Mirko Bortolotti (Trento, 10 de janeiro de 1990) é um automobilista italiano que atualmente compete na Deutsche Tourenwagen Masters pela equipe Abt Sportsline, e é piloto de fábrica da Lamborghini. Foi campeão da Fórmula Três Italiana em 2008, da Fórmula Dois da FIA em 2011, da Eurocup Mégane Trophy em 2013, da Blancpain GT Series Endurance Cup em 2017, e da DTM em 2024. Também venceu as 24 Horas de Daytona na classe GTD em 2018 e 2019, as 12 Horas de Sebring em 2019 pela classe GTD, e as 24 Horas de Spa em 2025.
Depois de alguns anos de sucesso no karting, Mirko Bortolotti iniciou a sua carreira nos monolugares em 2005, pilotando na Fórmula Glória Itália, obtendo um pódio no seu evento de estreia. Mais tarde competiu no Campeonato de Inverno de Fórmula Renault 2.0 Itália, sendo que em 4 corridas a sua melhor classificação foi um 5º lugar.
Mirko Bortolotti foi nomeado piloto oficial da Federação Italiana de Desporto Motorizado para 2006, indo para uma época excelente na Fórmula Azzurra. Somou uma vitória, cinco pódios e 7 poles, acabando como melhor rookie e falhando o campeonato por pouco. Voltou a competir no Campeonato de Inverno de Fórmula Renault 2.0 Itália, mostrando melhorias em relação à época transacta, acabando o campeonato em 4º, com um pódio e uma volta mais rápida no campeonato. Competiu também contra o seu futuro rival na Fórmula 2 FIA em 2009 Nicola de Marco no campeonato.
Em 2007, Mirko Bortolotti passou à Fórmula 3 Itália, acabando a sua primeira corrida no pódio. Acabou no pódio mais seis vezes ao longo da época, incluindo uma vitória dominadora no Mugello, liderando do princípio ao fim. Acabou o campeonato em 4º lugar.
Mirko Bortolotti competiu novamente na Fórmula 3 italiana em 2008, acabando em segundo 3 das primeiras 4 corridas antes de ir para uma série de 7 vitórias consecutivas em corrida, quatro delas partindo da pole. Mirko Bortolotti somou ainda mais duas vitórias no seu título de pilotos, tendo acabado fora do pódio apenas uma vez em toda a época.
Em 2009, Bortolotti disputou a temporada inaugural do Campeonato de Fórmula Dois da FIA. Correndo no carro de número 14, o italiano obteve sua vitória em Brno, conquistando outros cinco pódios, e se classificando na quarta colocação, com 50 pontos. Após um ano ausente, retornou em 2011, fazendo uma temporada avassaladora. Ao todo, foram 14 pódios em 16 corridas, com o pior resultado sendo um sexto lugar em Magny-Cours, e vitórias em Silverstone, Spa-Francorchamps, Nürburgring, Monza e Barcelona. Foi no lendário autódromo italiano que Bortolotti se sagrou campeão da Fórmula Dois, terminando o ano com sete vitórias e 298 pontos, 123 a mais do que Christopher Zanella, o vice-campeão.
Em 2010, Bortolotti se juntou à Addax Team para disputar a temporada inaugural da GP3 Series, tendo como companheiros o brasileiro Felipe Guimarães e o mexicano Pablo Sánchez López. Mirko pontuou em cinco etapas, tendo como destaque o segundo lugar em Monza, seu único pódio na categoria. Ele somou dezesseis pontos, se classificando em 11º lugar.
Depois da sua impressionante campanha na Fórmula 3 italiana, Mirko Bortolotti foi convidado para um teste com o carro de Fórmula 1 da Scuderia Ferrari F2008 em Fiorano. Foi novamente notável, estabelecendo um recorde não oficial de volta para o carro, e correu, devidamente seguido, no novo carro de A1GP, antes de ter sido convidado para se juntar à prestigiada Red Bull Junior Team. Ele chegou a ser cotado para substituir Felipe Massa em 2009, estando numa lista com mais vinte pilotos tratada como irônica pela mídia, que também tinha os nomes dos brasileiros Nelsinho Piquet e Bruno Senna, além de Giancarlo Fisichella, que acabou ficando com a vaga. Em dezembro de 2009, Bortolotti testou pela Toro Rosso em Jerez, fazendo o nono melhor tempo, e chegou a ser cotado para pilotar pela equipe na F1. Mas ele se afastou da RBJT no início de 2010 para se juntar à Ferrari Driver Academy, contudo, a parceria acabou no final daquele mesmo ano.
