam discriminados pela então elite montealtense, especialmente durante a Segunda Grande Guerra. Dedicar-se-iam principalmente à agricultura e posteriormente, pouco a pouco, à indústria.

Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 33.686 brancos (70,81%), 11.107 pardos (23,35%), 2.364 pretos (4,97%), 391 amarelos (0,82%) e 24 indígenas (0,05%).

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