Como prêmio por ter vencido a Fórmula Dois de 2011, Bortolotti ganhou o direito de testar um carro da Williams. O teste aconteceu em novembro, no Circuito de Yas Marina, com o italiano sendo acompanhado por Valtteri Bottas. Mirko correu na quinta-feira e fez o sétimo melhor tempo.
Após ser afastado da FDA, Bortolotti afirmou que mudaria seu foco para outras categorias de automobilismo, incluindo protótipos e turismo, salientando que era "um piloto, não um sonhador". A transição se concretizou em 2012, quando ele competiu na ADAC GT Masters. No ano seguinte, foi campeão dominante da temporada derradeira do Troféu Eurocup Megane. Em 2016, se tornou piloto de fábrica da Lamborghini. Em 2017, o italiano foi campeão da Blancpain GT Series Endurance Cup. Em novembro desse mesmo ano, se tornou notícia por ter se envolvido num engavetamento durante a etapa de Macau da Copa do Mundo de Turismo. Em 2020, passou a ser piloto de fábrica da Audi, mas no ano seguinte, retornou para a Lamborghini.
Em setembro de 2021, Bortolotti fez sua estreia na Deutsche Tourenwagen Masters pela T3 Motorsport, como piloto convidado. Correndo em um Lamborghini Huracán GT3 Evo, o italiano surpreendeu ao ser segundo colocado na corrida 1 de Assen, com direito a uma ultrapassagem sobre Liam Lawson nas voltas finais. Com isso, Bortolotti foi contratado pela GRT para disputar a temporada completa da DTM em 2022. Na etapa de abertura em Portimão, Bortolotti fez a pole da corrida 1, terminando em terceiro nas duas provas. Ele repetiu o resultado em Ímola e no Red Bull Ring, mas o superou ao ser segundo em Norisring. Mesmo sem vencer, Bortolotti conseguiu ser quarto colocado.
Em 2023, Bortolotti foi para a SSR e se firmou como um dos candidatos ao título, rivalizando com Ricardo Feller e Thomas Preining. Mirko conquistou sua primeira vitória na DTM durante a corrida 1 de Nürburgring, vencendo também em Lausitzring e em Sachenring. Bortolotti levou a disputa até à última rodada, em Hockenheimring, precisando descontar uma diferença de dez pontos para Preining. No sábado, Bortolotti chegou a fazer a pole, mas tever sua volta deletada por infração de limites de pista, o que facilitou a vida de Preining, que herdou a pole e conquistou a vitória facilmente.
Agora, Bortolotti precisava superar uma desvantagem de 27 pontos, o que tornava obrigatório que o italiano da Lamborghini fizesse a pole da corrida 2, mas após uma disputa acirrada, a pole ficou com Preining, por apenas 0s006 de diferença, e ele repetiu a vitória dominante do dia anterior, se sagrando campeão. Já Bortolotti foi segundo colocado na corrida, anotando o último de seus cinco pódios e se garantindo como vice-campeão, somando 213 pontos, 33 a menos do que o austríaco.
No entanto, a consagração viria em 2024, ano em que Bortolotti mostrou regularidade ao pontuar em todas as etapas, ficando apenas duas vezes fora do Top-10. Venceu apenas uma vez, no Red Bull Ring, onde se tornou líder do campeonato, mas mesmo sendo segundo novamente em Hockenheim, o italiano ficou com o título de campeão da DTM, já que seu rival mais próximo, Kelvin van der Linde, foi apenas o 11º. Bortolotti fechou o ano com sete pódios e 238 pontos, batendo o vice Van der Linde por dezessete pontos.
Em 2025, Bortolotti mudou para a ABT Sportsline, equipe apoiada pela Red Bull. O italiano não conquistou vitórias nem pódios, tendo um sexto lugar em Lausitzring como melhor resultado, e se classificando em 14º, com 68 pontos.
Em 2022, Bortolotti fez a sua primeira participação nas 24 Horas de Le Mans, correndo com a Team WRT na classe LMP2. Em 2023, Bortolotti disputou cinco etapas do Campeonato Mundial de Endurance da FIA pela Prema Racing, guiando o Oreca nº 63 ao lado de Daniil Kvyat e Doriane Pin. O trio se destacou ao ficar em segundo nas 1000 Milhas de Sebring pela classe LMP2. Na edição das 24 Horas de Le Mans daquele ano, ele e seus companheiros abandonaram após o russo perder o controle e bater. Mirko voltou ao WEC em 2024, dessa vez na classe Hypercar numa parceria com a Iron Lynx, equipe apoiada pela Lamborghini, e compartilhando o carro #63 com Kvyat e Edoardo Mortara. O trio se destacou nas 24 Horas de Le Mans, onde ficou em décimo. Mas com a desistência da Lamborghini da categoria, Bortolotti acabou se ausentando da temporada 2025.